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9.3.12

O Apogeu da Grécia

O apogeu da Grécia (Blick in Griechenlands Blüte), 1836, por Wilhelm Ahlborn (d'après Karl Friedrich Schinkl)
(Alte Nationalgalerie)

"(...) a Alemanha também já fez saber que este anúncio é um “passo histórico” em direcção a uma estabilização na zona euro." (Notícia no Público)

1.9.08

Cavaleiros de Rodes


Em meados do séc. XI, em Jerusalém, foram construídos uma igreja, um convento e um hospital, com o objectivo primordial de cuidar dos peregrinos doentes (de qualquer crença ou raça). Assim nasceu a Ordem dos Cavaleiros do Hospital, também conhecidos como Cavaleiros de São João de Jerusalém. Mas, em tempo de guerra santa, os Hospitalários acumularam a função de protectores da fé e dos territórios conquistados pelos Cruzados, juntamente com os Templários. Após a queda de Jerusalém, a ordem foi obrigada a deixar a Terra Santa e acabou por se estabelecer na ilha de Rodes, em 1310.

Palácio do Grão-Mestre

Durante cerca de duzentos anos, os Cavaleiros de Rodes mantiveram aqui a sua sede e foram donos de uma poderosa frota marítima que lhes assegurava um importante papel na defesa do mundo cristão no Mediterrâneo oriental, até que o sultão Solimão o Magnífico montou cerco a Rodes e os obrigou a renderem-se e a procurarem um novo território.

Rua dos Cavaleiros

30.8.08

"con sicura fede l'aspetto"

Grikos (Patmos)

Un bel dì, vedremo
levarsi un fil di fumo
dall'estremo confin del mare.
E poi la nave appare.
Poi la nave bianca
entra nel porto,
romba il suo saluto.
Vedi? È venuto!
Io non gli scendo incontro. Io no.
Mi metto là sul ciglio del colle e aspetto,
e aspetto gran tempo e non mi pesa,
la lunga attesa.
E uscito dalla folla cittadina
un uomo, un picciol punto
s'avvia per la collina.
Chi sarà? chi sarà?
E come sarà giunto
che dirà? che dirà?
Chiamerà Butterfly dalla lontana.
Io senza dar risposta
me ne starò nascosta
un po' per celia...
e un po' per non morire al primo incontro,
ed egli alquanto in pena chiamerà,
chiamerà: piccina mogliettina
olezzo di verbena,
i nomi che mi dava al suo venire.

(a Suzuki)
Tutto questo avverrà, te lo prometto.
Tienti la tua paura,
io con sicura fede l'aspetto.

(Butterfly e Suzuki si abbracciano commosse)

26.8.08

Museu Arqueológico de Rodes



θελω τι τ'ειπην αλλα με κωλυει αι_
δως [ ] αι δ'ηχες εσλων ιμερον η κα-
λων και μη τι τ'ειπην γλωσσ'εκυκα
κακον αιδως κεν σε οθκ ηχεν οππατ'
αλλ'ελεγες περι τω δικαιω γλυ -
κηα ματερ ου τοι δυναμαι κρεκην τον
ιστον ποθωι δαμεισα παιδως βραδιναν
δι' 'Αφροδιταν

ΣΑΠΦΩ



THÉLO TI T'IPIN (Je veux te dire)

- Je veux te dire une chose, mais
m'empêche la honte
- Si tu avais le désir de ce qui est beau et noble
et si ta langue ne s'embrouillait pas à dire des choses viles
la honte ne serait pas dans tes yeux,
mais tu parlerais comme il faut
- Mère douce, je ne peux plus tisser cette toile
vaincue par le désir d'un jeune garçon
à cause d'Aphrodite subtile

Sappho

Afrodite

"Angélique Ionatos et Nena Venetsanou chantent Sappho de Mytilène"

23.8.08

Miri it is

Miri it is while sumer ilast
With fugheles song
Oc nu neheth windes blast
And weder strong
Ei, ei! What this nicht is long
And ich with wel michel wrong
Soregh and murne and fast

(Canção inglesa do séc. XIII, interpretada por The Dufay Collective)

Merry it is while the summer lasts
With the song of birds
But now draws near the wind's blast
And strong weather
Alas, alas! how long this night is
And I, most unjustly
Sorrow and mourn and fast





Symi

8.8.08

Paride ed Elena

Ceci n'est pas la Grèce.

Para que não haja confusões, já que a costa turca fica logo ali ao lado; e porque desde que Páris amou a bela Helena de Esparta que gregos e troianos não se podem ver.

Anne Sofie von Otter: Oh del mio dolce ardor, de "Paride ed Elena", de Gluck
(margotlorena)
Oh, del mio dolce ardor bramato oggetto,
L'aura che tu respiri, alfin respiro.
Ovunque il guardo io giro,
Le tue vaghe sembianze
Amore in me dipinge:
Il mio pensier si finge
Le più liete speranze;
E nel desio che così m'empie il petto
Cerco te, chiamo te, spero e sospiro.

Les Amours de Pâris et d'Hélène, 1788,
por Jacques-Louis David, no Museu do Louvre (ver detalhe)

Helena estava mesmo a pensar que os seus dias eram todos iguais quando o barco aportou. Páris subiu pelas ruas estreitas até ao palácio. Sabia que no interior daqueles muros vivia a mais bela de todas as mulheres. Afrodite tinha-lho prometido e as deusas não mentem.
Páris não era um homem que se deitasse fora. As sandálias de simples tirinhas de couro mostravam um par de pés bem desenhados, alvos como marfim, sobre os quais pousavam duas pernas delicadamente esculpidas. Os seus braços seguravam a lira com a mesma firmeza com que pegava no arco e os seus dedos eram tão atenciosos para com as cordas que tangia como para com o fio que puxava quando disparava uma flecha certeira. E aqueles caracoizinhos loiros? Não, eram irresistíveis. Helena tinha de partir e mandar o aborrecido Menelaus ver se chovia. Não havia de vir mal ao Mundo se mais um marido fosse abandonado e trocado por outro. Enfim, talvez uma guerrita que durasse uns dez anos, ou coisa assim.
Foi só o tempo de pôr umas túnicas na trouxa, mais umas fitas para o cabelo, e, quando a noite ia a meio e os homens dormiam embalados pelo retzina, partiram ambos, levados pela brisa do Egeu.