Os Amigos do Príncipe Real chamam novamente a atenção para os riscos que correm o Jardim do Príncipe Real e o Reservatório da Patriarcal no caso de o projecto de construção do parque de estacionamernto subterrâneo seguir em frente. Foi lançada uma petição, que deve ser assinada aqui.
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22.6.14
2.1.14
Um jardim em perigo
Lemos n'O Corvo um texto sobre a degradação acelerada do jardim do Príncipe Real, que, antes da requalificação, era um dos mais belos de Lisboa. Pedro Lérias, entre outros Amigos do Príncipe Real, põe novamente o dedo na ferida. O texto é de Isabel Braga e termina assim:
No Príncipe Real, já não existe o jardim romântico que ali foi construído em 1853, com canteiros cercados por gradeamentos de ferro a proteger uma multiplicidade de plantas, flores e pequenos arbustos, sebes que formavam recantos com alguma privacidade, renques de árvores a toda a volta a formar uma cortina contra o ruído da cidade. Existe um jardim, em espaço aberto e degradação acelerada. Resta esperar que, daqui a algumas décadas, aquela praça não volte a ser o local de entulho que, segundo a Wikipédia, ali existia há 170 anos.
| Quando havia flores no Príncipe Real |
Feliz Ano Novo
17.10.13
"Ação de voluntariado em Sintra para a erradicação de espécies infestantes"
A Parques de Sintra informa:
9 de Novembro
- Eliminação de espécies infestantes na Tapada de Monserrate
- Proteger as espécies autóctones da Serra de Sintra
- Dia do Magusto: oferta de castanhas e água-pé aos voluntários
A Parques de Sintra abre hoje as inscrições para todos os que queiram colaborar, durante a manhã do dia 9 de Novembro, numa campanha de voluntariado para controlo de espécies arbóreas infestantes na Tapada de Monserrate, como é o caso das famosas Acácias.
As equipas da empresa trabalham durante todo o ano na erradicação destas espécies, que prejudicam o desenvolvimento das autóctones mas este tipo de iniciativas, com muitos participantes, traduzem-se num valioso contributo pelo volume de trabalho que é possível realizar num curto espaço de tempo. Esta é uma boa altura para este tipo de trabalhos, dado que o solo começa a estar molhado e o arranque é mais fácil.
As espécies infestantes (introduzidas como ornamentais no século XIX) são muito difíceis de erradicar, apresentando-se como uma forte ameaça não só para a flora como também para a fauna da Serra de Sintra. Devido ao seu rápido crescimento dominam as espécies autóctones, prejudicando o desenvolvimento de árvores como o Carvalho Português, , o Carvalho Alvarinho, o Sobreiro e os Medronheiros, entre outros. No que respeita à vida animal são de particular perigo para alguns tipos de aves, como é o caso da Águia-de-Bonelli, dado que formam habitats cerrados pouco adequados para garantir acesso a alimento, e também para espécies como o Lagarto de Água, uma vez que as infestantes não permitem o crescimento da vegetação ao longo das margens das ribeiras e linhas de água, onde estes animais nidificam e procuram abrigo.
Nesta ação de voluntariado, organizada no âmbito do projeto BIO+Sintra, o arranque de infestantes (Acácias, Pitosporos e Áquias) será manual (pedindo-se aos participantes que tragam luvas), dado que as espécies são ainda jovens e esta é a forma mais eficaz. Após terem sido arrancadas serão acumuladas e recolhidas pelas equipas da Parques de Sintra.
A ação de voluntariado está aberta a todos os que pretendam ajudar a controlar as espécies invasoras na Serra de Sintra (mediante inscrição prévia) e a restituir-lhe a capacidade de desenvolvimento das espécies autóctones. Os voluntários serão acompanhados por técnicos, na sua maioria biólogos que, durante todo o ano, estão presentes nas ações do Projeto BIO+Sintra, conduzido pela Parques de Sintra e cofinanciado pela Comissão Europeia.
