17.1.13

O Ouro da Casa



Felizmente há comemorações! A Orquestra Sinfónica Portuguesa celebra os seus vinte anos de vida e vai apresentar-se em cinco concertos ao longo do mês de Fevereiro, a começar logo no dia 2 com um programa dedicado aos três compositores deste ano: Verdi (200 anos), Wagner (200 anos) e Britten (100 anos). Elisabete Matos é a convidada da noite. No Sábado seguinte, dia 9, calha a Artur Pizarro o Concerto nº 2 de Brahms. Ficam estes dois destaques, mas o resto da programação promete.

Ainda em Janeiro, no dia 26, há Chostakovitch e Rachmaninov. Deste, Os Sinos, com a participação de Dora Rodrigues, Mário João Alves e Luís Rodrigues.

Para o calendário da programação do Teatro de São Carlos (para já é o que há), siga o link.

13.1.13

O Concerto

© Hardmusica

É difícil contar em poucas palavras as emoções que sentimos ontem no Teatro de São Carlos. Casa cheia para celebrar os vinte e cinco anos de carreira de Elisabete Matos e ouvir um programa raro. Raríssimo, em qualquer parte do Mundo, como disse a Maestra Enza Ferrari após o concerto, ainda com os olhos húmidos e a voz embargada.
Elisabete Matos escolheu um programa extenso e exigente, composto por cenas e algumas árias de quatro óperas de grande peso na sua carreira, em vez da mais fácil sucessão de árias célebres de óperas diversas. Para isso convidou alguns amigos, ao lado de quem tem pisado muitos palcos, como Aquiles Machado e Juan Pons, o enorme barítono menorquino que recentemente se despediu dos palcos no Liceu de Barcelona. De cá, não podiam faltar Carlos Guilherme e Elvira Ferreira, com quem Elisabete se estreou. E a reacção do público foi muito sentida quando eles entraram no palco, primeiro Carlos Guilherme, em "Macbeth", depois Elvira Ferreira, como Liù em "Turandot". Oportunidade rara também para eles. Se não estou enganado, Elvira Ferreira não cantava no Teatro de São Carlos desde a última "Turandot" que lá houve, quando a sua Liù deixou o Teatro em lágrimas. (Actualização: Elvira Ferreira cantou a Liù em 2004 e a Berta, d'O Barbeiro de Sevilha, em 2006.)

O concerto começou com "Le Cid", ópera que Elisabete cantou com Plácido Domingo em Sevilha e em Washington. Ouvimo-la, a abrir o festival de emoções fortes, com Dora Rodrigues, no dueto de Chimène com a Infanta, depois na ária Pleurez! pleurez mes yeux e no dueto com Rodrigue. Aquiles Machado encerrou a primeira secção com Ô souverain, ô juge, ô père.
Seguiram-se cenas de "Macbeth". Elisabete Matos estreou-se na Ópera do Reno, em Estrasburgo, com o papel de Lady Macbeth. Além da sua ária La luce langue e do Brindisi, ouvimos também os solos de Carlos Guilherme e de Juan Pons.

Na segunda parte veio Puccini e a esperada "La Fanciulla del West", a ópera da estreia de Elisabete no Met: Laggiù nel Soledad e a cena do II acto com Aquiles Machado (Dick Johnson) e a participação de Sofia Pinto como Wowkle.
A fechar o programa operático, naturalmente, "Turandot". Sónia Alcobaça entrou com Signore ascolta, depois Elisabete Matos surgiu ao fundo do palco, por trás do coro, e daí lançou In questa reggia e a subsequente cena dos enigmas para o Calaf de Aquiles Machado. Aqui tivemos também a presença de Francisco Reis como Imperador Altoum e a participação do Coro Juvenil de Lisboa (mil vezes perdão ao Coro Juvenil de Lisboa, a quem, por lapso, eu tinha chamado Infantil - um coro de grande qualidade, note-se), dirigido por Nuno Lopes. Como sói dizer-se, a casa veio abaixo. Elvira Ferreira cantou a morte da sua Liù e Aquiles Machado fechou com Nessun dorma.

Criando um ambiente inesperadamente mais intimista, Elisabete Matos reapareceu com Sofia Pinto, Enza Ferrari, a Maestra, e o Coro Juvenil de Lisboa, para encerrar a noite com uma comovente homenagem ao pai: Papa, can you hear me?

