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2.4.14

Arménia


Vem das mãos da Helena Araújo e do Ricardo Espírito Santo, o que é o mesmo que ter um carimbo de qualidade garantida. Ambos idealizaram e realizaram um documentário sobre a Arménia e o genocídio do povo arménio, sobre o qual passam cem anos em 2015. A Fundação Gulbenkian apoiou e a estreia está prevista para Outubro. Já podemos ver as primeiras imagens. Belíssimas.
Em 2015, 'celebra-se' o centenário do genocídio do povo arménio.
É uma história extraordinária que não pode nem deve ser esquecida.
O nosso enfoque será muito pouco bélico, antes mergulhar na cultura arménia e, dessa forma, partilhar a resiliência dum povo admirável.
Ricardo Espírito Santo

7.3.14

Études-Tableaux (e Sonata nº 2) - Rach

Artur Pizarro e o Professor Campos Coelho (© Artur Pizarro)

Para quem não pôde ouvir Artur Pizarro na Gulbenkian, aqui fica um cheirinho: Études-Tableaux Nºs 1 , 6 e 9 , Op. 39.


O recital de piano e tosses foi gravado pela Antena 2. Apesar de Pizarro se ter dirigido aos espetadores (assim mesmo, segundo o novo acordo ortográfico), pedindo-lhes que evitassem tossir ou utilizassem um lenço para abafar o ruído, o público constipado teimava em fazer-se ouvir. As peças que ouvimos aqui foram, de certo modo, poupadas.

Adenda: Também já podemos ouvir o 3º andamento da Sonata Nº 2, Op. 36, versão de 1931.


28.2.14

Ciclo Rachmaninov por Artur Pizarro


Ao longo de seis recitais, a terem lugar até ao fim deste ano, Artur Pizarro vai apresentar a integral de Rachmaninov para piano solo. Todos os programas serão estreados no Teatro The Stables (Milton Keynes) e passarão por Saint John's Smith Square (Londres) antes de chegarem a Lisboa. Ouviremos o primeiro programa já na próxima segunda-feira, no novo Grande Auditório da Gulbenkian.
Variações sobre um tema de Corelli, op. 42
Sonata para Piano nº2, em Si bemol menor, op. 36
Études-Tableaux, op. 39

O jornal Público juntou-se à Fundação Gulbenkian para comemorar a reabertura do Grande Auditório e assim nasceu a campanha Música a Dobrar: "na compra de um bilhete para qualquer concerto da temporada Gulbenkian Música 13/14 (até Junho de 2014), receberá um bilhete gratuito para o evento escolhido, desde que apresente este Jornal". A promoção vai até 8 de Março, portanto apresse-se.

E não perca a entrevista que Artur Pizarro deu a Jorge Rodrigues para o Grande Auditório.

14.2.14

O regresso do Grande Auditório

(©)

Está quase. Amanhã, 15 de Fevereiro, o Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian regressa ao contacto com o seu público. Foram cerca de oito meses de obras para renovar a melhor sala de concertos do país, dotando-a de condições técnicas, acústicas e de conforto mais de acordo com o século XXI e, ao que parece, sem a descaracterizar. A antiga canópia (estrutura sobre o palco) foi substituída por uma mais leve que abre um vasto campo de novas possibilidades técnicas, tornando a sala mais versátil, perfeitamente adaptada a receber não apenas uma programação musical, mas também cinema, conferências ou teatro, além de produzir melhoramentos acústicos. Esta será a alteração mais visível (via FCG).

Adenda: Entretanto, Jorge Rodrigues regressa também com as propostas da programação do Grande Auditório, a ouvir no podcast semanal.

(©)


Pode consultar aqui o programa da festa de reabertura.

5.5.13

Fim-de-semana com teclas

O que faria um pianista se de repente lhe aparecesse um insecto não identificado no teclado? Dei comigo a pensar que Artur Pizarro* daria uma gargalhada sonora para o público, encolheria os ombros, enxotaria o bicho e continuaria a tocar; Maria João Pires pararia, sacudiria suavemente o bicho para que ele pudesse seguir o seu caminho e continuaria a tocar, enlevada pelo esvoaçar do animal; e etc., mas se calhar não seria nada assim.

