9.10.12

Ver Vermeer em Roma

E quem for a Roma lá para o fim do mês, além da Gioconda de Elisabete Matos, pode ver também a exposição Vermeer. Il secolo d’oro dell’arte olandese, nas Scuderie del Quirinale.

La mostra delle Scuderie del Quirinale include, infatti, una preziosa selezione di opere di Johannes Vermeer - rarissime e distribuite nei musei di tutto il mondo, nessuna in Italia - e all'incirca cinquanta opere degli artisti olandesi suoi contemporanei.

Alegoria da Fé, de Vermeer, ca. 1670-72
(New York, The Metropolitan Museum of Art The Friedsam Collection,
lascito di Michael Friedsam, 1931 © Art Resource/Scala, Firenze)

24.9.12

Requiem aeternam

Da maratona só assisti ao final, o Requiem, ontem ao fim da tarde. Quis a sorte que no dia anterior tivesse falecido o tenor Aníbal Real, coralista do Teatro de São Carlos. Antes do início do concerto foi anunciado que o Teatro, e em especial o coro, dedicava o Requiem à memória do colega. Ouviu-se um minuto de absoluto silêncio.

A missa começou e, de imediato, o público sentiu a emoção que saía do coro e passava pelo seu maestro, pela orquestra e pelos solistas para a sala. Não foi apenas o Requiem de Mozart que se ouviu. Foi uma missa cantada e tocada com muita generosidade para o colega desaparecido na véspera. E isso deu ao concerto de ontem um carácter especial. À memória do Aníbal.

Foto de ensaio ©

Requiem, Kv. 626

Soprano Dora Rodrigues
Meio-soprano Patrícia Quinta
Tenor Bruno Almeida
Barítono Jorge Martins

Direcção musical Giovanni Andreoli

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Orquestra Sinfónica Portuguesa

21.9.12

Lisboa alegre e bem-disposta

Acontecem tantas coisas em Lisboa este fim-de-semana que uma pessoa não dá vazão. Talvez só em Berlim haja mais e melhores escolhas, Helena.
  • Começa com a Reunião do Conselho de Estado;
  • Depois é a Maratona Mozart: quarenta e uma sinfonias e o Requiem, no Domingo, com Dora Rodrigues, Patrícia Quinta, Bruno Almeida e Jorge Martins;
  • Mais Páris e Helena, de Gluck, no São Luiz, com Carmen Matos, Marina Pacheco, Sara Carolina Marques e Sónia Alcobaça. Os bilhetes custam €13 e €17;
  • E ainda o Queer Lisboa, que inaugura logo à noite no São Jorge e festeja a seguir no Ritz Clube.

Sónia Alcobaça em Páris e Helena

18.9.12

Paul McCreesh na Orquestra Gulbenkian



A Fundação Calouste Gulbenkian anunciou há dias que Paul McCreesh será o Maestro Titular da Orquestra a partir da temporada de 2013/14, sucedendo a Lawrence Foster.

McCreesh tornou-se conhecido por cá com a apresentação de obras barrocas e clássicas no CCB, principalmente de Handel e Gluck, com o seu Gabrieli Consort & Players.



 Paul McCreesh com a Orquestra Sinfónica da Rádio Dinamarquesa:


13.9.12

Reabre o Fórum Luísa Todi

As obras do Fórum Municipal Luísa Todi chegaram ao fim e a cerimónia de reabertura, no dia 15 de Setembro, vai ter direito a um recital de Elisabete Matos, acompanhada ao piano por Nuno Vieira de Almeida. João Pereira Bastos é o director artístico do Fórum.


9.9.12

Amor de Poeta




Os últimos anos de Robert e Clara Schumann, juntos, foram vividos nesta casa da Bilker Straße, em Düsseldorf.
Por essa altura, a saúde de Schumann ia-se degradando a olhos vistos e as alucinações começavam a ser frequentes, levando o compositor a tentar o suicídio atirando-se de uma ponte sobre o Reno. Passados poucos dias foi levado para um hospital psiquiátrico perto de Bona, onde acabou por morrer cerca de dois anos mais tarde, em 1856.

