16.9.10

O Sorriso da Inocência

Dias de Callas são todos, mas o de hoje é mais que os outros.




Callas na Traviata de Lisboa
(Foto religiosamente roubada desta colecção)



15.9.10

Temporada 2010/2011


Finalmente apresentada hoje, aí está a nova temporada do Teatro Nacional de São Carlos. Se quiser entreter-se, pode ir directamente a Temporada Lírica, a Temporada Sinfónica, a Bailado ou a Outras Iniciativas. Por agora é tudo, que não há tempo nem muita pachorra.


ADENDA: Leia-se o artigo de Isabel Coutinho no Público.
Nos próximos anos Martin André espera ter Verdi, Puccini e Mozart como pilares principais. Em 2013 comemora-se o nascimento de Wagner e Verdi e o director artístico pensa já na temporada que deve ser feita a longo prazo. Como acontece em qualquer teatro europeu.

12.9.10

Uma Árvore em Flor

If only I could become a flowering tree,
rain down upon your thin grey hair
cool white blossoms,
with scent of lemon and jasmine!

©Márcia Lessa/Gulbenkian (Imagem encontrada no sound + vision)
(Mais imagens no FB da Fundação Gulbenkian)

I only ask that you treat me, the tree,
with the deepest reverence.
The water pour carefully.

A partir de um conto tradicional indiano, John Adams compôs uma ópera de grande beleza musical e poética que pudemos ver e ouvir ontem, ao fim da tarde, na Gulbenkian. Joana Carneiro, que o próprio Adams escolheu para sua assistente na estreia em 2006, dirigiu "A Flowering Tree" em Chicago, Paris e, agora, Lisboa. Coro, orquestra e solistas responderam-lhe na perfeição e deram-nos momentos sublimes. As sugestões visuais vinham impregnadas do aroma das plumérias.


"A Flowering Tree" é uma bela história de um príncipe que se apaixona por uma jovem que tem o poder de se transformar em árvore florida. Um dia o ritual corre mal e ela não consegue regressar totalmente à forma humana. Mulher-árvore, hostilizada e desprezada por todos, vagueia pelas ruas, canta por uma esmola. O príncipe, infeliz pelo seu desaparecimento, erra também pelas cidades, até que um dia o acaso lhes oferece o feliz reencontro.
O programa de sala, com sinopse detalhada e o libreto original e traduzido, está disponível em PDF.



John Adams em entrevista, a propósito da estreia de "A Flowering Tree"

6.9.10

Entretanto, em Barcelona...

"Iphigenie auf Tauris", de Gluck, em directo do Gran Teatre del Liceu.
A encenação/coreografia é de Pina Bausch, reposta por Dominique Mercy.

ADENDA: A Io comentou, e muito bem, no A&OD.

Mais imagens aqui.

1.9.10

Pelo Douro Acima

Não vou dar a novidade a ninguém se disser que as vistas do rio entre Pinhão e o Pocinho são deslumbrantes. Estamos no Alto Douro Vinhateiro e vamos até ao Vale do Côa, no Douro Superior, uma das zonas mais infernalmente quentes e secas da Região Demarcada do Douro. É aí, depois de atravessarmos o fim do mundo, que encontramos a quinta onde são vindimadas as uvas que produzirão um dos mais saborosos néctares. Não há deus que dele desdenhe.


22.8.10

Quel grido #1

O caso estava mal parado. O dia de trabalho ia ser muito longo e nem eu já acreditava que ainda fosse possível conseguir. Foi um autêntico bafejo da sorte que me permitiu sair de Lisboa na companhia da T. e da S., apontarmos à abençoada A8 rumo a Óbidos e, aí, apanharmos um autocarro que nos deixou sãos, salvos e a horas no Braço do Bom Sucesso.
Dizer que o programa era aliciante é pouco. Elisabete Matos ia cantar algumas das árias mais exigentes do reportório dramático: Ambizioso spirto... Vieni t’affretta, Suicidio e In questa reggia, para mencionar apenas três. O ambiente estava muito bom. Muitos espectadores cobriam as pernas e a cabeça com as mantinhas que tinham levado de casa; não fazia propriamente frio, mas sentia-se a frescura da noite e a humidade que descia sobre a lagoa. Ainda assim, no intervalo pudemos apreciar um branco da região, bem fresquinho, em simpatiquíssima companhia. O veredicto foi de que ele sabia mesmo a uvas.
No final do concerto tivemos direito a mais alguns brindes: Meine Lippen, sie küssen so heiss, a divertida ária Je suis un peu grise e uma dedicatória a Teresa Berganza, que se ergueu na plateia e recebeu, também ela, um aplauso estrondoso. Ousado, sim, começar um concerto com L’amour est un oiseau rebelle quando na assistência se encontra Berganza, a Carmen.
Escusado será dizer que o concerto foi extraordinário. Na memória ficam a voz gloriosa de Elisabete Matos, as suas belíssimas interpretações e... ah! o grido estratosférico de Turandot.

4.8.10

VI Festival de Ópera de Óbidos


Está aí, com uma récita de "O Barbeiro de Sevilha" e outra de "La Bohème" (ambas na Cerca do Castelo).
A encerrar o evento, a 21 de Agosto, um concerto com Elisabete Matos e este programa:


  Primeira parte
  Georges Bizet - Carmen, Abertura
  Georges Bizet - Carmen, “L’amour est un oiseau rebelle”
  Giuseppe Verdi - La Forza del Destino, abertura
  Giuseppe Verdi - La Forza del Destino, “Pace, pace mio Dio”
  Giuseppe Verdi - Nabucco, “Va pensiero”
  Giuseppe Verdi - MacBeth,
Ambizioso spirto... Vieni t’affretta
  Pietro Mascagni - Cavalleria Rusticana, Intermezzo
  Pietro Mascagni - Cavalleria Rusticana,
Inneggiamo, il Signor non è
  morto


  Segunda parte

  Giacomo Puccini - Suor Angelica, Intermezzo
  Giacomo Puccini - Tosca, “Vissi d’arte”
  Amilcare Ponchielli - Gioconda, “Suicidio!”
  Giacomo Puccini - Manon Lescaut, Intermezzo
  Giacomo Puccini - Edgar, “Addio mio dolce amor”
  Giacomo Puccini - Turandot, “In questa reggia”

  Elisabete Matos, soprano
  Orquestra do Norte
  Coro da Orquestra do Norte
  Jose Miguel Pérez Sierra, maestro


Será no Braço do Bom Sucesso, aonde se chega do seguinte modo:

Pode adquirir o seu bilhete online.

Elisabete Matos na cena final de "La Gioconda", de Ponchielli, em Tóquio (2009):

23.7.10

Sumo de Cereja

De repente apeteceu-me sumo de cereja.

As Cordas de Amália

Ainda não viu? Passa hoje às 21h00 na RTP2 e não deve perder. A realização é de Ricardo Espírito Santo.
De acordo com o registo de nascimento de Amália ela faria hoje 90 anos.