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17.6.09

Ópera, um Itinerário Europeu

Se estiver no Porto no próximo Sábado, pode seguir a sugestão da Europa Viva e deslocar-se à Casa Museu Guerra Junqueiro para assistir a um ciclo de conferências por Jorge Rodrigues.

A Casa Museu Guerra Junqueiro situa-se por trás da Sé do Porto, na Rua de D. Hugo, 32, e alberga uma interessante colecção de peças de mobiliário, faiança e arte sacra.
Não perca. São dois em um.


13.5.09

Ópera do Castelo

A Companhia de Ópera do Castelo apresenta amanhã, 14 de Maio, o espectáculo "Memória dos Anjos" - recital cénico com cabaret, ópera e fado, para canto, piano e vídeo, com Catarina Molder e Nuno Barroso. A concepção e a direcção artística são de Catarina Molder e a encenação é de Jorge Rodrigues. Vai ser às 21h30, no claustro do Museu de São Roque (sujeito a confirmação devido às condições atmosféricas).
Este recital cénico não só cruza múltiplas áreas artísticas procurando novos formatos para o tradicional recital de canto e piano, como conjuga repertórios e linguagens musicais a priori tão opostas como a ópera, o cabaret e o fado. (...)

(OperadoCastelo)


E no dia 16 de Maio, às 15h00, no Castelo de São Jorge, terá lugar mais uma iniciativa da Ópera do Castelo: "Mosaicos Musicais".
Mais detalhes sobre os espectáculos, o projecto e a programação no site da companhia.

(Faça um clique sobre a imagem)

17.4.09

Não queria ser repetitivo,

mas o Esferas está cada vez melhor. Perguntava hoje o Jorge Rodrigues por que raio é que os italianos são tão maníacos da beleza absoluta do som. É que depois do magnífico dueto de amor de "O Baile de Máscaras", cantado em explosão por Birgit Nilsson e Carlo Bergonzi, ouvimos uma mazurka de Chopin a sair dos dedos de Michelangeli.

(itcnfrjdcthutq)

17.3.09

Esferas

O "Esferas" já está completamente audível na Grande Lisboa. Entre as 6 e as 8 da tarde, sintonize a CSB Rádio em 105.4 FM e aperte o cinto de segurança.

Adenda: Ou ouça online.


9.2.09

Esferas


O blogue da Associação Europa Viva informa que têm início hoje as emissões do programa "Esferas", da autoria de Ana Paula Lemos e Jorge Rodrigues. De segunda a sexta, das 18:00 às 20:00.

Para mais detalhes, vá aqui.


14.11.08

Evgeny Kissin - II

Evgeny Kissin falou para o Grande Auditório, aquando da sua presença em Lisboa para mais um recital inesquecível na Gulbenkian. Visitou-nos pela primeira vez no princípio dos anos 1990, tinha uns vinte anos, e o público percebeu que estava no palco um pianista de excepção. Podemos agora ouvir o que ele disse a Jorge Rodrigues. E esperar que ele volte depressa.

3.10.08

Grande Auditório

Com a abertura da nova temporada, o Grande Auditório de Jorge Rodrigues está de volta na coluna à direita, ou no sítio da Fundação Calouste Gulbenkian. Para estarmos em dia com as propostas da semana.

2.6.08

Jorge Rodrigues entrevista Elisabete Matos

À conversa com Jorge Rodrigues, Elisabete Matos fala-nos da sua interpretação da Tosca, em São Carlos, e de alguns projectos para a próxima temporada.


(Esta entrevista foi filmada por Fernando Veiras a 30 de Maio de 2008.)

22.5.08

Jorge Rodrigues fala de Elisabete Matos

Elisabete Matos
(Tosca, II acto - Teatro Nacional de São Carlos)



"ASSIM, SIM!

