Originárias da América tropical e das ilhas do Pacífico, são parentes próximas das bananeiras e das estrelícias. Em Inglês, chamam-lhes "lobster-claw" e "false bird-of-paradise". O nome Heliconia vem do monte Helicon, associado às musas na mitologia grega. Existem, supostamente, cem a duzentas espécies do género Heliconia. Família: Heliconiaceae
(Gravura de Eduardo Portugal, Arquivo Municipal de Lisboa)
A Ópera do Tejo (Teatro Real da Ópera) terá sido um dos mais sumptuosos teatros europeus na época da sua construção. Inaugurada na Primavera de 1755, poucos meses depois estava transformada em ruínas.
Ô malheureux mortels! ô terre déplorable! Ô de tous les mortels assemblage effroyable! D'inutiles douleurs éternel entretien! Philosophes trompés qui criez: "Tout est bien" Accourez, contemplez ces ruines affreuses, Ces débris, ces lambeaux, ces cendres malheureuses, Ces femmes, ces enfants l'un sur l'autre entassés, Sous ces marbres rompus ces membres dispersés; Cent mille infortunés que la terre dévore, (...) Direz-vous, en voyant cet amas de victimes: "Dieu s'est vengé, leur mort est le prix de leurs crimes"? Quel crime, quelle faute ont commis ces enfants Sur le sein maternel écrasés et sanglants? Lisbonne, qui n'est plus, eut-elle plus de vices Que Londres, que Paris, plongés dans les délices? Lisbonne est abîmée, et l'on danse à Paris. (...)
Começa assim o "Poema sobre o Desastre de Lisboa", escrito por Voltaire (1694-1778) logo após o terramoto de 1 de Novembro de 1755, que a Alêtheia publicou em edição bilingue, com tradução de Vasco Graça Moura, em 2005.
Voltaire recusa-se a aceitar a catástrofe como castigo divino para os pecados dos Homens. Não pode Lisboa ter mais vícios que Londres ou Paris, mas é Lisboa que se afunda enquanto em Paris se dança. Mais tarde, no conto "Candide, ou l'Optimisme", voltará ao tema do terramoto de Lisboa. Após várias peripécias, o inocente Cândido, a quem todos os males acontecem, chega a Lisboa no exacto momento em que se dá o terramoto e o navio afunda-se, mas ele e o seu preceptor Pangloss salvam-se. Ambos percorrem Lisboa entre escombros e cadáveres e acabam por ser condenados pela Inquisição. Cândido virá a ser poupado.
Sendo Voltaire um dos pilares do Iluminismo, é importante verificar que, por cá, imperavam as trevas da Inquisição e que o despotismo, de esclarecido, tinha pouco. Mesmo para os sábios de Coimbra, que eram os representantes máximos da erudição em Portugal, a queima dos hereges em auto-de-fé seria o método mais eficaz para acalmar a ira de Deus e evitar novas catástrofes.
Pegando no conto de Voltaire, Leonard Bernstein (1918-1990) compôs o divertido e irónico "Candide", na linha do teatro musical, em 1956. Aqui está a abertura, com a Orquestra Sinfónica de Londres dirigida pelo próprio compositor, numa versão de concerto gravada em 1989.
I was not born in sunny Hispania. My father came from Rovno Gubernya But now I’m here, I’m dancing a tango: Di dee di! Dee di dee di! I am easily assimilated. I am so easily assimilated.
I never learned a human language. My father spoke a High Middle Polish. In one half-hour I’m talking in Spanish: Por favor! Toreador! I am easily assimilated. I am so easily assimilated.
It’s easy, it’s ever so easy! I’m Spanish, I’m suddenly Spanish! And you must be Spanish, too. Do like the natives do. These days you have to be In the majority.
Christa Ludwig canta I am easily assimilated, de "Candide".
Tus labios rubí, Dos rosas que se abren a mí Conquistan mi corazón, Y sólo con Una canción
Mis labios rubí, Drei viertel Takt, Mon très cher ami, Oui oui, sí sí, Ja ja ja, yes yes, da da, Je ne sais quoi!
Me muero, me sale una hernia! A long way from Rovno Gubernya! Mis labios rubí, Dos rosas que se abren a tí, Conquistan tu corazón, Y sólo con Una divina canción De mis labios rubí.