A inscrição prévia é obrigatória e a receção dos participantes está marcada para as 9h00 na Quintinha de Monserrate, formando-se equipas de trabalho que seguirão posteriormente para vários talhões da Tapada de Monserrate.
A iniciativa terminará ao final da manhã com a celebração do Magusto, ou seja, com castanhas e água-pé, enquanto os participantes têm também a oportunidade de visitar as instalações da Quintinha de Monserrate, nomeadamente as áreas hortícolas, linha de água e os animais que ali habitam (burro, égua, ovelhas, coelhos, galinhas, entre outros).
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A Quintinha de Monserrate é uma quinta pedagógica, situada a menos de três quilómetros do centro histórico de Sintra, em que se recria o tradicional e o pitoresco da região com a finalidade de dar a conhecer a herança cultural local. Em tempos foi a Quinta que abastecia o Palácio de Monserrate, propriedade de que é adjacente. Com uma área de cerca de dois hectares, árvores autóctones e uma linha de água, a Quintinha oferece condições notáveis para a recriação de uma pequena exploração agrícola, com áreas destinadas a diferentes tipos de plantações e animais.
Ação de Voluntariado para Erradicação de Infestantes
Tapada de Monserrate (encontro na Quintinha de Monserrate)
9 de novembro, 9h – 13h30
Gratuito mediante inscrição prévia obrigatória (npa@parquesdesintra.pt)
Programa:
9h00 – Receção dos Voluntários
9h30 – Deslocação até aos talhões de trabalho
10h00 – Erradicação de infestantes
12h00 – Regresso à Quintinha de Monserrate
12h30 – Magusto
Inscrições e informações para o público:
+351 21 923 73 00 ou npa@parquesdesintra.pt
27.2.13
Era uma vez
Era uma vez um curioso exemplar de Cupressus lusitanica, o tal cedro-do-Buçaço que é um cipreste, que morava à beira de um caminho junto ao relvado de Monserrate. Os ventos deste Inverno levaram-no.
Há umas quantas primaveras entretive-me a brincar com fotografias de lá e com Vathek, o poema sinfónico que Luís de Freitas Branco concluiu em 1914, baseado na novela homónima de William Beckford (que viveu em Monserrate antes de Monserrate ser como é), e que é, segundo Alexandre Delgado, uma das obras mais vanguardistas do seu tempo.
O califa Vathek é outro personagem fáustico que não hesita em cometer as maiores crueldades para ir além dos limites que o Criador impôs ao conhecimento humano, tendo mandado construir cinco palácios colossais dedicados à total satisfação de cada um dos cinco sentidos. São esses palácios que descreve cada uma das variações deste poema sinfónico sobre um tema musical árabe.
"Tema e Prólogo - Variação I"
Orquestra Filarmónica de Budapeste, András Kórodi
He surpassed in magnificence all his predecessors. The palace of Alkoremmi, which his father Motassem had erected on the hill of Pied Horses, and which commanded the whole city of Samarah, was in his idea far too scanty; he added therefore five wings, or rather other palaces, which he destined for the particular gratification of each of his senses.
In the first of these were tables continually covered with the most exquisite dainties, which were supplied both by night and by day, according to their constant consumption, whilst the most delicious wines and the choicest cordials flowed forth from a hundred fountains that were never exhausted. This palace was called “The Eternal or Unsatiating Banquet.”
The second was styled “The Temple of Melody, or the Nectar of the Soul.” It was inhabited by the most skilful musicians and admired poets of the time, who not only displayed their talents within, but, dispersing in bands without, caused every surrounding scene to reverberate their songs, which were continually varied in the most delightful succession.William Beckford, Vathek
25.1.13
Jardim Botânico de Coimbra
"Consequência do temporal que assolou o País, o Jardim Botânico de Coimbra encontra-se encerrado ao público por razões de segurança! É uma pequena tragédia, sobretudo porque há árvores centenárias que caíram... A Terra Líquida esteve, há muito pouco tempo, a filmar este lindíssimo local. Existe a vontade comum de constituir uma parceria entre a Direcção do Botânico e a TLFilmes para produzir uma série de televisão - e este pequeno filme serve, basicamente, para apresentar o projecto a possíveis patrocinadores."
