A Deutsche Grammophon já nos deixa ouvir um pedacinho do novo disco que Maria João Pires gravou com Claudio Abbado e a Orchestra Mozart e que sairá em Setembro. São os concertos nº 20 e 27 de Mozart, claro.
28.8.12
5.8.12
Grande Reportagem: Noites em São Carlos
Interrompe-se aqui o intervalo para dar conta do que se passa no Teatro Nacional de São Carlos até ao próximo dia 4 de Setembro: a exposição Noites em São Carlos. Se gosta destas coisas do teatro, não a perca. O preço máximo é de 3€ por pessoa e dá-lhe acesso a subir ao palco e a visitar os bastidores e os camarins.
A exposição mostra-nos uma pequena parte do precioso espólio do Teatro. Ora veja:
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| Traje de cena usado por Alfredo Kraus como Duque de Mântua (1979) |
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| Cortinas, adereços e trajes de cena da Aida de 1950 |
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| Khnum |
No palco do Teatro está montada uma produção de "Madama Butterfly", com o guarda-roupa esplendoroso que o figurinista Hugo Manoel seleccionou na casa Hayashi Kimono, em Tóquio, para a temporada de 1976/77:
Os camarins estão dedicados aos grandes cantores portugueses. Pode ver de perto vestidos que Elisabete Matos usou no Don Carlo, trajes de cena e outros objectos de Tomaz Alcaide, entre outras relíquias do passado:
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| Lohengrin (António de Andrade) |
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| Don Giovanni (Francisco de Andrade) |
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| Papageno (Álvaro Malta - 1981/82) |
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| Rosina (Maria Cristina de Castro - 1957/58) |
O que aqui está é uma pequena amostra do que o caro leitor pode, e deve, ir ver na exposição do Teatro de São Carlos. Não se esqueça de ir espreitar atrás do palco
e de subir ao Salão Nobre. Termine a sua visita na colecção de caricaturas de cantores célebres, como esta de Birgit Nilsson por Zé Manel:
E agora, para finalizar, o momento Caras: Asta-Rose Alcaide, viúva de Tomaz Alcaide, à conversa com Elvira Ferreira no Largo de São Carlos.
3.8.12
31.7.12
Noites em São Carlos
Nove núcleos expositivos em nove espaços diferentes: Foyer, sala principal, palco, camarotes, bastidores, camarins, técnica, corredores e Salão Nobre. Cenários, figurinos, guarda-roupa, adereços, fotografias, maquetas. Originais desde o século XVIII até aos nossos dias.
Toda a informação no sítio do Teatro Nacional de São Carlos.
27.7.12
Turandot ao Largo
27 e 28 de Julho
"Turandot"
Ferruccio Busoni
Ópera em Versão de Concerto
direcção musical: Moritz Gnann
Turandot: Sónia Alcobaça
Kalaf: Mário João Alves
Altoum: Nuno Dias
Adelma: Maria Luísa de Freitas
Barak: Luís Rodrigues
Truffaldino: Carlos Guilherme
Pantalone: André Baleiro
Tartaglia: Nuno Pereira
Rainha Mãe: Filipa Lopes
Uma cantora: Carolina Figueiredo
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Orquestra Sinfónica Portuguesa
26.7.12
Presas por ter cão
O Festival de Bayreuth abriu ontem, envolto numa triste polémica por conta de um assunto muito delicado. Não me refiro ao caso do vestido de Angela Merkel, mas sim à saída do cantor Yevgeny Nikitin do elenco de O Navio Fantasma a poucos dias da estreia.