Elisabeth Leonskaja

Elisabeth Leonskaja recolheu os braços levemente assustada, levantou-se, lançou o seu doce sorriso para o público e disse: "I'm sorry, there is something on the piano". Afastou-se por uns momentos, esperou que uma assistente de sala retirasse o bicho de cima do teclado e voltou a sentar-se. O recital continuou sem mais aparições. Era o último do ciclo de Sonatas para Piano de Schubert que a enorme, belíssima e magnífica Elisabeth Leonskaja apresentou no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian.
Só me foi possível assistir a este, que provou tratar-se de um momento alto da temporada. A Senhora Leonskaja brilhou nas duas sonatas da primeira parte (D. 279 e D. 625), porém com a última sonata de Schubert (D. 960) hipnotizou o público. Nem tosses houve entre os andamentos. O II então, Andante, foi sublime. Uma interpretação inesquecível.

 Elisabeth Leonskaja num excerto da Sonata D. 845 de Schubert (à falta do Andante da D. 960):

Mas aconteceram-me outras coisas muito boas neste fim-de-semana. Uma delas foi ouvir Partitas de Bach no cravo de José Carlos Araújo, na Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, aonde voltará nos dias 9 (mais Bach) e 16 (Carlos Seixas), sempre às 19 horas. Tente ir. É ali mesmo entre o Sheraton e a Maternidade Alfredo da Costa. Se não conseguir, sintonize a Antena 2, que transmitirá ambos os recitais em directo.

*Belíssimos os seus concertos (Schumann e Rach 2) nos Dias da Música do CCB.

7.2.13

24.11.12

Prodígios

Já me tinha resignado. Os Filarmónicos estavam em Lisboa e eu não ia ouvê-los; os bilhetes estavam esgotados, parecia, desde sempre. Mas eis que o telefone tocou e, qual prodígio como só a Helena sabe produzir, as coisas arranjaram-se de modo a que alguns dos melhores músicos do Mundo quisessem, na véspera do concerto na Gulbenkian, ir ouvir fados à Mesa de Frades e aí se deixassem encantar pelas melodias, pelas vozes fadistas e pela guitarra portuguesa de Ângelo Freire. Foi bonito ver um violinista, um violetista e um trompista discorrendo sobre as sensações que esta música estranha lhes causava e sobre a técnica de dedilhar seis pares de cordas. "Gosto muito de tocar aqui porque posso fazer experiências; no palco não", disse-lhes Ângelo Freire.



Foi mais ou menos assim que começou o concerto da Orquestra Filarmónica de Berlim. A obra chama-se Atmosphères e foi composta por Ligeti em 1961 e utilizada mais tarde por Kubrik em 2001: Odisseia no Espaço. Não será a peça mais expectável num concerto de tournée dos Berliner Philharmoniker, e no entanto faz todo o sentido apresentá-la como eles o fizeram. É uma peça atmosférica, como o nome indica, e a sua composição, conforme se lê no programa de sala, é "um exemplo perfeito da noção de Ligeti de uma música estática e auto-contida, que aliás tinha antecedentes na história da música, nomeadamente no Prelúdio do Lohengrin". Atmosphères termina num silêncio que Sir Simon manteve por alguns segundos, até entrarem os primeiros acordes de Lohengrin. A passagem de Ligeti para Wagner foi perfeita e arrebatadora.

Depois de Wagner ouviu-se Jeux, de Debussy, uma obra que não me fascina mas que foi magistralmente interpretada, e a primeira parte acabou em ambiente eufórico com a Suite nº 2 de Daphnis et Chloé, de Ravel. O bailado, composto para os Ballets Russes, foi estreado em Paris em 1912. A partir dele, Ravel compôs duas suites, a segunda das quais corresponde à cena final, culminando numa "voluptuosa celebração dionisíaca do amor físico". Vendo aqueles músicos a tocar esta peça, fiquei a pensar se Ravel não teria em mente uma coreografia para orquestra, tal é o efeito visual oferecido ao público ora pelos arcos dos naipes de cordas, ora pelos sopros, ora pela percussão, com o esfuziante Wieland Welzel nos tímpanos. Rattle e os Filarmónicos no seu melhor.

Na segunda parte regressou a contenção. A Renana é uma obra com características contemplativas e não será das sinfonias mais arrebatadoras do reportório. Depois do contagiante Ravel apetecia mais um Mahler ou um Bruckner que as delicadezas de Schumann. Talvez para a próxima, se a Fundação Gulbenkian nos fizer o jeito. Se não for ela, dificilmente voltaremos a ouver a melhor orquestra do Mundo em Lisboa.


(Fotografias de Michael Trippel em The Official Tour Weblog. Ide ver.)