Ricardo Espírito Santo
10.6.12
Estava num livro
No Jardim-Horto de Camões, em Constância, está representada, mais ou menos, a flora referida n'Os Lusíadas. Podemos ir lá cheirar a canforeira
e a caneleira, mas também lá crescem plantas mais comuns entre nós, como as roseiras, a madressilva e o freixo. Ainda lá estará o canteiro da desbunda?
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| Ora faça lá um clique na imagem |
Nô-mais, Musa, nô-mais, que a Lira tenhoDestemperada e a voz enrouquecida,E não do canto, mas de ver que venhoCantar a gente surda e endurecida.O favor com que mais se acende o engenhoNão no dá a pátria, não, que está metidaNo gosto da cobiça e na rudezaDũa austera, apagada e vil tristeza.
(Os Lusíadas, Canto X, est. 145)
21.3.12
Árvores
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| Na Alte Nationalgalerie |
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| Karl Friedrich Schinkel, O Amanhecer, 1813 |
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| Caspar David Friedrich, A Árvore Solitária, 1822 |
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| Caspar David Friedrich, Carvalho na Neve, 1829 |
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| Caspar David Friedrich, Ruínas do Mosteiro de Eldena, 1824-25 |
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| Caspar David Friedrich, Floresta ao Luar, 1823 a 1830 |
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| Auguste Renoir, Castanheiro em Flor, 1881 |
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| Claude Monet, Saint-Germain-L'Auxerrois, 1867 |
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| Claude Monet, Vista de Vétheuil-sur-Seine, 1880 |
19.3.12
Camélias em Sintra #3 - Quinta do Relógio
"Há (...) aqui uma árvore tão grande e tão velha que um pintor deveria vir de Inglaterra só para a ver. Os troncos e os ramos são cobertos de fetos, formando com a folhagem escura da árvore o mais pitoresco contraste", terá dito o poeta inglês Robert Southey a propósito de um sobreiro que encontrara na Quinta do Relógio. Parece que a rainha D. Amélia também se deixou enfeitiçar pelo sobreiro e terá exclamado que "vale mais a sobreira dos fetos do que Cascais e Estoris, tudo junto".
Certo é que, quando passamos à Quinta do Relógio, mesmo à beira da estrada, vive um sobreiro muito antigo e, ao pé dele, duas imponentes araucárias.
A casa já viu melhores dias e actualmente encontra-se completamente esventrada. Ainda assim, o jardim produz belas camélias e a sua "Madame Cachet" obteve o prémio máximo.
3.3.12
O Plátano da Potsdamerstraße
Na Potsdamerstraße, precisamente entre a Filarmonia e a Staatsbibliothek (a biblioteca d'As Asas do Desejo), vive um monumento com cerca de 160 anos de idade. É um plátano que ali foi plantado por ocasião do casamento do príncipe Frederico Guilherme, mais tarde Frederico III, e que, pela sua unicidade e importância histórica, foi declarado monumento natural pelos serviços de protecção da natureza de Berlim.
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| Platanus x acerifolia |
Na imagem de cima vemos a Neue Nationalgalerie, de Mies van der Rohe, ao centro. À esquerda, a Biblioteca, de Hans Scharoun, o arquitecto da Filarmonia. O plátano está junto ao autocarro amarelo, à direita. Um pouco mais à direita veríamos ainda os edifícios da Filarmonia, que aparecem agora em baixo. O mais pequeno, à esquerda, corresponde à sala de música de câmara (Kammermusiksaal).
2.3.12
O Choupo da Karlsplatz
Há um choupo na Karlsplatz
Numa Berlim de destroços
E quem passa na Karlsplatz
Dele vê verdes viçosos
Em quarenta e seis no frio
Gelavam pessoas, e lenha faltou
E caíram muitas árvores
E nenhum ano lhes sobrou
Mas o choupo da Karlsplatz
Mostra as suas verdes hastes
Moradores da Karlsplatz:
Obrigado, que o poupastes!