O aspecto da margem esquerda do Reno, que passa por Düsseldorf enrolado em meandros, não devia ser muito diferente do actual. Ainda por lá pastam rebanhos de ovelhas e o ar quase campestre recorda-nos que o nome da cidade lhe foi muito bem posto: Aldeia de Düssel, sendo Düssel um afluente do Reno que ali desemboca no grande rio.

(As ovelhas vêem-se mal mas estão precisamente no centro da fotografia)































Não longe da casa de Schumann, mas agora na Bolkerstraße, encontramos a casa onde nasceu Heinrich Heine, autor dos poemas seleccionados pelo compositor para o ciclo Dichterliebe. Apesar de contemporâneos (Heine era mais velho mas morreu poucos meses antes de Schumann), o poeta e o compositor não se encontraram em Düsseldorf, uma vez que nessa época Heine vivia um prolongado exílio em Paris. Contudo, das mãos de ambos e à vez, saiu um dos mais celebrados ciclos para canto e piano. (Poemas com traduções em Inglês)



 Dichterliebe, por Fritz Wunderlich e Hubert Giesen, em Salzburgo (1965):


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Placa encontrada no pátio da casa de Schumann

Nota: As fotografias são manhosas; foram tiradas a correr e com o que estava à mão.

6.9.12

Parabéns, Elisabete

Pormenor do camarim dedicado a Elisabete Matos na exposição Noites em São Carlos (foto © Sofia de Araújo)





























A nossa Matos faz hoje aninhos e comemora-os na Coruña porque no próximo Sábado canta a Abigaille ao lado do Nabucco de Leo Nucci. Parabéns, Elisabete. E toi toi tois.

No Met foi assim:


4.9.12

Bruckner em Lisboa

© Wikipedia

Em dia de aniversário de Anton Bruckner (1824-1896), vem a calhar o concerto de Sergiu Celibidache com a Orquestra Filarmónica de Munique no Coliseu dos Recreios, em 1994, quando Lisboa foi Capital Europeia da Cultura.

28.8.12

Para a rentrée


A Deutsche Grammophon já nos deixa ouvir um pedacinho do novo disco que Maria João Pires gravou com Claudio Abbado e a Orchestra Mozart e que sairá em Setembro. São os concertos nº 20 e 27 de Mozart, claro.


5.8.12

Grande Reportagem: Noites em São Carlos

Interrompe-se aqui o intervalo para dar conta do que se passa no Teatro Nacional de São Carlos até ao próximo dia 4 de Setembro: a exposição Noites em São Carlos. Se gosta destas coisas do teatro, não a perca. O preço máximo é de 3€ por pessoa e dá-lhe acesso a subir ao palco e a visitar os bastidores e os camarins.
A exposição mostra-nos uma pequena parte do precioso espólio do Teatro. Ora veja:

Traje de cena usado por Alfredo Kraus como Duque de Mântua (1979)
Cortinas, adereços e trajes de cena da Aida de 1950
Khnum


No palco do Teatro está montada uma produção de "Madama Butterfly", com o guarda-roupa esplendoroso que o figurinista Hugo Manoel seleccionou na casa Hayashi Kimono, em Tóquio, para a temporada de 1976/77:









Os camarins estão dedicados aos grandes cantores portugueses. Pode ver de perto vestidos que Elisabete Matos usou no Don Carlo, trajes de cena e outros objectos de Tomaz Alcaide, entre outras relíquias do passado:

Lohengrin (António de Andrade)
Don Giovanni (Francisco de Andrade)
Papageno (Álvaro Malta - 1981/82)
Rosina (Maria Cristina de Castro - 1957/58)


O que aqui está é uma pequena amostra do que o caro leitor pode, e deve, ir ver na exposição do Teatro de São Carlos. Não se esqueça de ir espreitar atrás do palco


e de subir ao Salão Nobre. Termine a sua visita na colecção de caricaturas de cantores célebres, como esta de Birgit Nilsson por Zé Manel:



E agora, para finalizar, o momento Caras: Asta-Rose Alcaide, viúva de Tomaz Alcaide, à conversa com Elvira Ferreira no Largo de São Carlos.