17.11.12

Berliner Philharmoniker

“a música não é um luxo mas sim uma necessidade como o ar que respiramos e a água que bebemos”

Ainda a propósito da visita dos Filarmónicos, a Io informa que o Goethe-Institut organizou um programa com o tema "Berliner Philharmoniker em Lisboa – Conheça o projecto de uma orquestra excepcional". Começa já na segunda-feira. Para os detalhes, o melhor mesmo é ir aqui.

14.11.12

Os Filarmónicos


Faltam menos de dez dias para o concerto da Orquestra Filarmónica de Berlim com Sir Simon Rattle na Gulbenkian. O evento encontra-se esgotado, pois. Do programa constam obras de Ligeti, Wagner e Debussy, Daphnis et Chloé (Suite nº 2) de Ravel e a Renana de Schumann.

Um pequeno excerto da obra de Ravel, pelos Filarmónicos, mas dirigidos aqui por Yannick Nézet-Séguin:



Também no dia 23 de Novembro, mas ao meio-dia, talvez pensando em quem não conseguiu arranjar um lugarzinho para a noite, o Ensemble de Metais da Berliner Filarmoniker vai dar a Volta ao Mundo em 50 Minutos.

22.10.12

O Rach 1 de Artur Pizarro

No passado mês de Abril, Artur Pizarro visitou o Teatro de São Carlos e o Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian em dois dias consecutivos. Quem não teve a possibilidade de assistir aos concertos ao vivo pode agora ouvir o Rach 1, que Pizarro tocou com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e Martin André na Gulbenkian. Espera-se que manbrighton nos ofereça um dia destes o Rach 3 com a Gulbenkian em São Carlos.



18.9.12

Paul McCreesh na Orquestra Gulbenkian



A Fundação Calouste Gulbenkian anunciou há dias que Paul McCreesh será o Maestro Titular da Orquestra a partir da temporada de 2013/14, sucedendo a Lawrence Foster.

McCreesh tornou-se conhecido por cá com a apresentação de obras barrocas e clássicas no CCB, principalmente de Handel e Gluck, com o seu Gabrieli Consort & Players.



 Paul McCreesh com a Orquestra Sinfónica da Rádio Dinamarquesa:


26.7.12

Prémio Calouste Gulbenkian 2012

Ontem, o Prémio Calouste Gulbenkian 2012 foi atribuído à West-Eastern Divan Orchestra, criada por Daniel Barenboim e Edward Said em 1999 e composta por músicos de Israel, da Palestina e de outros países árabes.
Fundámos esta orquestra como um fórum onde jovens músicos israelitas e árabes pudessem compreender que somos todos iguais perante Beethoven.
Daniel Barenboim em 2003 (Público)


A escolha da West-Eastern Divan Orchestra é oportuna e exemplar a vários títulos: celebra o poder de comunicação universal da música e a sua capacidade de transcender divisões e conflitos; aposta nos jovens e na sua aptidão em encontrar soluções novas para problemas velhos; é uma chamada de atenção para um conflito que grassa há décadas e se repercute numa região inteira. Mas é também a celebração do valor do diálogo intercultural e do seu contributo para a harmonia e a paz.
Jorge Sampaio, Presidente do Júri

Ainda no sítio da Fundação Gulbenkian, podemos ler que "a West-Eastern Divan Orchestra tem a clara intenção de ajudar a ultrapassar as barreiras e os conflitos históricos entre israelitas e palestinianos, a partir do gosto pela música que os leva a conhecerem-se melhor e a superarem ódios e desentendimentos. Para os criadores da Orquestra, a única convicção política sobre o conflito do Médio Oriente é a de que nunca será resolvido pela via militar. Acreditando que os destinos dos dois territórios estão ligados para sempre, Said e Barenboim quiseram mostrar, com esta Orquestra, que só construindo pontes se pode encorajar as pessoas a ouvirem os dois lados do conflito".

28.5.12

Gulbenkian 12/13 (#2)



O programa da próxima temporada de música da Gulbenkian já pode ser consultado, mês a mês ou por tema. Saiba quais são as novidades do Ciclo de Piano, as transmissões do Met Opera Live, as datas da Integral das Sonatas de Schubert por Elisabeth Leonskaja, conheça o programa Portas Abertas, que comemora os 50 anos da Orquestra Gulbenkian, as Grandes Orquestras, etc.

