20.11.07

2008, Um Festival Pina Bausch

Por que não se deve perder Pina Bausch?

Excertos do filme "Die Klage der Kaiserin" (O Lamento da Imperatriz), de 1989.



Cafe Müller (de 1978)

(rphilippart)

Masurca Fogo (de 1998)

(barijuano)

Centro Cultural de Belém e Teatro São Luiz
2008, Um Festival Pina Bausch


Pina Bausch
Tanztheater Wuppertal

11.11.07

Lusitanos ao natural

Na Herdade de Muge (Casa Cadaval), uma das coudelarias mais antigas em Portugal.



A arte de bem cavalgar

São Martinho é época de cavalos e quem gosta vai à Golegã.
Ambos são lusitanos, mas o cavalo castanho é um magnífico Alter Real, apresentado pela Escola Portuguesa de Arte Equestre.



8.11.07

Outono no Alentejo

Em pleno Verão de São Martinho, num monte perto de Arraiolos, vibram cores de Outono no amarelo-dourado das vinhas e das árvores.

As árvores são lilases-da-Índia (Melia azedarach), que têm folha duplamente pinada, como disse Maria Carvalho. Grato pela identificação.



5.11.07

Helicónias

Originárias da América tropical e das ilhas do Pacífico, são parentes próximas das bananeiras e das estrelícias. Em Inglês, chamam-lhes "lobster-claw" e "false bird-of-paradise". O nome Heliconia vem do monte Helicon, associado às musas na mitologia grega.
Existem, supostamente, cem a duzentas espécies do género Heliconia.
Família: Heliconiaceae


1.11.07

Voltaire e Lisboa - Candide

(Gravura de Eduardo Portugal, Arquivo Municipal de Lisboa)

A Ópera do Tejo (Teatro Real da Ópera) terá sido um dos mais sumptuosos teatros europeus na época da sua construção. Inaugurada na Primavera de 1755, poucos meses depois estava transformada em ruínas.





Ô malheureux mortels! ô terre déplorable!
Ô de tous les mortels assemblage effroyable!
D'inutiles douleurs éternel entretien!
Philosophes trompés qui criez: "Tout est bien"
Accourez, contemplez ces ruines affreuses,
Ces débris, ces lambeaux, ces cendres malheureuses,
Ces femmes, ces enfants l'un sur l'autre entassés,
Sous ces marbres rompus ces membres dispersés;
Cent mille infortunés que la terre dévore,
(...)
Direz-vous, en voyant cet amas de victimes:
"Dieu s'est vengé, leur mort est le prix de leurs crimes"?
Quel crime, quelle faute ont commis ces enfants
Sur le sein maternel écrasés et sanglants?
Lisbonne, qui n'est plus, eut-elle plus de vices
Que Londres, que Paris, plongés dans les délices?
Lisbonne est abîmée, et l'on danse à Paris.
(...)
Começa assim o "Poema sobre o Desastre de Lisboa", escrito por Voltaire (1694-1778) logo após o terramoto de 1 de Novembro de 1755, que a Alêtheia publicou em edição bilingue, com tradução de Vasco Graça Moura, em 2005.

Voltaire recusa-se a aceitar a catástrofe como castigo divino para os pecados dos Homens. Não pode Lisboa ter mais vícios que Londres ou Paris, mas é Lisboa que se afunda enquanto em Paris se dança. Mais tarde, no conto "Candide, ou l'Optimisme", voltará ao tema do terramoto de Lisboa. Após várias peripécias, o inocente Cândido, a quem todos os males acontecem, chega a Lisboa no exacto momento em que se dá o terramoto e o navio afunda-se, mas ele e o seu preceptor Pangloss salvam-se. Ambos percorrem Lisboa entre escombros e cadáveres e acabam por ser condenados pela Inquisição. Cândido virá a ser poupado.

Sendo Voltaire um dos pilares do Iluminismo, é importante verificar que, por cá, imperavam as trevas da Inquisição e que o despotismo, de esclarecido, tinha pouco. Mesmo para os sábios de Coimbra, que eram os representantes máximos da erudição em Portugal, a queima dos hereges em auto-de-fé seria o método mais eficaz para acalmar a ira de Deus e evitar novas catástrofes.

