Pode também folhear o programa para ficar a saber tudo mais detalhadamente, por exemplo, o que os Filarmónicos de Berlim e Sir Simon Rattle estão a preparar para tocar no dia 23 de Novembro, o que será isso das Drama Queens de Joyce DiDonato, que Carlos Cardoso cantará o papel de tenor em Romeu e Julieta de Berlioz, e por aí fora.
O ARTE e o ARTE Live Web vão dar-nos "Giulio Cesare in Egitto", de Handel, amanhã (27 de Maio), a partir do Festival de Pentecostes de Salzburgo. A transmissão será quase em directo e começará às 19h40, poucas horas após o início da récita.
O elenco está cheio de estrelas: Andreas Scholl, Cecilia Bartoli, Anne Sofie von Otter e Philippe Jaroussky; e a encenação promete ser suficientemente disparatada para garantir um sucesso estrondoso.
O tema escolhido para o Festival de Jardins de Ponte de Lima deste ano parece-me muito bem. É só arranjar um tempinho p'ra ir lá. Abre já amanhã e fica até 31 de Outubro.
A Fundação Calouste Gulbenkian convida-nos a assistir, no dia 28 de Maio, à apresentação da próxima temporada. Mitsuko Uchida será uma das atracções em 2012/13.
Richard Wagner por Franz von Lenbach (antes de 1895), na Alte Nationalgalerie, Berlim
Wilhelm Richard Wagner nasceu em Leipzig há exactamente 199 anos. Para comemorar o aniversário lembrei-me das sessões da célebre gravação do Anel por Sir Georg Solti, com a presença de, entre outros, Birgit Nilsson, Fischer-Dieskau e Wolfgang Windgassen.
Aqui ficam dois excertos e, a seguir, para quem lhe tomar o gosto, o documentário "The Golden Ring" completo, em sete bocados. Foi em Viena, em 1964.
Através da Helena cheguei ao excerto de um documentário que nos mostra Fischer-Dieskau cantando e falando sobre Bach e Britten,
o qual me levou a um outro vídeo em que ele canta Welt, ade, ich bin dein müde (Mundo, adeus, estou cansado de ti). O Bach de Fischer-Dieskau, tão fora de moda, maravilhoso.
A morte de Dietrich Fischer-Dieskau, há muito temida, aconteceu. Para mim foi o mais completo cantor da segunda metade do século XX, e consequentemente um dos mais importantes da história. Estou, absolutamente, de luto.
A sua voz de um poder imenso e de uma maleabilidade única, o seu preciosíssimo rigor musical e a absoluta entrega dramática e emocional foram postos ao serviço de um repertório absolutamente avassalador – de Monteverdi a Schnittke, com todo o Bach, todo o Mozart, todo o Wagner, todo o Strauss, muitíssimo Verdi e tantos, tantos italianos, no que diz respeito a ópera e a repertório sinfónico de concerto. Quanto ao universo do “lied” e da “mélodie” é verdadeiramente assombrosa a quantidade de obras que interpretou e imediatamente guindou a leituras modelares.
A sua morte é tanto mais inaceitável porque ele era o cantor imortal – a sua voz coexistiu, de facto, com as de Flagstad, Nilsson, Schwarzkopf, Seefried, Ludwig, Stich-Randall, Rysanek, Callas, Tebaldi, Di Stefano, Corelli, Bergonzi, Bastianini, Wunderlich, Domingo, Kraus, Pavarotti… e, no meio destes, conseguiu reinar durante décadas. Que tempos! Que gloriosos tempos!
Dúvidas? Ouça-se Fischer-Dieskau no “Wandrers Nachtlied I” de Schubert – na gravação com Jörg Demus! – e no Monólogo de Amfortas na gravação dirigida por Solti.
"La Rondine", de Puccini, vai ter estreia em Portugal, no Teatro Nacional de São Carlos, na próxima quinta-feira, dia 17 de Maio, com Dora Rodrigues no papel de Magda.
Adenda: Informa-nos Hugo Santos que "La Rondine" teve estreia em Portugal no Teatro da Trindade, na temporada de 1970, com Zuleica Saque no papel de Magda.