Pode também folhear o programa para ficar a saber tudo mais detalhadamente, por exemplo, o que os Filarmónicos de Berlim e Sir Simon Rattle estão a preparar para tocar no dia 23 de Novembro, o que será isso das Drama Queens de Joyce DiDonato, que Carlos Cardoso cantará o papel de tenor em Romeu e Julieta de Berlioz, e por aí fora.

23.5.12

Gulbenkian 12/13 (#1)


A Fundação Calouste Gulbenkian convida-nos a assistir, no dia 28 de Maio, à apresentação da próxima temporada. Mitsuko Uchida será uma das atracções em 2012/13.

14.4.12

Visitas

(Foto de Alfredo Rocha © TNSC)
Ter Artur Pizarro em Lisboa para tocar num dia o Rach 3 e no dia seguinte o Rach 1 foi um luxo que mais uma vez provou que ele é um pianista de excepção. E sempre que cá vem, como se isso fosse possível, parece que toca melhor que da vez anterior.
No Teatro de São Carlos, com a Orquestra Gulbenkian e Pedro Neves, e na Gulbenkian, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e Martin André, foram duas noites de festa. Como que inspiradas por Pizarro, ambas as orquestras se mostraram em grande forma nestas suas visitas. Uma iniciativa que deveria repetir-se na próxima temporada, digo eu. Foi um gesto bonito que, tendo continuidade, poderá servir também para aproximar os públicos das duas casas.

Novidade, para mim, foi Pedro Neves, que realiza actualmente um doutoramento na Universidade de Évora sobre as sinfonias de Joly Braga Santos. O ainda jovem maestro e a Orquestra Gulbenkian interpretaram com grande segurança e convicção a Sinfonia nº 4 de Braga Santos, uma obra pouco ouvida nas nossas salas de concerto, como, aliás, todas as outras daquele que é um dos compositores portugueses mais importantes do século XX. Aqui, pela Orquestra Nacional da Irlanda, com a direcção de Álvaro Cassuto:

27.3.12

Alterações à Programação #2

Já Artur Pizarro virá a Lisboa para dois concertos integrados no ciclo Piano Romântico, que terá início no dia 31 de Março com António Rosado. A 12 de Abril, a Orquestra Gulbenkian visita o São Carlos com Pizarro, em substituição de Sequeira Costa, para o Concerto nº 3 de Rachmaninov e a Sinfonia nº 4 de Joly Braga Santos. No dia seguinte, será a vez de a Gulbenkian receber a Orquestra Sinfónica Portuguesa, também ela com Artur Pizarro e Rachmaninov (o Concerto nº 1).

A ideia de as orquestras visitarem as casas das outras parece muito simpática. Oxalá não se zanguem e continuem a fazê-lo, e com músicos portugueses ainda melhor.




Artur Pizarro e o Rach 3, com Simon Rattle e a City of Birmingham Symphony Orchestra, quando venceu o concurso de piano de Leeds em 1990:

26.3.12

Alterações à Programação #1

A Fundação Calouste Gulbenkian informa que, por motivos de força maior, Maria João Pires cancelou todos os concertos agendados com a Deutsche Kammerphilharmonie Bremen. No dia 13 de Maio, no concerto programado para o Grande Auditório, Maria João Pires será substituída por Khatia Buniatishvili, que interpretará o Concerto nº 1 de Beethoven. O apelido de Khatia parece-nos de difícil pronunciação, mas talvez valha a pena decorá-lo. Com apenas vinte e quatro anos de idade, ela já recebeu vários prémios e tem sido convidada a tocar nas salas mais importantes de Paris, Viena, Moscovo, Amesterdão e em festivais como os de Verbier e Lugano.

Khatia Buniatishvili - Chopin, Ballade No. 4
 

Entretanto, o Joaquim ofereceu-nos mais um presente no seu In Fernem Land: o concerto de Maria João Pires com a Orquestra de Paris e Riccardo Chailly, que teve lugar há cerca de um mês na Salle Pleyel. O post tem o enllaç para a descarga e dá-nos logo a sobremesa: este encore.

1.3.12

Temporada do Met em Alta Definição



Do nosso correspondente em Nova Iorque, Bosc d'Anjou:

O calendário das transmissões em directo em alta definição da Metropolitan Opera em Nova Iorque para a temporada 2012-2013 foi agora publicado. Consiste em 12 óperas, das quais 7 são novas produções/estreias na Met. Esperemos que a Gulbenkian possa mostrar pelo menos estas...