(Tradução e adaptação do poema de Bertolt Brecht por Helena Araújo)
Os choupos da Karlplatz (karlsplatz no poema de Bertolt Brecht) não resistiram ao Inverno de 1946/47. O frio e a cidade em ruínas acabaram por transformá-los em lenha, tal como às árvores do Tiergarten. Em 1949, de volta a Berlim, Brecht assistiu ao renascimento de um dos choupos e escreveu este poema, mas, alguns anos mais tarde, abateram-no novamente por a sua copa fazer sombra aos escritórios de uma embaixada. Contudo, Brecht tinha guardado dele um rebento e, crê-se, é ele o avô dos dois choupos que agora lá vemos (Berliner Zeitung).
Die Pappel vom Karlsplatz por Ernst Busch, cabaretista célebre nos anos 1920 que participou na estreia da Ópera de Três Vinténs.
10.11.11
As Bétulas de Klimt
Foi redescoberta uma pintura de Gustav Klimt que tinha sido adquirida numa exposição em Düsseldorf em 1902 e nunca mais fora mostrada ao público, tendo-se mantido na posse da mesma família até agora. Vai ser leiloada pela Sotheby's.
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| Margem do lago com bétulas, de Gustav Klimt (1901) |
(via artdaily.org)Seeufer mit Birken (Lakeshore with Birches) was executed whilst Klimt was on holiday on the Attersee in the Viennese countryside, where the artist would escape to from the city every summer from 1899. On these rural retreats he would recover from the strain of complex and demanding commissions and would spend his time rowing and rambling amidst the woods by the lakeshore, absorbing the Attersee into his art. This tranquil holiday was particularly needed in 1901 after the storm whipped up in Vienna by his painting Medicine, the sexual symbolism of which shocked the public when it was displayed at the X Secession Exhibition that spring.
6.10.11
O Outono Quente de 2011
Ontem as chamas chegaram ao Jardim Botânico de Lisboa. O Amigos do Botânico dá-nos conta do que se passou. Leia também, mais abaixo, o comunicado de imprensa da Liga dos Amigos do Jardim Botânico.
| (© Amigos do Botânico) |
COMUNICADO DE IMPRENSA
Lisboa, 6 de Outubro de 2011
WORLD MONUMENTS FUND COLOCA JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA NO OBSERVATÓRIO MUNDIAL DOS MONUMENTOS
Jardim Botânico de Lisboa seleccionado para a WORLD MONUMENTS WATCH de 2012. Lista anunciada publicamente em Nova Iorque.
A WORLD MONUMENTS FUND (WMF) é a mais importante organização privada, sem fins lucrativos, dedicada à preservação de lugares da herança cultural de todo o mundo. Através da sua lista bienal World Monuments Watch, a WMF (www.wmf.org) chama atenção internacional para os perigos que ameaçam os lugares com grande significado histórico, artístico e arquitectónico. A presença na lista World Monuments Watch estimula autoridades locais e comunidades a tomarem um papel activo na protecção do seu património cultural e, quando necessário, ajuda também a angariar fundos para a sua salvaguarda. Os monumentos são seleccionados, de entre as várias candidaturas apresentadas, por um painel de peritos mundiais, incluindo representantes da UNESCO e do ICOMOS.
O JARDIM BOTÂNICO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA foi fundado em 1873 e inaugurado em 1878. O jardim, situado em pleno centro da cidade, foi criado para servir o ensino da Botânica da Faculdade de Ciências. Dentro dos 4.2 hectares do jardim existem importantes colecções, principalmente palmeiras, figueiras e cycas, assim como muitas plantas em perigo. A vegetação luxuriante sub-tropical do jardim desempenha ainda um importantíssimo papel na amenização do clima da cidade, no sequestro de CO2, para além de ser um refúgio para fauna.
O JARDIM BOTÂNICO, o maior jardim do séc. XIX em Lisboa, exibe uma grande diversidade de plantas recolhidas em várias partes do mundo. É um notável banco vivo de biodiversidade. O Jardim Botânico está classificado como Monumento Nacional.
