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5.7.14

Irene Linda

Ontem à noite Irene Lima tocou Don Quixote, de Richard Strauss, com a OSP no Festival ao Largo. Violoncelista de alto calibre, como é sabido, é pena não a vermos mais vezes como solista. Se não foi, não perca logo às 21h30. Ela repete.

E o valkirio hoje tem direito ao seu momento "Caras", porque Irene Lima estava linda, com o vestido que Pilar del Rio usou em Estocolmo na cerimónia de entrega do Nobel a Saramago. Foi também esse mesmo vestido que Irene usou, a pedido de Pilar del Rio, quando tocou Bach na cerimónia fúnebre de José Saramago que teve lugar na Câmara Municipal de Lisboa.

Em O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Maria Madalena diz "Olharei a tua sombra se não quiseres que te olhe a ti", ao que Jesus responde "Quero estar onde a minha sombra estiver, se lá é que estiverem os teus olhos". São estas as palavras bordadas na base do vestido.

2.6.13

O Stradivarius do Rei D. Luís por Irene Lima (adiado)

O VIOLONCELO STRADIVARIUS VAI VOLTAR A SAIR DA VITRINA!

O próximo concerto "Um Músico, Um Mecenas" é já no próximo Sábado, pelas 18h, e contará com dois músicos excepcionais e um instrumento histórico de valor incalculável: Irene Lima interpretará repertório dedicado ao rei D. Luís no violoncelo Stradivarius (1725), Tesouro Nacional que pertenceu ao monarca, e será acompanhada por João Paulo Santos no piano Bechstein (que foi propriedade do compositor Luís de Freitas Branco). O repertório foi escolhido a dedo para estes dois instrumentos! A não perder!

ADENDA: "Por motivo de saúde de um dos músicos, o concerto foi adiado, ainda sem nova data prevista."

(Via Museu da Música) 



10.2.13

Artur Pizarro nos 20 anos da OSP



Parece que, nos próximos tempos, vamos ter Pizarro mais vezes por cá, segundo o próprio confidenciou à conversa com Pedro Wallenstein (Músicos da OSP). A sua próxima visita será já em Março, no CCB, com Pavel Gomziakov.
Ontem pudemos ouvê-lo no Teatro de São Carlos a tocar o Concerto nº 2 de Brahms, dirigido por Rui Pinheiro, que substituiu Martin André por motivo de doença. Não é surpresa que os concertos de Artur Pizarro transmitam grandes emoções. Para lá da técnica e do virtuosismo, Artur tem o condão de passar para o público sentimentos profundos em relação à obra que está a interpretar, só possíveis graças a uma enorme maturidade e, diria eu, a um modo de encarar a arte herdado dos grandes pianistas. Artur é um pianista moderno, que coloca a sua i-partitura sobre o piano, mas que pouco ou nada tem a ver com a esmagadora maioria dos pianistas que vão aparecendo e pululando por aí. Artur é um pianista moderno mas à antiga, se é que me faço entender.

(© Hardmusica)


A sua interpretação do concerto de Brahms foi belíssima, no entanto o 3º andamento, Andante, merece um realce especial. Começa com um solo de violoncelo, magnífico no arco de Irene Lima, subtilmente acompanhado pela orquestra, ao qual se junta mais tarde o piano em diálogo perfeito. Artur e Irene proporcionaram-nos as emoções que só os grandes artistas podem dar. Foi o momento mais sublime da noite e, com ele, concretizou-se um dos meus sonhos secretos: Irene Lima e Artur Pizarro juntos. E Pizarro, como se soubesse que era esse o meu desejo, convidou Irene para tocarem um encore: foi o Largo da Sonata de Chopin. O entendimento entre ambos foi tão evidente que nem se percebe por que razão não tocam mais vezes um com o outro.



Na primeira parte do concerto de ontem ouvimos Abertura Festiva, uma obra de Luís Tinoco em estreia absoluta, encomendada para a comemoração dos 20 anos da OSP, e a Sinfonia nº 5 de Joly Braga Santos. Poderá ser uma mania minha, mas continua a parecer-me uma ideia disparatada dispor a orquestra no meio da sala. Não só fica mais de metade da plateia por vender como a acústica da sala não foi pensada para isso. Numa obra para grande orquestra como a sinfonia de Braga Santos, em que os metais e a percussão têm um peso quase predominante, o som torna-se ensurdecedor. Imagine-se a ouvir a dita sinfonia na sua salinha com o volume da aparelhagem no máximo e perceberá a ideia. Tirando isso, parabéns aos músicos da Orquestra Sinfónica Portuguesa.

8.2.13

A OSP Na Outra Margem


Ainda a propósito dos 20 anos da Orquestra Sinfónica Portuguesa, Irene Lima e Pedro Wallenstein conversaram com Manuela Paraíso (Na Outra Margem) e reflectiram sobre várias questões relacionadas com a OSP, o Teatro de São Carlos e o programa comemorativo que vai tendo lugar ao longo do mês de Fevereiro.

(Músicos da OSP no Facebook)

A ouvir:

25.2.12

Viagens na Minha Terra


Irene Lima regressa ao Foyer Aberto com João Paulo Santos, desta vez para interpretarem obras de Gabriel Fauré, Olivier Messiaen, a Página Esquecida de Fernando Lopes-Graça e a Sonata de Luís de Freitas Branco, cujo II andamento já aqui tinha entrado. Hoje podemos ouvir o III, estagiando para o próximo dia 27 de Fevereiro, às 6 da tarde.

   Luís de Freitas Branco: Sonata para Violoncelo e Piano - Muito moderado

27.4.11

Foyer Aberto

Oportunidade para ir mais logo ao Foyer Aberto, às 6 da tarde, ouvir música francesa. A entrada é gratuita e o programa é este:

CLAUDE DEBUSSY (1862 – 1918)
Sonata para violoncelo e piano, em Ré menor
ERNEST CHAUSSON (1855 – 1899)
Concerto para violino, piano e quarteto de cordas, em Ré Maior, op.21

Violino Otto Pereira
Piano João Paulo Santos
QUARTETO VIANNA DA MOTTA
Violino António Figueiredo
Violino Witold Dziuba
Viola Céciliu Isfan
Violoncelo Irene Lima

Ouçamos Irene Lima com João Paulo Santos, aqui num excerto da Sonata para Violoncelo e Piano (1913) de Luís de Freitas Branco. É o II andamento.