Não é para me armar em bom, ou em esperto, ou coisa que o valha, mas caíram-me os queixos assim que ouvi Elisabete Matos pela primeira vez num papel de destaque (o que aconteceu no Festival Internacional de Música de Macau em 1993). Não porque estivesse a tentar dar agudos (convém descer os queixos e abrir a goela para o conseguir), mas porque fiquei espantado pela qualidade de uma voz que eu nunca tinha ouvido na sua plenitude. E a partir daí fiquei o que se chama “fan”.
Depois dessa aventura tive a felicidade de a ouvir em inúmeras outras ocasiões, e essa primeira impressão manteve-se, e em crescendo, até aos dias de hoje. Mas nestas coisas, por mais certezas que tenhamos acerca dos nossos julgamentos, nunca estamos seguríssimos dos mesmos. Quer dizer, falhar é humano, e eu sou muito gente. Até que ouvi a Elisabete na Tosca que foi cantada e representada no Coliseu do Porto numa iniciativa do Círculo Portuense de Ópera. E aí mandei às urtigas as dúvidas que pudesse ter acerca de mim próprio. Recordo-me que entrei em histeria – telefonei para toda a gente a dizer que era obrigatório ir ouvi-la, tentei fazer passar esse meu legítimo entusiasmo através de um programa de rádio de que eu era autor na Antena 2 (o Ritornello), e preparei-me para a ouvir onde pudesse. E então foram viagens para o estrangeiro (estou a recordar uma Sieglinde em Sevilha, de cair para o lado, e as vicissitudes que a rodearam. Eu, a Isabel, o Nuno, a Ana Luísa, o António, a Manela, tudo a meter-se em carros, a voar até Sevilha, ouvir a récita, ir cear qualquer coisa a seguir, e vir logo a correr para Lisboa, onde todos tínhamos de trabalhar de manhã. Mas pensam que eu fazia uma coisa destas – eu e todos os que fomos – para ouvir uma ranhosa qualquer?). E foram também inúmeras as idas a concertos por esse país fora (Porto, Guimarães, vários locais em Lisboa, etc.). E a felicidade a continuar!
Havia um senão, enorme, em toda esta felicidade – Elisabete Matos continuava a não cantar em São Carlos um papel a sério; isto é, um daqueles papeis maiores que são oferecidos às divas (poucas pessoas há que merecem este tratamento, mas Elisabete Matos merece-o! – porque divas são as deusas que nos transportam emocionalmente para outras esferas). Um daqueles papeis que pela sua complexidade vocal e dramática só podem ser efectivamente defendidos por quem tenha um material vocal excepcionalíssimo e um material emocional que se traduz em representação de arromba. Embora os cantasse regularmente em palcos como os do Scala, do San Carlo de Nápoles, do La Fenice, etc., etc., etc. E ficava furioso por ela e por mim e pela minha geração: todos estamos prontos a gozar e a rir do modo como trataram Camões, do modo como trataram Viana da Mota, do modo como trataram N gente. E a nossa geração a cair no mesmo. E é isso que me custa, pois eu não quero que me confundam com essa gente que não vê um palmo à frente do nariz e cuja estupidez contamina uma geração inteira. Isto deixava-me absolutamente virado do avesso. Estava a repetir-se aquela merdosa atitude que é comum no nosso país – quem sobressai pela qualidade, zás, é logo atacado. E, invariavelmente, por gente miserável. É que quando me deslocava a Espanha e falava, por exemplo, com o Director do Teatro Real, lá vinha ele com a mesma conversa – “Elisabeta es nuestra!”. Obviamente, eu ficava orgulhoso, mas não deixava de pensar no estuporado país que permitia isto – ainda bem, por outro lado, que Elisabete foi para um país onde as coisas se levam a sério.
E lá começaram a dar-lhe, muito timidamente, alguns papeis em São Carlos – uma Santuzza, uma Sieglinde (mas em concerto), uns concertos, mas nada que enchesse o olho, sim porque eu gosto muito de ver uma siciliana a bater com as mãos no peito, mas aquilo acaba em um acto, não é? Quando começávamos a aquecer lá estava ela a lançar o agudo final e a agradecer. Assim não vale! Eu queria mais!
E surgiu esta Tosca estreada no mês de Maio de 2008! Em São Carlos! Aleluia!