13 de Outubro 2012 - Donizetti, L'Elisir d'Amore
— Nova Produção. Com Anna Netrebko, Matthew Polenzani e Mariusz Kwiecien. Encenação de Bartlett Sher.

27 de Outubro 2012 - Verdi, Otello. Com John Botha e Renée Fleming.

10 de Novembro 2012 - Adès, The Tempest — Estreia na Met. Com Simon Keenlyside. Encenação de Robert Lepage, o da célebre máquina... O compositor dirige.

1 de Dezembro 2012 - Mozart, La Clemenza di Tito. Com Elīna Garanča.

8 de Dezembro 2012 - Verdi, Un Ballo in Maschera — Nova produção. Com Karita Mattila e Stephanie Blythe. Encenação de David Alden.

15 de Dezembro 2012 - Verdi, Aida. Com Roberto Alagna.

5 de Janeiro 2013 - Berlioz, Les Troyens. Com Deborah Voigt.

19 de Janeiro 2013 - Donizetti, Maria Stuarda — Estreia na Met. Com Joyce DiDonato. Encenação de David McVicar.

16 de Fevereiro 2013 - Verdi, Rigoletto
— Nova produção. Com Željko Lucic e Diana Damrau. Esta encenação de Michael Mayer transporta o enredo para Las Vegas em 1960.

2 de Março 2013 - Wagner, Parsifal
— Nova produção. Com Jonas Kaufmann. Encenação de François Girard.

16 de Março 2013 - Zandonai, Francesca da Rimini. Com Eva-Maria Westbroek.

27 de Abril 2013 - Händel, Giulio Cesare — Nova produção. Com David Daniels e Natalie Dessay.

2.2.12

Scholl goes pop


O programa do próximo concerto de Andreas Scholl na Gulbenkian, no dia 7 de Fevereiro, baseia-se no seu novo disco, dedicado a cantatas de Bach, gravado com a Orquestra de Câmara de Basileia e a maestrina Julia Schröder.
Scholl deu os primeiros passos na música coral de Bach e, ao longo da sua carreira como solista, regressou a este compositor com regularidade.




Mas Andreas Scholl interessa-se também pela música pop e montou o seu próprio estúdio de gravação no celeiro, onde faz as suas brincadeiras.
No ano passado, uma companhia aérea perdeu a sua mala e não mostrou grande interesse em procurá-la. Vai daí, Andreas escreveu e compôs Adria Airways lost my suitcase (via The Telegraph).

Adria Airways mix MASTER by Friendship7 productions

16.1.12

"Tannhäuser" na Gulbenkian

Joseph Tichatschek (Tannhäuser) e Wilhelmine Schröder-Devrient (Venus)
(na estreia em 1845) (Wikipedia)

Ontem pudemos ouvir um grande "Tannhäuser". Houve alguns desacertos na orquestra, como se mais um tempinho de ensaio tivesse dado jeito, mas o coro esteve em grande forma e a Gulbenkian trouxe a Lisboa dois cantores de primeira água:
  • Johan Botha já era conhecido do público do Grande Auditório e dele se diz que é o melhor Tannhäuser da actualidade. Cantou sem qualquer espécie de dificuldade o papel do trovador caído em desgraça. Esteve sublime no III acto, quando narrou, transbordando emoção, os acontecimentos da peregrinação a Roma. (Aqui canta In fernem Land, de "Lohengrin")
  • Falk Struckmann (Landgraf Hermann) distinguiu-se em personagens como Amfortas, Scarpia e Wotan. Hermann é uma figura importante em "Tannhäuser" e requer uma nobreza vocal como a de Struckmann. Contudo, trata-se de um papel pequeno para quem gostaria de o ouvir mais. Vejamo-lo na cena final de "Das Rheingold", em Barcelona, na encenação de Harry Kupfer e com a direcção musical do mesmo Bertrand de Billy que ontem segurava a batuta.
Ao pé destas duas grandes vozes, a de Manuela Uhl (Venus) soou-me pouco interessante e sedutora e a de Melanie Diener (Elisabeth) pareceu-me estar abaixo do que se espera para aquele papel, principalmente quando o Heldentenor é Botha.

Outro contraste infeliz foi a presença de Job Tomé como Wolfram. O seu grande momento, O du, mein holder Abendstern, perdeu-se na sala.

Nada a dizer em relação aos pequenos papéis, e uma nota muito positiva para Ana Maria Pinto (Jovem Pastor).