O FUTURO DO JARDIM ESTÁ AGORA AMEAÇADO com o Plano de Pormenor do Parque Mayer que propõe mais de 25 mil m2 de nova construção nos logradouros e outras parcelas de terreno em plena zona de protecção do monumento. Este projecto municipal, embora iniciado com o objectivo de reabilitar o jardim e o seu bairro, terá impactos negativos que ultrapassam em muito as imaginadas vantagens a curto prazo: alteração radical da envolvente urbana histórica do jardim, parcelas de terreno ilegalmente impermeabilizadas no passado serão premiadas com a sua legalização, a cerca pombalina do jardim ficará obstruída com duas novas frentes urbanas de 1 a 3 pisos.
Também um insuficiente financiamento, uma crónica falta de funcionários, e uma grave falta manutenção ameaçam há muitas décadas a sobrevivência e integridade do Jardim Botânico de Lisboa – como demonstrado recentemente pelo incêndio de ontem, dia 5 de Outubro.
A LIGA DOS AMIGOS DO BOTÂNICO (LAJB) é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, fundada em 1986 com a objectivo de defender, apoiar e promover o Jardim Botânico de Lisboa e a sua missão. A candidatura do Jardim Botânico para a WMF foi submetida pela LAJB.
Com a ajuda da WMF e a PLATAFORMA EM DEFESA DO JARDIM BOTÂNICO* (formada por 13 ONG) a LIGA DOS AMIGOS DO JARDIM BOTÂNICO continuará a trabalhar na protecção do Jardim. A Plataforma exige a suspensão da actual versão do Plano de Pormenor e a sua substituição por uma solução mais consensual, menos intrusiva para o Jardim e a cidade.
As pontuais alterações realizadas após consulta pública são mínimas e inócuas, não reflectindo a ampla e qualificada participação da sociedade civil. A CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA optou por retirar questões pontuais demitindo-se de fazer uma reflexão mais conceptual e de fundo como era pedido pelas 13 (treze) organizações não governamentais da PLATAFORMA EM DEFESA DO JARDIM BOTÂNICO.
Fazemos votos para que a ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA se junte à chamada de atenção da WMF e promova uma genuína revisão do Plano de Pormenor. A versão do Plano aprovado não reflecte as visões e aspirações dos cidadãos. O JARDIM BOTÂNICO e a sua envolvente merecem mais e melhor. Precisamos de um Plano de Pormenor mas não deste.
É uma responsabilidade de todos garantir que o JARDIM BOTÂNICO continue a ser um lugar do saber, da investigação e de recreio para as gerações futuras. A cidade não pode ser feita contra os cidadãos mas COM os cidadãos.
Para mais informações, por favor contactar:
LIGA DOS AMIGOS DO JARDIM BOTÂNICO
TM: 919256973 ou TM. 935587982
*PLATAFORMA EM DEFESA DO JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA:
Associação Árvores de Portugal
APAP - Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas
AAP - Associação dos Arqueólogos Portugueses.
Associação Portuguesa de Jardins e Sítios Históricos
Associação Lisboa Verde
Cidadãos pelo Capitólio
Fórum Cidadania Lx
GECoRPA - Grémio do Património
Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades
LAJB - Liga dos Amigos do Jardim Botânico
OPRURB - Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana
Quercus - Núcleo de Lisboa
LPN - Liga para a Protecção da Natureza
26.4.11
Árvore com flores amarelas
A Rosa foi revisitar uma árvore nossa amiga que está agora em flor ali para os lados da Torre de Belém. Não perca.
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| Hymenosporum flavum |
16.11.10
Assinar pelo Jardim Botânico
A Plataforma em Defesa do Jardim Botânico de Lisboa* lançou a Petição em Defesa da Missão do Jardim Botânico e da sua sustentabilidade ambiental, social e económica a longo prazo. Revisão imediata do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico, Edifícios da Politécnica e Zona Envolvente.
Porque é importante, pode ler o texto, assinar a petição e divulgá-la. São precisas 4000 assinaturas.