Pegando no conto de Voltaire, Leonard Bernstein (1918-1990) compôs o divertido e irónico "Candide", na linha do teatro musical, em 1956. Aqui está a abertura, com a Orquestra Sinfónica de Londres dirigida pelo próprio compositor, numa versão de concerto gravada em 1989.

(nickbigd)

I am easily assimilated

I was not born in sunny Hispania.
My father came from Rovno Gubernya
But now I’m here, I’m dancing a tango:
Di dee di!
Dee di dee di!
I am easily assimilated.
I am so easily assimilated.

I never learned a human language.
My father spoke a High Middle Polish.
In one half-hour I’m talking in Spanish:
Por favor! Toreador!
I am easily assimilated.
I am so easily assimilated.

It’s easy, it’s ever so easy!
I’m Spanish, I’m suddenly Spanish!
And you must be Spanish, too.
Do like the natives do.
These days you have to be
In the majority.

Christa Ludwig canta I am easily assimilated, de "Candide".

(s006221)


Tus labios rubí,
Dos rosas que se abren a mí
Conquistan mi corazón,
Y sólo con
Una canción

Mis labios rubí,
Drei viertel Takt,
Mon très cher ami,
Oui oui, sí sí,
Ja ja ja, yes yes, da da,
Je ne sais quoi!

Me muero, me sale una hernia!
A long way from Rovno Gubernya!
Mis labios rubí,
Dos rosas que se abren a tí,
Conquistan tu corazón,
Y sólo con
Una divina canción
De mis labios rubí.

(echo.ucla)

29.10.07

Ah! mio cor! - Alcina - Handel

Se há árias que falam dos males do coração, Ah! mio cor! é das que mais impressionam. A feiticeira Alcina, ao sentir-se traída e abandonada por Ruggiero, fica a cantar uma meia dúzia de versos durante uns bons dez minutos. Esta era uma das especialidades de Handel: compor longas árias com uma melodia inspirada, oferecendo aos cantores a hipótese de brilharem com as variações na repetição do tema.

Em 1999, a Erato editou "Alcina", com uma gravação efectuada na Ópera de Paris (Palais Garnier) e as interpretações de Renée Fleming, Susan Graham e Natalie Dessay nos principais papéis. A orquestra Les Arts Florissants foi dirigida pelo seu maestro, William Christie.




Foi editado, já em Agosto, o novo disco de Magdalena Kozená, inteiramente dedicado a árias de Handel: "Alcina", "Giulio Cesare in Egitto", "Theodora", "Ariodante", entre outras obras. A voz luminosa, cristalina, de Kozená atravessa um período de esplendor, que pode ser testemunhado no seu site (Deutsche Grammophon). Um dos muitos momentos altos do disco é precisamente a ária Ah! mio cor!, de "Alcina".



Ah! mio cor!
Ah! mio cor! schernito sei!
Stelle! Dei!
Nume d'amore!
Traditore!
T'amo tanto;
Puoi lasciarmi sola in pianto,
Oh Dei! perché?


Ma, che fa gemendo Alcina?
Son regina, è tempo ancora:

Resti, o mora,
peni sempre,
o torni a me.

Magdalena Kozená canta Ah! mio cor!
(Crindoro)

27.10.07

Wat Pho

Os muros do templo Wat Pho dão flores que parecem camélias com pétalas de cerâmica. No jardim, vive uma árvore que dá flores que parecem orquídeas.





Tamarindus indica
(Identificada por Maria Carvalho)

Segundo a Wikipedia, a palavra "tamarindo" vem do Árabe تمر هندي (tamar hindi, ou seja, tâmara da Índia). Esta árvore é nativa da África tropical mas terá sido através da Índia que os Persas e os Árabes a conheceram, daí o nome genérico Tamarindus. O interior do fruto, quando seco, assemelha-se à tâmara e é utilizado como condimento (na Tailândia, por exemplo, em molhos agridoces).

Família: Fabaceae
Subfamília: Caesalpinioideae