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10.6.12

Estava num livro




No Jardim-Horto de Camões, em Constância, está representada, mais ou menos, a flora referida n'Os Lusíadas. Podemos ir lá cheirar a canforeira




e a caneleira, mas também lá crescem plantas mais comuns entre nós, como as roseiras, a madressilva e o freixo. Ainda lá estará o canteiro da desbunda?


Ora faça lá um clique na imagem

Nô-mais, Musa, nô-mais, que a Lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Dũa austera, apagada e vil tristeza.

(Os Lusíadas, Canto X, est. 145)

10.6.11

Constância

O Tejo, deslizando em Constância,


e a Casa-Memória de Camões, construída sobre as ruínas de uma casa quinhentista onde supostamente o poeta viveu, desterrado dos amores com D. Catarina de Ataíde. O projecto, de influência nitidamente pós-socrática, deve-se à Faculdade de Arquitectura de Lisboa. Segundo o painel informativo em frente da casa, "para além de preservar, valorizar e divulgar a relação de Camões com Constância, a casa acolherá um Centro Internacional de Estudos Camonianos".


O Lisbona, alfin ti miro



CAMOENS:

Giuoco di rea fortuna,
povero Camoens! D'Alcazar sul piano.
Per morto abbandonato,
poscia in crudele schiavitù ridotto,
rotti i tuoi ceppi alfine,
fia pur vero che il cielo impietosito
riveder ti conceda il patrio lido?
O Lisbona, alfin ti miro,
riedo alfine, o patria, a te!
L'aura tua ch'io sento e spiro
vita nuova infonde in me!
Scordo l'ansie e l'aspra guerra
che il destro mi fe' soffrir.
Ti riveggo, o sacra terra,
or può farmi il ciel morir!
Pur languente in suol straniero,
senza speme di mercé,
era il cor del prigioniero,
dolce patria, ognor con te!

Da ópera Dom Sebastião, Rei de Portugal, de Donizetti.
(Libreto)

10.6.08

Dom Sebastião - Donizetti

Mattia Battistini: O Lisbona, alfin ti miro

(signorinaermione)
Camões:

O Lisbona, alfin ti miro,
riedo alfine, o patria, a te!
L'aura tua ch'io sento e spiro
vita nuova infonde in me!
Scordo l'ansie e l'aspra guerra
che il destin mi fe' soffrir.
Ti riveggo, o sacra terra,
or può farmi il ciel morir!
Pur languente in suol straniero,
senza speme di mercé,
era il cor del prigioniero,
dolce patria, ognor con te!

De "Don Sebastiano Re del Portogallo", última ópera composta por Donizetti (1797 - 1848).