Não há palavras para descrever o que eu – e todo o público – temos sentido. Digo apenas uma coisa: penso com toda a sinceridade que neste momento no mundo não há nenhuma Tosca superior ou comparável à de Elisabete Matos. Depois de ouvir a estreia fiquei imediatamente com essa certeza. Revi mentalmente os sopranos em actividade no mundo e, repito, nenhuma há que se lhe compare.
E passo a explicar.
Vocalmente falando Elisabete Matos está numa forma absolutamente excepcional. Sim porque a voz é de si excepcional, mas neste momento é uma excepcionalidade em forma excepcional. Os agudos da mulher! Há quem considere esta conversa dos agudos uma coisa superficial, simplista, e se ria de quem por eles se entusiasma – é gente muito superior a nós, infinitamente culta, com uma tal sensibilidade que não lhes permite aguentar tudo o que é força da natureza. Pois eu respondo-lhes: vão zurrar para outro lado. É que essa conversa da treta mais não é do que uma estupidez abissal, reles, e rasca – porque os compositores não colocaram essas notas impossíveis na partitura porque lhes apeteceu. Numa obra de arte – como são as óperas de Verdi, Puccini, Wagner, Bellini, Mozart, Strauss, Mussorgsky, etc. – tudo é orgânico e o facto de no III Acto a palavra “lama” (“lâmina”) ser dita com um dó agudo não é inocente, o facto de a Turandot ter de se lançar para a estratosfera ao cantar “Quel grido” não é inocente, o facto de a Azucena ter de lançar um si bemol ao cantar “sei vendicata o madre”, também não é inocente. Só perfeitas bestas é que não entendem isto. Mas infelizmente há bestas que zurram muito alto e muitas bestas há prontas a ouvi-las… O agudo é um elemento dramático e musical importantíssimo, fundamental, e ouvir uma Tosca que não tenha esse registo agudo seguro é o mesmo que ir ver um Benfica / Porto com os jogadores todos a coxearem. É que Tosca sem agudos é futebolista coxo, desculpem lá. Mesmo que não percebam o que eu digo, tentem decorar!
Mas não são só – obviamente – agudos! É todo um material vocal perfeitamente dominado, com uma igualdade esplendorosa, com um registo grave sem ser forçado e que arrepia pelo dramatismo que consegue imprimir a uma frase, é a construção da linha melódica, é a coragem. Sim, a coragem! Porque estar num palco é como estar num circo: há quem faça saltos mortais sem rede e há quem necessite de rede. Elisabete Matos canta sem rede, isto é, entrega-se toda ao papel e isso faz com que nunca se poupe. E isso é, acreditem-me, a melhor coisa que se pode ver – um artista que se dá todo em palco, sem pudor. Obviamente que para isso é preciso técnica, técnica e mais técnica (recordo sempre o que Edita Gruberova me disse uma vez: só a técnica liberta!), e ter alma, e mais alma, e mais alma.
E aqui chegamos ao elemento dramático, cénico. E a Tosca de Elisabete Matos também me desfez nesse aspecto. É um personagem perfeitamente pensado, coerente, sentido, verdadeiro. Ela consegue aquilo que poucas conseguem, isto é, faz-me acreditar naquilo que estou a ver. Sofro horrores por ela, estou aflito com ela, apetece-me no II Acto entrar pelo palco dentro agarrar no Scarpia e desfazer-lhe o focinho a pontapés. É isto, percebem, que eu gosto de sentir em ópera – comover-me até às lágrimas com o que vejo e ouço! E isso, meus amigos, só cantores excepcionais é que conseguem. Exemplos de total mestria dramática: o dueto de amor do I Acto, em que ela surge solta, alegre, feliz, e mesmo o arrufo “atavantico” é uma coisinha que percebemos ligeira; a entrada no II Acto, em que o gesto é lento, redondo, estudado, pensado, como um animal que está com medo que lhe façam mal; a expressão com que fica quando se deita no chão no final do mesmo II Acto. E no III Acto? A explosão de felicidade quando chega junto de Cavaradossi para lhe anunciar a “liberdade”. A mulher é de chorar!
E posto isto, e porque não quero maçar ninguém, fica aqui um conselho: não deixem de tentar ir a São Carlos antes do fim desta série de Toscas com a Elisabete Matos. Não deixem mesmo! Quem avisa, amigo é!"