*Associação Árvores de Portugal, APAP - Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas, Associação Lisboa Verde, Cidadãos pelo Capitólio, Fórum Cidadania Lx, Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, Liga dos Amigos do Jardim Botânico, OPRURB-Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana, Quercus-Núcleo de Lisboa
23.9.10
Plumeria
Ficámos a saber, pela boca do seu dono, que ela veio da Madeira e que gosta muito de viver ali, naquela encosta virada para o Sul, vigiando o Guincho. Os telemóveis, tal como as mais sofisticadas máquinas fotográficas, ainda não captam cheiros, o que é uma pena. Deixo aqui um pedido aos fabricantes: por favor, inventem máquinas fotográficas com nariz.
12.9.10
Uma Árvore em Flor
If only I could become a flowering tree,
rain down upon your thin grey hair
cool white blossoms,
with scent of lemon and jasmine!
©Márcia Lessa/Gulbenkian (Imagem encontrada no sound + vision)
(Mais imagens no FB da Fundação Gulbenkian)
(Mais imagens no FB da Fundação Gulbenkian)
I only ask that you treat me, the tree,
with the deepest reverence.
The water pour carefully.
A partir de um conto tradicional indiano, John Adams compôs uma ópera de grande beleza musical e poética que pudemos ver e ouvir ontem, ao fim da tarde, na Gulbenkian. Joana Carneiro, que o próprio Adams escolheu para sua assistente na estreia em 2006, dirigiu "A Flowering Tree" em Chicago, Paris e, agora, Lisboa. Coro, orquestra e solistas responderam-lhe na perfeição e deram-nos momentos sublimes. As sugestões visuais vinham impregnadas do aroma das plumérias.
"A Flowering Tree" é uma bela história de um príncipe que se apaixona por uma jovem que tem o poder de se transformar em árvore florida. Um dia o ritual corre mal e ela não consegue regressar totalmente à forma humana. Mulher-árvore, hostilizada e desprezada por todos, vagueia pelas ruas, canta por uma esmola. O príncipe, infeliz pelo seu desaparecimento, erra também pelas cidades, até que um dia o acaso lhes oferece o feliz reencontro.
O programa de sala, com sinopse detalhada e o libreto original e traduzido, está disponível em PDF.
John Adams em entrevista, a propósito da estreia de "A Flowering Tree"
22.7.10
Requalificação
Brahea armata (Julho de 2007, no Príncipe Real)
Não será uma grande novidade, mas o Público diz hoje que já há árvores a morrer no Príncipe Real.
Rui Pedro Lérias, um Amigo do Príncipe Real, tem chamado a atenção para vários problemas que assolam aquele jardim. São as árvores jovens que definham, a falta de sombra, a poeira que não há meio de acamar, tudo isto conferindo um aspecto desolador a um jardim outrora fresco, frondoso e agradável. Parece que a ideia era requalificar*, um verbo que cada vez assusta mais, pois as intervenções a que assistimos tendem a alterar tudo para pior.
*O claustro do Mosteiro de Alcobaça também foi requalificado:
5.6.10
Mais Jacarandás
Sá Fernandes terá dito ao Expresso que Lisboa vai ter mais 42 jacarandás. Acho bem. Podiam até ser mais 420, para compensar a fraca floração deste ano. Ora vá lá ler a Boa Notícia.
(imagem do Boas Notícias)
19.5.10
Mata do Buçaco
Para comemorar o primeiro aniversário da Fundação Mata do Buçaco foram hoje plantadas cerca de 20 árvores na Mata, que desde a entrada em funcionamento do novo organismo tem cerca de 70 novas árvores. Gostaria de saber quais foram as espécies seleccionadas, mas ainda assim as notícias são boas. Assim apareçam os tais cem mil euros que a fundação espera receber do Orçamento de Estado, segundo revela o Público no mesmo artigo. Porém, parece-me ser mais prioritário cuidar da mata, dos caminhos e do património arquitectónico existente que a construção de um centro interpretativo.
Cupressus lusitanica
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