Se há árias que falam dos males do coração, Ah! mio cor! é das que mais impressionam. A feiticeira Alcina, ao sentir-se traída e abandonada por Ruggiero, fica a cantar uma meia dúzia de versos durante uns bons dez minutos. Esta era uma das especialidades de Handel: compor longas árias com uma melodia inspirada, oferecendo aos cantores a hipótese de brilharem com as variações na repetição do tema.
Em 1999, a Erato editou "Alcina", com uma gravação efectuada na Ópera de Paris (Palais Garnier) e as interpretações de Renée Fleming, Susan Graham e Natalie Dessay nos principais papéis. A orquestra Les Arts Florissants foi dirigida pelo seu maestro, William Christie.
Foi editado, já em Agosto, o novo disco de Magdalena Kozená, inteiramente dedicado a árias de Handel: "Alcina", "Giulio Cesare in Egitto", "Theodora", "Ariodante", entre outras obras. A voz luminosa, cristalina, de Kozená atravessa um período de esplendor, que pode ser testemunhado no seu site (Deutsche Grammophon). Um dos muitos momentos altos do disco é precisamente a ária Ah! mio cor!, de "Alcina".
Segundo a Wikipedia, a palavra "tamarindo" vem do Árabe تمر هندي (tamar hindi, ou seja, tâmara da Índia). Esta árvore é nativa da África tropical mas terá sido através da Índia que os Persas e os Árabes a conheceram, daí o nome genérico Tamarindus. O interior do fruto, quando seco, assemelha-se à tâmara e é utilizado como condimento (na Tailândia, por exemplo, em molhos agridoces).
Andreas Scholl regressa a Lisboa e ao Porto, nos próximos dias 8 e 10 de Dezembro, respectivamente, com concertos na Gulbenkian e na Casa da Música. O programa baseia-se no seu CD "Il Duello Amoroso", com obras de Handel, e a acompanhar o contratenor estará a Accademia Bizantina sob a direcção de Ottavio Dantone. Se Scholl é um excelente intérprete de Vivaldi, não o é menos de Handel. Informa-se que o concerto na Gulbenkian se encontra esgotado, mas na Casa da Música ainda há vagas.
Fica aqui uma amostra. Foi recentemente editada em DVD a ópera "Giulio Cesare in Egitto", com Scholl no papel do Imperador, numa produção da Ópera de Copenhaga de 2005.
Va tacito e nascosto
Va tacito e nascosto, quand'avido è di preda, l'astuto cacciator. E chi è mal far disposto, non brama che si veda l'inganno del suo cor.
Dall'ondoso periglio... Aure, deh, per pietà
Dall'ondoso periglio salvo mi porta al lido il mio propizio fato. Qui la celeste Parca non tronca ancor lo stame alla mia vita! Ma dove andrò? E chi mi porge aita? Ove son le mie schiere? Ove son le legioni, che a tante mie vittorie il varco apriro? Solo in quest'erme arene al monarca del mondo errar conviene?
Aure, deh, per pietà spirate al petto mio, per dar conforto, oh dio! al mio dolor. Dite, dov'è, che fa l'idolo del mio sen, l'amato e dolce ben di questo cor. Ma d'ogni intorno i' veggio sparse d'arme e d'estinti l'infortunate arene, segno d'infausto annunzio al fin sarà.
Há perto de dez anos vi Andreas Scholl cantar pela primeira vez. Foi em Lisboa, na Igreja do Loreto, mesmo ali ao Chiado, com o chiar dos eléctricos a servir de acompanhamento de fundo. Nessa época ainda a Gulbenkian tinha uma espécie de festival com o nome "Jornadas de Música Antiga". O programa era composto por cantatas de Bach e pelo "Stabat Mater" de Vivaldi. Lembro-me do efeito que a voz de Scholl causava quando enchia a igreja, cantando as dores da "Mãe que chorava junto da cruz, da qual pendia o seu filho". Não é de estranhar que a sua gravação do "Stabat Mater" tenha sido um enorme sucesso de vendas.
Parece um fruto, uma baga vermelha, mas trata-se de um falso fruto: uma semente tóxica, envolvida por um arilo carnudo (não tóxico) escarlate, amarelo ou alaranjado, dependendo da variedade. A espécie Taxus baccata possui uma substância tóxica, a taxina, perigosa tanto para os animais como para o Homem, e por essa razão foi quase exterminada em diversas zonas da Europa. Actualmente utiliza-se essa substância em tratamentos contra o cancro. (Informações recolhidas em "Árvores e Arbustos de Portugal")
Este teixo vive em Sintra, em frente da entrada para a Quinta da Regaleira.