Nikitin é - era? - um baixo-barítono muito solicitado pelos grandes teatros da Europa e dos Estados Unidos e tudo indicava que continuaria a sê-lo - veremos -, não fosse o caso de se ter descoberto que tem tatuados no peito vários símbolos rúnicos comummente associados à ideologia nazi. A suástica já não está lá, foi substituída por uma estrela com um emblema, porém o caldo já estava entornado. A imprensa alemã mostrou as imagens e as manas Wagner, que actualmente dirigem o Festival, reagiram, conversaram com Nikitin e tê-lo-ão convencido a retirar-se da produção (quem ganhou com isto foi Samuel Youn - o Wanderer do "Siegfried" de Graham Vick no Teatro de São Carlos -, que saltou rapidamente para o papel de Holandês em substituição de Nikitin).
Nikitin tem-se desfeito em explicações contraditórias e pouco convincentes, insistindo no facto de ter decorado a pele nos seus tempos de juventude, quando fazia parte de um grupo de música rock, e de se ter arrependido. No entanto, alguns símbolos foram tatuados recentemente.
Bref. As manas Wagner, por quem não nutro especial simpatia (parecem apostadas em destruir o Festival criado pelo bisavô, apresentando cada ano produções mais horríveis que as anteriores), viram-se metidas numa grande alhada e são agora criticadas e acusadas de querer mostrar uma atitude politicamente correcta ou branquear a imagem de Bayreuth. Mas se não tivessem cão, o que andaria por aí agora de ai Jesus que Bayreuth continua nas mãos dos nazis?
A abertura foi assim, com Christian Thielemann a dirigir a orquestra,
e o Joaquim deixa-nos ouvir mais alguns excertos do Holandês que ontem estreou.
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| Samuel Youn e Adrianne Pieczonka como Holandês e Senta |
Prémio Calouste Gulbenkian 2012
Ontem, o Prémio Calouste Gulbenkian 2012 foi atribuído à West-Eastern Divan Orchestra, criada por Daniel Barenboim e Edward Said em 1999 e composta por músicos de Israel, da Palestina e de outros países árabes.
Fundámos esta orquestra como um fórum onde jovens músicos israelitas e árabes pudessem compreender que somos todos iguais perante Beethoven.
Daniel Barenboim em 2003 (Público)
A escolha da West-Eastern Divan Orchestra é oportuna e exemplar a vários títulos: celebra o poder de comunicação universal da música e a sua capacidade de transcender divisões e conflitos; aposta nos jovens e na sua aptidão em encontrar soluções novas para problemas velhos; é uma chamada de atenção para um conflito que grassa há décadas e se repercute numa região inteira. Mas é também a celebração do valor do diálogo intercultural e do seu contributo para a harmonia e a paz.Jorge Sampaio, Presidente do Júri
Ainda no sítio da Fundação Gulbenkian, podemos ler que "a West-Eastern Divan Orchestra tem a clara intenção de ajudar a ultrapassar as barreiras e os conflitos históricos entre israelitas e palestinianos, a partir do gosto pela música que os leva a conhecerem-se melhor e a superarem ódios e desentendimentos. Para os criadores da Orquestra, a única convicção política sobre o conflito do Médio Oriente é a de que nunca será resolvido pela via militar. Acreditando que os destinos dos dois territórios estão ligados para sempre, Said e Barenboim quiseram mostrar, com esta Orquestra, que só construindo pontes se pode encorajar as pessoas a ouvirem os dois lados do conflito".
13.7.12
12.7.12
Tosca - Recital/Colóquio
Excertos da ópera "Tosca", com Paulo Ferreira, Sónia Alcobaça, o pianista Pedro Vieira de Almeida e a apresentação de João Maria de Freitas Branco.
É amanhã, 13 de Julho, às 18h00, no Palácio Foz.
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| © Paulo Ferreira (FB) |
10.7.12
Outono/Inverno 2012
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Martin André e o OPART deram à luz, a ferros, a mini-temporada de Outono/Inverno 2012. Sabe-se que José Fardilha será Don Pasquale, quem cantará Thaïs é um mistério e o Gato das Botas regressa lá para o Natal.
Há mais umas coisitas, como a integral das sinfonias de Mozart a inaugurar a estação, numa maratona de três dias, terminando com o Requiem. Está tudo no sítio do Teatro de São Carlos.
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