Jorge Rodrigues

8.2.08

Jorge Rodrigues entrevista Cecilia Bartoli


A propósito do concerto de amanhã (sábado, 9 de Fevereiro) na Gulbenkian, Cecilia Bartoli falou com Jorge Rodrigues para o Grande Auditório de 8 de Fevereiro. Cecilia fala de Maria Malibran, de interpretação e técnica e da ópera "Ines de Castro". Boa disposição garantida.

21.11.07

O novo programa de Jorge Rodrigues

Graças à Fundação Calouste Gulbenkian, podemos voltar a ouvir Jorge Rodrigues, no site da Fundação, ou aqui ao lado (Grande Auditório, no topo da barra lateral). Um bálsamo para quem tem saudades do Ritornello.






Grande Auditório

Um programa de Jorge Rodrigues com edição de Tiago Jónatas.

Um espaço dedicado aos intérpretes que nos visitam, bem como à música que lhe damos a ouvir ao longo da Temporada, contando com uma actualização semanal. Concebido e apresentado por Jorge Rodrigues, este espaço funcionará como um complemento auditivo às informações escritas que já pode encontrar no nosso site. Antecipe-se, pois, ao que irá assistir no seu concerto desta semana através destas sugestões de audição.

26.9.07

Ritornello - Petição - Notícias

As petições poderão não levar a nenhum lado, mas servem para fazermos ouvir a nossa voz. A petição "Ritornello" foi formalmente entregue na Antena2.

"Depois de uma série de tentativas consegui, com mais três subscriptores, ser recebido na Antena2 a semana passada. Entregámos formalmente a petição, e conversámos sobre o assunto Ritornello.
Da parte da Antena2 há neste momento uma atitude reservada, uma vez que se encontra a decorrer um processo judicial, mas entendemos que será muito difícil que a actual equipa de gestão volte a aceitar a colaboração do Jorge Rodrigues...
No entanto sentimos que foi útil este encontro, porque nos deu oportunidade de apresentarmos os nossos pontos de vista sobre o que nos parece ser uma certa degradação da programação da Antena2, para o que, naturalmente, o fim do Ritornello também veio contribuir.
Cumprimentos
Sousa Mendes"

17.6.07

Mara Zampieri - "Manon Lescaut"


O vídeo não é muito bom, mas foi o que encontrei de Mara Zampieri interpretando Manon Lescaut. Em Lisboa também cantou este papel (Dezembro de 1988), mas aqui é em Tóquio (1991).



In quelle trine morbide

In quelle trine morbide...
nell'alcova dorata
v'é un silenzio gelido, mortal,
v'è un silenzio,
un freddo che m'agghiaccia!
Ed io che m'ero avvezza
a una carezza voluttuosa,
di labbra ardenti e
d'infuocate braccia...
or ho tutt'altra cosa!
O mia dimora umile,
tu mi ritorni innanzi
gaia, isolata, bianca
come un sogno gentile
di pace e d'amor!


No site de Mara Zampieri estão disponíveis mais vídeos e também a conversa de Jorge Rodrigues com Frederico Lourenço e ela própria no Ritornello. Aqui está o primeiro excerto, para matar saudades:


E aqui podem ouvir as três partes restantes.