O ambiente estava ao rubro. Raramente se vê um entusiasmo do calibre do de ontem à noite no Teatro de São Carlos. Pela parte do público e pela parte da Orquestra Sinfónica Portuguesa e do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, totalmente galvanizados por Elisabete Matos e com a direcção seguríssima de Miquel Ortega, que já tinha vindo a Lisboa a convite seu, aquando do também inesquecível Concerto de Ano Novo de 2012. A Gala de ontem ficará também seguramente na memória de todos os que lá estiveram. Um privilégio, poderá dizer-se, já que, mais uma vez, as câmaras de televisão não se dignaram aparecer para que o concerto pudesse ser visto em todo o país. Um privilégio também para os cantores portugueses convidados, os menos jovens e os que estão a dar os primeiros passos. Como disse Elvira Ferreira, a responsabilidade de cantar num concerto como o de ontem era enorme, porque não é todos os dias que uma cantora como Elisabete Matos comemora vinte e cinco anos de carreira.


© Behance

8.1.13

Elisabete Matos - 25 anos de carreira

Foi com um enorme prazer que este que vos escreve aceitou o convite para participar na preparação do livro comemorativo dos vinte e cinco anos de carreira de Elisabete Matos. Estão agora os caríssimos leitores convidados a assistir à apresentação do dito na próxima sexta-feira, dia 11, pelas 7 da tarde, no Teatro Nacional de São Carlos. As honras caberão ao compositor e violetista Alexandre Delgado.


No dia seguinte, 12 de Janeiro, temos concerto.

2.1.13

Elisabete Matos - Gala 25 anos de carreira

                                   Eis o programa:


                                   (Bilheteira do Teatro Nacional de São Carlos)

30.12.12

Artur Pizarro e Mozart

Entrar na noite (ou no dia) a ouvir Mozart por Artur Pizarro. Com a Orquestra Sinfónica da BBC, dirigida por Andrew Davis.

Concerto para Piano em Dó Maior K.503


Maria João Pires e Schubert



O novo disco de Maria João Pires, dedicado a Schubert, está para sair em Fevereiro de 2013. Todavia, para nos aguçar o apetite, a Deutsche Grammophon já deixa ouvir um pedacinho da Sonata nº 16.



(Se a ligação estiver avariada, é ir por aqui.)

27.12.12

In fernem Land

Voltamos ao "Lohengrin" de Jonas Kaufmann no Teatro alla Scala porque as postas do meio estão, até ver, disponíveis.


21.12.12

Paulo Ferreira em "La Wally"

Paulo Ferreira e Jennifer Maines em "La Wally"

Paulo Ferreira cantou recentemente o papel de Giuseppe Hagenbach (em "La Wally") no Tiroler Landestheater de Innsbruck, aonde regressará em breve no mesmo papel. Entretanto, Ferreira encontra-se no Pfalztheater de Kaiserslautern, onde se estreará em Janeiro como Ismaele em "Nabucco". Nos próximos tempos continuará a cantar essencialmente na Áustria e na Alemanha. Não tenho conhecimento de que esteja prevista uma aparição sua em Portugal.

Como o Mundo se calhar só acaba à meia-noite, o caríssimo público ainda deverá chegar a tempo de ouvir este pequeno excerto de "La Wally". Trata-se de uma gravação não editada, efectuada ao vivo no passado dia 21 de Novembro. Com Paulo Ferreira estava Jennifer Maines (Wally) e o maestro era Alexander Rumpf.


(Se a ligação estiver avariada, tente ir por aqui.)

19.12.12

Breaking News

Elisabete Matos como Elisabeth de Valois

No próximo dia 12 de Janeiro o palco do Teatro de São Carlos estará em festa. Elisabete Matos deu os primeiros passos da sua carreira no papel de Frasquita, da "Carmen", no Coliseu do Porto, já lá vão 25 anos. Depois foi estudar canto para Madrid e foi o que se viu, se bem que tenham passado vários anos até ter sido convidada para cantar papéis de relevo em Lisboa.
Agora, antes que Elisabete Matos parta para Viena, Los Angeles, Nápoles e Barcelona, poderemos celebrar as bodas de prata com ela, com os seus convidados, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos. Para já, pode-se avançar aqui que ouviremos cenas de algumas das óperas mais representativas da sua carreira. Para mais informações, por favor contacte a bilheteira.