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2.3.09

Stabat Mater

Não é por estarmos na Quaresma. É porque fui levado a passear pelas ruas de Lisboa ao som deste "Stabat Mater" de Pergolesi.

(sunriseblack)

Stabat Mater dolorosa
Juxta crucem lacrimosa
Dum pendebat filius.



Painel central do tríptico "A Crucificação",
de Rogier van der Weyden, ca. 1440
(foto minha, original no Kunsthistorisches Museum de Viena)

8.6.07

Pergolesi e Allegri










































Depois de ler o novo "post" da Ana Ramon, sobre Farinelli, lembrei-me logo de Pergolesi (1710-1736), que compôs várias obras para castrati, e de Allegri (1582-1652), que, segundo alguns autores, terá sido ele próprio também um castrato. Há notícia de que cantava num coro como rapaz-soprano e de, depois de ter mudado a voz, ter começado a cantar como tenor (ou como contralto)... Algures li que a sua castração não deve ter corrido muito bem, daí ter mudado a voz e não ter podido seguir a carreira que se lhe augurava como castrato. Talvez seja apenas especulação.

Gregorio Allegri compôs um belíssimo Miserere para dois coros, em que uma voz solista sobe às alturas. Roy Goodman é o solista desta gravação de 1963 (tinha 12 anos). Provavelmente perdeu a voz e é actualmente maestro e violinista, especializado em música antiga.



O Stabat Mater de Pergolesi é outra das grandes obras da música sacra barroca. Pergolesi morreu muito novo, provavelmente tuberculoso, e compôs o que é considerado o seu testamento musical já numa fase adiantada da doença. Podemos ouvir um excerto, cantado e dirigido pelo contratenor René Jacobs, e com a voz do rapaz-soprano Sebastian Hennig, actualmente um barítono modesto. Tinha cerca de 14 anos à data da gravação (1983).


Stabat Mater dolorosa
Juxta crucem lacrimosa
Dum pendebat filius.

Estava a Mãe dolorosa
Chorando junto da cruz
Da qual pendia o seu filho.