Lisbona, 29 Marzo 2005. Mara Zampieri e Frederico Lourenço intervistati da Jorge Rodrigues nella trasmissione in diretta "Ritornello"



(Mara Zampieri com Jorge Rodrigues)

14.6.07

Jorge Rodrigues - Festas de Lisboa


























(clique para aumentar)

No dia 7 de Julho, Jorge Rodrigues estará no Castelo de São Jorge com a Companhia Portuguesa de Ópera, num programa enquadrado nas Festas de Lisboa, para falar de Rossini. Uma boa oportunidade para matar saudades do Ritornello.
Consulte o programa das festas no site da EGEAC.

7.6.07

Nova petição - Ritornello - 251 Total Signatures

Tinha decidido não voltar a este assunto, para não me acharem muito chato... Acontece que a petição que aqui tinha sido veiculada nasceu com problemas técnicos insolúveis (os nomes dos signatários não eram visíveis) e foi criada outra por Aristides Sousa-Mendes.
http://www.petitiononline.com/asm7e30/petition.html
Uma vez que tantos blogs participaram de uma forma tão activa na sua divulgação, aqui fica o convite para todos expressarmos, mais uma vez, o nosso descontentamento e pedirmos o regresso do Jorge Rodrigues à Antena 2.

19.5.07

Ritornello - Petição


PODEM ASSINAR AQUI A PETIÇÃO AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO SANTOS SILVA, A SOLICITAR O REGRESSO DO JORGE RODRIGUES COM O RITORNELLO E NO SEU FORMATO INICIAL DE DUAS HORAS.

18.5.07

Fischer-Dieskau - Schubert - Der Lindenbaum

A Tília

Hans Baluschek pintou (1870-1935)


















Dedico este "post" ao Jorge Rodrigues e ao Ritornello, que a Antena 2 resolveu retirar da programação.
Dietrich Fischer-Dieskau canta Der Lindenbaum, do ciclo de canções "Winterreise" (Viagem de Inverno), composto por Schubert a partir de poemas de Wilhelm Müller.
Como diz o Jorge Rodrigues, "apertem os cintos". O Ritornello era um dos melhores programas de divulgação de músicos e de músicas, ouvido todos os dias por muita gente durante o regresso a casa, entre as 6 e as 8 da tarde.



Der Lindenbaum

Am Brunnen vor dem Tore
Da steht ein Lindenbaum
Ich träumt in seinem Schatten
So manchen süßen Traum
Ich schnitt in seine Rinde
So manches liebe Wort
Es zog in Freud und Leide
Zu ihm mich immer fort

Ich musst auch heute wandern
Vorbei in tiefer Nacht
Da hab ich noch im Dunkeln
Die Augen zugemacht
Und seine Zweige rauschten
Als riefen sie mir zu
Komm her zu mir Geselle
Hier find'st du deine Ruh

Die kalten Winde bliesen
Mir grad ins Angesicht
Der Hut flog mir vom Kopfe
Ich wendete mich nicht
Nun bin ich manche Stunde
Entfernt von jenem Ort
Und immer hör ich's rauschen
Du fändest Ruhe dort


A Tília

Junto à fonte, perto do arco,
Encontra-se uma tília.
Sonhei, na sua sombra,
Um sonho doce.
No seu tronco,
Escrevi palavras de amor.
Alegre ou triste,
Sempre fui arrastado até ela.

Também hoje lá passei,
Durante a noite,
E mesmo na escuridão
Cerraram-se-me os olhos.
Os seus ramos sussurravam,
Como se me chamassem:
Vem até mim, companheiro.
Aqui, encontras o teu sossego.

Os ventos sopravam,
Gelavam-me o rosto.
O meu chapéu voou
Mas eu não me voltei.
Já estou há algum tempo
Longe daquele lugar.
E ainda ouço um sussurro:
Lá encontrarias o teu sossego.