É difícil eleger os melhores momentos do documentário de Ricardo Espírito Santo dedicado a Manuel António Pina, Um sítio onde pousar a cabeça. Escolho este, porque sim, e a fotografia, por causa dos gatos.
A estreia será já no próximo dia 23 e as récitas seguintes virão a 25, 28 e 30 de Outubro. No palco, com Elisabete Matos, estarão Ekaterina Semenchuk (Laura), Roberto Scandiuzzi (Alvise), Elisabetta Fiorillo (La Cieca), Aquiles Machado (Enzo adorato), Claudio Sgura (Barnaba), Enrico Iori (Zuane) e outros. A encenação é de Pier Luigi Pizzi e o maestro é Roberto Abbado.
Hoje comemora-se o 199º aniversário de Giuseppe Fortunino Francesco Verdi. Nem de propósito, acabou de vir parar-me às mãos este pedaço de um concerto da Accademia Teatro alla Scala com a participação de Carlos Cardoso.
(Se tiver dificuldades com o visionamento, tente seguir este link.)
La mostra delle Scuderie del Quirinale include, infatti, una preziosa selezione di opere di Johannes Vermeer - rarissime e distribuite nei musei di tutto il mondo, nessuna in Italia - e all'incirca cinquanta opere degli artisti olandesi suoi contemporanei.
Da maratona só assisti ao final, o Requiem, ontem ao fim da tarde. Quis a sorte que no dia anterior tivesse falecido o tenor Aníbal Real, coralista do Teatro de São Carlos. Antes do início do concerto foi anunciado que o Teatro, e em especial o coro, dedicava o Requiem à memória do colega. Ouviu-se um minuto de absoluto silêncio.
A missa começou e, de imediato, o público sentiu a emoção que saía do coro e passava pelo seu maestro, pela orquestra e pelos solistas para a sala. Não foi apenas o Requiem de Mozart que se ouviu. Foi uma missa cantada e tocada com muita generosidade para o colega desaparecido na véspera. E isso deu ao concerto de ontem um carácter especial. À memória do Aníbal.
A Fundação Calouste Gulbenkian anunciou há dias que Paul McCreesh será o Maestro Titular da Orquestra a partir da temporada de 2013/14, sucedendo a Lawrence Foster.
McCreesh tornou-se conhecido por cá com a apresentação de obras barrocas e clássicas no CCB, principalmente de Handel e Gluck, com o seu Gabrieli Consort & Players.
As obras do Fórum Municipal Luísa Todi chegaram ao fim e a cerimónia de reabertura, no dia 15 de Setembro, vai ter direito a um recital de Elisabete Matos, acompanhada ao piano por Nuno Vieira de Almeida. João Pereira Bastos é o director artístico do Fórum.
Os últimos anos de Robert e Clara Schumann, juntos, foram vividos nesta casa da Bilker Straße, em Düsseldorf.
Por essa altura, a saúde de Schumann ia-se degradando a olhos vistos e as alucinações começavam a ser frequentes, levando o compositor a tentar o suicídio atirando-se de uma ponte sobre o Reno. Passados poucos dias foi levado para um hospital psiquiátrico perto de Bona, onde acabou por morrer cerca de dois anos mais tarde, em 1856.
O aspecto da margem esquerda do Reno, que passa por Düsseldorf enrolado em meandros, não devia ser muito diferente do actual. Ainda por lá pastam rebanhos de ovelhas e o ar quase campestre recorda-nos que o nome da cidade lhe foi muito bem posto: Aldeia de Düssel, sendo Düssel um afluente do Reno que ali desemboca no grande rio.
(As ovelhas vêem-se mal mas estão precisamente no centro da fotografia)
Não longe da casa de Schumann, mas agora na Bolkerstraße, encontramos a casa onde nasceu Heinrich Heine, autor dos poemas seleccionados pelo compositor para o ciclo Dichterliebe. Apesar de contemporâneos (Heine era mais velho mas morreu poucos meses antes de Schumann), o poeta e o compositor não se encontraram em Düsseldorf, uma vez que nessa época Heine vivia um prolongado exílio em Paris. Contudo, das mãos de ambos e à vez, saiu um dos mais celebrados ciclos para canto e piano. (Poemas com traduções em Inglês)
Dichterliebe, por Fritz Wunderlich e Hubert Giesen, em Salzburgo (1965):
A nossa Matos faz hoje aninhos e comemora-os na Coruña porque no próximo Sábado canta a Abigaille ao lado do Nabucco de Leo Nucci. Parabéns, Elisabete. E toi toi tois.