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17.11.08

Palavras que o vento não leva


"(...) E nós? Falamos pela mesma razão que transpiramos? Apenas porque sim? O suor evapora-se, lava-se, desaparece, mais tarde ou mais cedo chegará às nuvens. E as palavras? Aonde vão? Quantas permanecem? Por quanto tempo? E, finalmente, para quê? São perguntas ociosas, bem o sei, próprias de quem cumpre 86 anos. Ou talvez não tão ociosas assim se penso que meu avô Jerónimo, nas suas últimas horas, se foi despedir das árvores que havia plantado, abraçando-as e chorando porque sabia que não voltaria a vê-las. (...)"

José Saramago, 86 anos

15.9.08

Donas Elviras

Tamara de Lempicka, Auto-retrato com Bugatti verde (1925)

Será que alguém já entendeu o porquê da insistência no encerramento da Praça do Comércio ao trânsito todos os domingos? O Cais das Colunas ainda não está pronto — as obras devem continuar até Dezembro — e não há lá nada que seja chamariz para os lisboetas, que os empurre para um passeio agradável, ali, à beira-Tejo, nas tardes que são alternadamente de sol abrasador ou de ventania tempestuosa. Os automóveis colam-se uns aos outros nas ruas que se dirigem para o Terreiro do Paço e torna-se mais difícil atravessar a Baixa, entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia, que numa sexta-feira em hora-de-ponta. Às quatro da tarde a praça está às pombas e os seis ou sete humanos que por lá passam vão abrigados sob as arcadas. A rua entre a praça e o Tejo não convida, nem há carros nem há gente, e as ruas da Baixa engarrafam-se enquanto o ar é aquecido pelos tubos de escape. Ao menos que fossem de Donas Elviras, como estas que estavam ontem em Cascais.








12.4.08

Cocleária-menor

Na área de paisagem protegida do Parque Natural de Sintra-Cascais, bem perto dos miosótis-da-praia, encontrámos também a cocleária-menor. Tal como eles, esta espécie desponta em solo arenoso. É um endemismo lusitano, classificado como vulnerável.


Ionopsidium acaule

17.9.07

Corísia Amarela - Cascais

Estão agora em flor, embora timidamente e rodeadas de automóveis estacionados, as corísias amarelas de Cascais, por trás da Igreja dos Navegantes (Largo Dr. Passos Vella).
Chorisia ou Ceiba insignis, como se lê no Dias com Árvores e no Mãos Verdes.




15.5.07

Flores de vidro - Cascais

Nas casas-de-banho dos visitantes do Museu Condes de
Castro Guimarães, em Cascais, existem apliques em vidro
de Murano (não consegui confirmar, mas é tal e qual).
O que foi uma casa sumptuosa é agora um museu a visitar.