O coro do Gran Teatre del Liceu saiu à Rambla em protesto contra as restrições orçamentais: corte de 5% nos salários e redução em 10% do número de trabalhadores do teatro.
14.7.10
7.7.10
Mahler - A Canção da Terra
Gustav Mahler nasceu há 150 anos.
Leonard Bernstein discorre sobre "Das Lied von der Erde". Eis o final: Der Abschied.
4.7.10
Ao Largo - I (actualizado)
Joana Carneiro ©Ricardo Brito
«A energia que senti das pessoas que estão mais de 1 hora em pé para assistir a um concerto de música erudita só prova que a música toca qualquer pessoa e que é fundamental na educação de qualquer ser humano, como também na vida, na transformação e na salvação da nossa alma.», confessou Joana Carneiro em entrevista ao Festival ao Largo.
Eis duas pequenas amostras, com um grande agradecimento à Io.
3.7.10
Joana Sem Medo
No início tive medo. Logo após Jorge Rodrigues ter apresentado Joana Carneiro, a Orquestra Gulbenkian e as obras que íamos ouvir, levantou-se uma brisa que fazia voar as pautas e quase derrubava as estantes. Mas não. Joana segurou a batuta destemidamente e o seu gesto logo aplacou a tormenta e deu confiança e voz aos músicos.
Nunca antes tinha visto Joana Carneiro dirigindo uma orquestra e o fascínio foi imediato. Por um lado, uma grande sensibilidade aos detalhes mais líricos das partituras de Tchaikovsky. Por outro, um grande sentido dos tempos e da dinâmica. Depois, quanto mais os cabelos da pequena grande Joana esvoaçavam, levados pelo vento, mais ela aparecia aos nossos olhos possuída pelo som, alargando o gesto com autoridade. Ver Joana Carneiro é um regalo. Uma maestrina que não tem medo da partitura nem da orquestra. Existem actualmente outras mulheres que dirigem nas óperas de Viena, Londres, Berlim, Nova Iorque ou Lisboa. Não são muitas. E não sei se alguma delas já esteve em frente das Filarmónicas de Berlim ou de Viena, que até há poucos anos eram compostas exclusivamente por músicos do sexo masculino. Maestrinas, então, nem pensar. Acredito que seja aterrorizante, mais que não seja pela responsabilidade, subir ao púlpito e olhar para essas orquestras. Contudo, duvido que Joana tivesse medo delas.
As duas obras que constam no programa foram gravadas por Joana Carneiro com a Orquestra Gulbenkian em 2009. Pode ouvir curtos excertos aqui ou aqui.
Joana Carneiro em entrevista a José Fialho Gouveia, no programa "Bairro Alto".
2.7.10
PUB: Noites de Ópera em Julho
Noites de Ópera em Julho
2, 3, 9 e 10 de Julho | 22h00 | Castelo de São Jorge | a partir 8 anos
Missão (Im)possível
2 e 3 de Julho | 22h00
Os mais belos e divertidos momentos de ópera de sempre…
Opera(ções) Barrocas
9 e 10 de Julho | 22h00
Momentos de Ópera barroca para delirar
Bilhetes a 7,5 euros e 5 euros - bilheteira Castelo de São Jorge e Ticketline
Missão (Im)possível
2 e 3 de Julho | 22h00
Os mais belos e divertidos momentos de ópera de sempre…
Direcção cénica: Caroline Bergeron e Catarina Santana
Intérpretes: Catarina Molder (soprano), Carlos Guilherme (tenor), Rui Baeta (barítono), Manuela Teves (meio-soprano), João Crisóstomo (piano)
Quatros cantores incumbidos de fazer um espectáculo de ópera. Têm de cantar os mais belos momentos de ópera, mas a tarefa é árdua. Em primeiro lugar não têm nem teatro, nem orquestra, nem maestro. Quem lhes vai dar as entradas? Onde estão os cenários e os figurinos? Não há condições, assim não pode ser. Mas, às vezes quanto maior são as dificuldades, melhor pode ser o resultado final…
Excertos de grandes óperas de Mozart, Rossini, Verdi, Bizet, Offenbach, Puccini e algum musical americano para variar. Histórias de amor, de paixão ardente, de carmens e toreadores, de copos a mais, de barba por fazer, estrelas a brilhar e negócios – interacção com público exigida.
