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21.6.12

Hojotoho

Nos últimos dias, além do futebol, a exposição de Joana Vasconcelos em Versalhes tem dado bastante que falar (visita muito aconselhável). Das mais rasgadas loas às críticas mais ferozes, há de tudo. Em Le Figaro, para não irmos mais longe, encontramos três artigos que lhe são dedicados: 1, 2 e 3.

Pode-se gostar das obras de Joana Vasconcelos, ou não, ou de umas sim e de outras não. O que me parece muito o Portugal-dos-pequeninos do costume é o orgulho nacionalista exacerbado, por um lado, enquanto do outro lado da barricada os críticos demolem Joana Vasconcelos, a artista do regime. Sabemos que no futebol também é assim. Ora somos os maiores, ora Cristiano Ronaldo é uma fraude e José Mourinho não é tão bom como se apregoa por aí. A regra da pequenez repete-se e aplica-se quando se trata de pintores, de escritores, de músicos, de quase tudo e todos. Por muito sucesso que se tenha, nunca se é suficientemente bom, principalmente aos olhos de quem não é ninguém, nem nunca será.


Pérola de forma irregular

Lembra-nos muito bem o artdaily.org que o termo "Barroco" é de origem portuguesa. E barrocas são também as valquírias de Joana Vasconcelos, as douradas mais que as outras.

The work of Joana Vasconcelos can only resonate with the duality of the Versailles project itself, this ambivalence between the classical and the baroque styles made explicit by Louis Marin. Versailles is the result of a production, a construction that is at the same time real, symbolic and imaginary. “Imaginary” in that it reveals the “baroque”, fantastic and fanciful desire to show absolute power. There is a curious irony of history here if one remembers that the term “baroque” comes from the Portuguese “barroco” that means an irregularly shaped pearl.

"Valquíria Dourada" na Galeria das Batalhas (© artdaily.org)



























23.7.09

Maria de Nisa

A Maria é uma jovem cegonha que perdeu os seus pais devido à secura alentejana. Consta que partiram para longe, talvez em busca de outras águas. A população de Nisa adoptou-a e alimenta-a e ela passeia bem disposta pelas ruas e praças da vila.

E a propósito de águas, no dia 1 de Agosto inaugura o novo complexo termal da Fadagosa de Nisa, onde Joana Vasconcelos exporá mais uma das suas Valquírias. Esta é inspirada no artesanato de Nisa e nos enxovais que tradicionalmente integravam os dotes das noivas nisenses.





5.2.09

Vitrine

A tarde pôs-se cinzenta e aguada mas terminou em cores. Dando a volta no Cais do Sodré para subir a rua do Alecrim, depara-se agora o transeunte com uma enorme "Vitrine" de Joana Vasconcelos que lembra as suas "Valquírias". Até me veio à memória o chapéu-de-chuva gigante imaginado pelo André no seu delírio hospitalar.







Diário de Joana Vasconcelos (Expresso)

Instalação de Joana Vasconcelos anima prédio em obras (Arte Pública)

O Paulo viu a lombriga numa tarde de sol

29.1.08

Joana Vasconcelos - Paris

A exposição "Où le noir est couleur", de Joana Vasconcelos, estará visitável até ao dia 1 de Março na Galerie Nathalie Obadia (3, Rue du Cloître Saint-Merry), mesmo ao lado do Centre Pompidou, que exibe uma das maiores e mais importantes colecções de arte moderna e contemporânea do mundo. Numa sala negra, gira um "Coração Independente" de talheres de plástico, como uma arrecada de filigrana, ao som do fado de Amália. Na sala ao lado, entre outras obras, encontram-se as Três Graças: Aglaia, Talia e Eufrosina. Estas figuras de cimento pintado estão vestidas do já tradicional croché da artista.

L'artiste portugaise fait sensation à Paris en détournant la tradition.

Attention, départ imminent pour le Portugal ! Il se fait à deux pas de Beaubourg, derrière la fontaine carrée où danse la Nana de Niki de Saint Phalle. (...)
(Artigo do Le Figaro)








13.5.07