Um documentário de 2008 sobre Sequeira Costa, com a presença de alguns dos seus pupilos, entre os quais Artur Pizarro. Sem papas na língua, o Mestre fala do panorama musical, o português e não só.
18.11.12
17.11.12
Berliner Philharmoniker
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| “a música não é um luxo mas sim uma necessidade como o ar que respiramos e a água que bebemos” |
Ainda a propósito da visita dos Filarmónicos, a Io informa que o Goethe-Institut organizou um programa com o tema "Berliner Philharmoniker em Lisboa – Conheça o projecto de uma orquestra excepcional". Começa já na segunda-feira. Para os detalhes, o melhor mesmo é ir aqui.
14.11.12
Os Filarmónicos
Faltam menos de dez dias para o concerto da Orquestra Filarmónica de Berlim com Sir Simon Rattle na Gulbenkian. O evento encontra-se esgotado, pois. Do programa constam obras de Ligeti, Wagner e Debussy, Daphnis et Chloé (Suite nº 2) de Ravel e a Renana de Schumann.
Um pequeno excerto da obra de Ravel, pelos Filarmónicos, mas dirigidos aqui por Yannick Nézet-Séguin:
Também no dia 23 de Novembro, mas ao meio-dia, talvez pensando em quem não conseguiu arranjar um lugarzinho para a noite, o Ensemble de Metais da Berliner Filarmoniker vai dar a Volta ao Mundo em 50 Minutos.
Amadeo, 125 anos
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| Amadeo de Souza-Cardoso com os amigos Domingos Rebelo, Emmérico Nunes, Manuel Bentes e José Pedro Cruz numa paródia a "Los Borrachos", Paris, 1908 |
13.11.12
Ah! mes amis, quel jour de fête!
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| (©) |
Há poucos dias teve lugar mais um concerto dos solistas da Academia do Teatro alla Scala, acompanhados pelo pianista Michele D'Elia. Carlos Cardoso cantou a ária de Tonio, Ah! mes amis, quel jour de fête!, de "La Fille du Régiment", tal como acabou de me chegar às mãos. Ei-la:
8.11.12
La Gioconda em Roma
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| Elisabete Matos, Ekaterina Semenchuk e Aquiles Machado |
Roma é eterna. Já correu muita água sob as pontes que atravessam o Tibre desde que o vi nos últimos dias de Outubro, mas as pedras da Roma imperial lá estarão a contar a História de sempre e Santa Teresa continuará em êxtase. As cúpulas erguem-se imponentes, poderosas, cobrindo as pinturas e as talhas mais assombrosas que olhos humanos possam admirar. As cores de Roma, as praças de Roma, as fontes de Roma, os pinheiros de Roma, as esculturas de Michelangelo nas igrejas de Roma, Roma.
Havia quase vinte anos que não se ouvia "La Gioconda" em Roma. A última Gioconda tinha sido Ghena Dimitrova; agora foi a vez de Elisabete Matos, que já antes cantara o papel em Tóquio, aí interpretar a personagem da cantora de Veneza que se suicida para não cair nas mãos do pérfido Barnaba. Ponchielli compôs a música para o libreto de Tobia Gorrio (pseudónimo de Arrigo Boito) baseado numa obra de Victor Hugo. A sinopse pode ser lida aqui.
Madre! Enzo adorato! Ah come t'amo!
Como convém, a acção desenrola-se num crescendo dramático de grande intensidade, com uma descontracção visual pelo meio, característica da Grande Ópera à francesa - a Dança das Horas -, culminando no IV acto com o anúncio do suicídio por Gioconda e, finalmente, a sua morte.
Talvez deva começar por dizer que o espectáculo, no seu todo, foi um sucesso enorme. A encenação de Pier Luigi Pizzi é tradicional, com cenografia e guarda-roupa simples e pouco aparatosos, mas eficazes e evocativos das pontes, das gôndolas e das festas da Veneza do século XVII. A orquestra, dirigida por Roberto Abbado, sobrinho de Claudio, soou sempre muito bem, afinada e certinha. No entanto, uma ópera como "La Gioconda", que anuncia o verismo, parece-me pedir uma leitura menos rígida e um pouco mais de emoção.
Tive a oportunidade de assistir a duas das quatro récitas do elenco principal, que se apresentou muito equilibrado e com cantores de grande nível. Elisabetta Fiorillo, no papel de La Cieca, tem uma voz de contralto profunda e enorme; Ekaterina Semenchuk, mezzo-soprano russa, dispõe de um timbre quente e penetrante e compôs uma belíssima Laura; Roberto Scandiuzzi, um baixo de voz nobre, com vários Filippo II e Boris Godunov no currículo, é um Alvise imponente; o barítono Claudio Sgura foi o vil Barnaba, impressionante tanto vocal como cenicamente; Aquiles Machado pode não ter o tipo de voz ideal para interpretar Enzo Grimaldo, mas vestiu muito bem a personagem e esteve em grande forma; dos papéis secundários, destaque para Enrico Iori - que foi Filippo II no "Don Carlo" de Lisboa - como Zuane.
Terminemos em grande, com a nossa Gioconda, porque é um privilégio ver e ouvir Elisabete Matos num dos papéis maiores do reportório de soprano dramático. A Gioconda exige uma cantora que detenha graves potentes, agudos cintilantes e um registo médio seguro. Em troca, oferece-lhe dificuldades técnicas várias, principalmente no IV acto. E foi aqui que Elisabete Matos conseguiu exceder-se a si própria. Depois de um Suicidio arrepiante, deu-nos mais uma série de momentos brilhantes na cena com Enzo e Laura (imagem no topo) e assim continuou, crescendo até ao encontro final com Barnaba (Ora posso morir).
Volesti il mio corpo, demon maledetto? E il corpo ti do!
(Si trafigge nel cuore col pugnale.)
Numa época em que pairam nuvens negras sobre os teatros (as de lá menos negras que as nossas) e em que o futuro se mostra incerto, e tendo em conta que não haverá dinheiro para grandes produções no Teatro de São Carlos, se me deixassem mandar, esta Gioconda viria a Lisboa, nem que fosse em versão de concerto.
22.10.12
O Rach 1 de Artur Pizarro
No passado mês de Abril, Artur Pizarro visitou o Teatro de São Carlos e o Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian em dois dias consecutivos. Quem não teve a possibilidade de assistir aos concertos ao vivo pode agora ouvir o Rach 1, que Pizarro tocou com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e Martin André na Gulbenkian. Espera-se que manbrighton nos ofereça um dia destes o Rach 3 com a Gulbenkian em São Carlos.
21.10.12
MAP
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| (Foto vista no Entre as brumas da memória) |
É difícil eleger os melhores momentos do documentário de Ricardo Espírito Santo dedicado a Manuel António Pina, Um sítio onde pousar a cabeça. Escolho este, porque sim, e a fotografia, por causa dos gatos.
e ninguém perguntava nada
e ninguém falava alto
20.10.12
La Gioconda
A estreia será já no próximo dia 23 e as récitas seguintes virão a 25, 28 e 30 de Outubro. No palco, com Elisabete Matos, estarão Ekaterina Semenchuk (Laura), Roberto Scandiuzzi (Alvise), Elisabetta Fiorillo (La Cieca), Aquiles Machado (Enzo adorato), Claudio Sgura (Barnaba), Enrico Iori (Zuane) e outros. A encenação é de Pier Luigi Pizzi e o maestro é Roberto Abbado.
10.10.12
Ella mi fu rapita
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