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31.12.07

Youkali - Teresa Stratas


C'est presqu'au bout du monde
Ma barque vagabonde
Errant au gré de l'onde
M'y conduisit un jour
L'île est toute petite
Mais la fée qui l'habite
Gentiment nous invite
À en faire le tour

Youkali
C'est le pays de nos désirs
Youkali
C'est le bonheur, c'est le plaisir
Youkali
C'est la terre où l'on quitte tous les soucis
C'est, dans notre nuit, comme une éclaircie
L'étoile qu'on suit
C'est Youkali

Youkali
C'est le respect de tous les voeux échangés
Youkali
C'est le pays des beaux amours partagés
C'est l'espérance
Qui est au coeur de tous les humains
La délivrance
Que nous attendons tous pour demain

Youkali
C'est le pays de nos désirs
Youkali
C'est le bonheur, c'est le plaisir
Mais c'est un rêve, une folie
Il n'y a pas de Youkali

Et la vie nous entraîne
Lassante, quotidienne
Mais la pauvre âme humaine
Cherchant partout l'oubli
À, pour quitter la terre
Se trouver le mystère
Où nos rêves se terrent
En quelque Youkali

Youkali
C'est le pays de nos désirs
Youkali
C'est le bonheur, c'est le plaisir
Youkali
C'est la terre où l'on quitte tous les soucis
C'est, dans notre nuit, comme une éclaircie
L'étoile qu'on suit
C'est Youkali

Youkali
C'est le respect de tous les voeux échangés
Youkali
C'est le pays des beaux amours partagés
C'est l'espérance
Qui est au coeur de tous les humains
La délivrance
Que nous attendons tous pour demain

Youkali
C'est le pays de nos désirs
Youkali
C'est le bonheur, c'est le plaisir
Mais c'est un rêve, une folie
Il n'y a pas de Youkali

Mais c'est un rêve, une folie
Il n'y a pas de Youkali

Roger Fernay/Kurt Weill, 1935(?)

8.10.07

Salome - Oscar Wilde - Richard Strauss

A cantora húngara Alice Guszalewicz como Salomé
(até há algum tempo pensava-se que seria o próprio Oscar Wilde)


Salomé exige a cabeça de João Baptista, de Gustave Moreau

Oscar Wilde escreveu a maior parte do texto de "Salome" em Paris, em 1891, e em Francês, possivelmente após ter visto as pinturas de Gustave Moreau sobre o mesmo tema e, também possivelmente, para Sarah Bernhardt (embora ele o tenha negado).

Sarah Bernhardt retratada por Georges Clairin,
no Petit Palais, em Paris

Em 1892, quando a peça já estava em ensaios para a estreia no Palace Theatre, a censura recusou-a, alegando que não era permitido representar personagens bíblicas no palco. O facto é que "Salome" aborda temas considerados, à época, imorais, o que terá pesado fortemente na decisão. A estreia em Paris deu-se em 1896, quando Wilde cumpria a pena de dois anos de trabalhos forçados por conduta "imoral" (a sua relação íntima com Alfred Douglas).
Richard Strauss assistiu a uma das primeiras representações de "Salome" na Alemanha, em Berlim, e escreveu o libreto para a sua ópera a partir do texto de Wilde. A estreia mundial aconteceu na Ópera de Dresden, em 1905. Ainda hoje é considerada uma ópera difícil e Maria Wittich, a primeira Salomé de Strauss, recusou-se inicialmente a cantar o papel, dando como pretexto a indecência da personagem. A cena final é um dos maiores momentos de toda a História da Ópera.

O tetrarca Herodes está avassalado de uma atracção fatal por Salomé, sua enteada, filha de Herodíade (ou Herodias), e pede-lhe que dance para ele. Como ela recusa, oferece-lhe tudo o que ela lhe pedir em troca. Salomé cede, para lhe exigir em seguida a cabeça de Jochanaan (João Baptista), que resistiu às suas tentativas para o seduzir.

Dança dos Sete Véus


Herodes começa por recusar o pedido, transformado em exigência, de Salomé, mas vê-se obrigado a satisfazê-lo. Salomé poderá finalmente beijar a boca do Baptista. Nos últimos momentos ela diz: "Terá sabido a sangue? Não, talvez tenha sabido a amor".

Cena final


Salome - Teresa Stratas
Herodias - Astrid Varnay
Herodes - Hans Beirer

Orquestra Filarmónica de Viena dirigida por Karl Böhm
Encenação de Götz Friedrich

Nota: O filme foi realizado em 1974, com o som gravado previamente.

Aqui e aqui, está a cena final cantada por Karita Mattila , no Met de Nova Iorque (registo sonoro, com fotografias).