Opera(ções) Barrocas
9 e 10 de Julho | 22h00
Momentos de Ópera barroca para delirar
Direcção cénica e dramaturgia: Catarina Molder e Etienne Lamaison
Direcção musical: Marcos Magalhães
Intérpretes: Catarina Molder (soprano), Luis Rodrigues (barítono), Etienne Lamaison (clarinetes), Marcos Magalhães (cravo), António Carrilho (flauta de bisel), Catherine Strynckx (violoncelo)
Imaginem uma história bem barroca com todos os personagens farsantes. A acção decorre no dia 31 de Julho de 1750 (último dia de vida de D. João V). Eis-nos nos aposentos de Madame du Chateau, uma senhora nobre francesa apaixonada por Portugal (na realidade Maria da Fonte da Mouraria), com Etienne de La Maison, costureiro de el rey (na realidade cúmplice de Maria da Fé para chegar às minas de ouro do Brasil) e seus convidados ilustres. Ela é muito apreciada pelo nosso rei D. João V, que a mantém por perto, dentro do próprio Castelo de São Jorge. Madame du Chateau é uma aventureira, adora música, magia, o sobre-natural, tão típicos da sua época, tem as amizades mais convencionais e exóticas que possamos imaginar. Inesperadamente um capitão chega de uma terra longínqua com muitas peripécias para contar…
Grandes compositores do Barroco como Rameau, Haendel, Pergolesi, Rebel, Couperin.
Bilhetes e reservas:
Bilhetes à venda na bilheteira do Castelo de São Jorge e brevemente na Ticketline e nos locais de venda habituais
7,5 euros (adultos), 5 euros (crianças)
Tel.: 21 880 06 20, Fax: 21 887 56 95
PUB: Joana Carneiro
Aproveite as noites agradáveis e não fique em casa. Logo à noite e amanhã, sempre pelas 22h00, o Largo de São Carlos acolhe a Orquestra Gulbenkian e a maestrina Joana Carneiro (FB) para um programa Tchaikovsky, a saber: "Romeu e Julieta", Abertura-Fantasia em Si menor e "O Lago dos Cisnes", suite, op. 20. É o Festival ao Largo.
30.6.10
Temos Pizarro
O campeonato que agora acabou foi, nas palavras de um amigo alemão, o "Mundial dos Golos-fora-de-jogo". E garanto que ele percebe da poda. Eu é que não, e aproveito já para mudar de assunto.
Em 1990, Artur Pizarro venceu o Concurso Internacional de Piano de Leeds e tocou o Concerto nº 3 de Rachmaninov. Era ainda um jovem, e Simon Rattle também, como podereis ver já a seguir.
A próxima temporada promete-nos muito Pizarro, com ciclos de Chopin em Lisboa (CCB) e no Funchal e também uma ida ao Porto. Atenção às agendas (vá a Tour Dates).
25.6.10
Elisabete Matos está cá
Não basta ter muito boa vontade para cantar em Portugal. É preciso que os organismos promotores de espectáculos programem e que, acima de tudo, não cancelem. O Festival de Ópera de Óbidos cancelou a produção de "Turandot" que tinha confirmada a presença de Elisabete Matos em Agosto.
Pode ouvi-la hoje em Guimarães, amanhã na Figueira da Foz e Domingo em Lisboa. Elisabete cantará "Les Nuits d'Été", de Berlioz, e "Sete Canções Populares Espanholas", de Falla. Cesário Costa dirigirá a Orquestra Metropolitana de Lisboa
22.6.10
Eugene Onegin
Não será muito comum valer a pena assistir a um espectáculo de ópera por causa de um papel secundário cantado por um baixo. Porém, foi a sensação que me ficou ontem à noite, após o final da terceira récita de "Eugene Onegin" no Teatro de São Carlos. Trata-se de uma das mais belas obras de Tchaikovsky e não vive apenas da ária da carta de Tatiana e da ária de Lensky. No acto III, já perto do final da ópera, temos direito a um dos momentos mais inspirados do compositor: a ária do Príncipe Gremin.
Alexei Tanovitsky
Acontece que Alexei Tanovitsky, nascido em Minsk em 1976, é um baixo profundo à boa moda da escola russa, lembrando-nos também os búlgaros Ghiaurov e Christoff. A elegância do fraseado, a sonoridade, a beleza do timbre, tudo no sítio. Oxalá a nova direcção artística do TNSC não perca o número de telefone de Tanovitsky, lhe decore o nome e o convide para voltar mais vezes. Tanovitsky esteve presente no Festival ao Largo de 2009 (a versão de 2010 está aí à porta) e cantou assim:
Resta dizer que a encenação de Peter Konwitschny, pejadinha de Konzept, desvirtua a obra - nada a que não estejamos habituados - e despoja-a da atmosfera romântica que lhe é essencial. No entanto, esta produção de "Eugene Onegin", em termos musicais (o coro e a orquestra, sob a batuta de Michail Jurowski, estiveram muito bem), deve ser a que menos envergonha quem tem acompanhado a história recente do TNSC.
17.6.10
Chopin no São Luiz
Ainda a tempo de ir logo à noite, ou amanhã, ao São Luiz. António Rosado toca Chopin com a Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Ei-lo dedilhando Gershwin:
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