12.5.08

Temporada Gulbenkian 2008-2009

Já estão disponíveis os detalhes da programação: Alfred Brendel, Evgeny Kissin, Truls Mork, Susan Graham, Thomas Hampson, Olga Borodina...

(clique na imagem para aumentar)

11.5.08

Recital no Conservatório, 14 de Maio, 18h30

Almeida Garrett, por José Malhoa, no tecto do Salão Nobre
do Conservatório Nacional de Lisboa


No âmbito da petição “ALGUÉM ACUDA AO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO, POR FAVOR!” e numa iniciativa conjunta do Fórum Cidadania Lx e da Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, realizar-se-á no próximo dia 14 de Maio, pelas 18,30h, no SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO NACIONAL de LISBOA, sito na Rua dos Caetanos, 23 a 29 (ao Bairro Alto) – Lisboa, um recital com a colaboração, entre outros, de:

ANTÓNIO ROSADO (ex-aluno da Escola de Música do CN), que tocará, de Debussy:
- La cathédrale engloutie, prelúdio
- Pour les arpèges composés, estudo
- Pour les cincq doigts, d'aprés Monsieur Czerny, estudo

JORGE MOYANO (ex-aluno da Escola de Música do CN), que tocará, de George Gershwin:
- Raphsody in Blue (versão para piano)

GLÓRIA DE MATOS (ex-profª da Escola de Teatro do CN)

MARIA DE JESUS BARROSO (ex-aluna da Escola de Teatro do CN)

Este recital é, essencialmente, dedicado aos destinatários da petição - Presidente da República, Presidente da AR, 1º-Ministro, Ministros da Educação e Cultura, Presidente da CML, Deputados e Vereadores - e Comunicação Social.
A entrada é, no entanto, livre (de acordo com a disponibilidade dos lugares).

(Do Guilhermina Suggia)

10.5.08

Elisabete Matos - Puccini

Vem a caminho a "Tosca", a estrear no Teatro de São Carlos no dia 15 de Maio. Elisabete Matos vai interpretar a personagem da cantora apaixonada e ciumenta nas primeiras seis récitas (cantou-a em vários teatros italianos, no Porto, em Tóquio [2006] e em Sevilha [2007]). Recentemente cantou Senta, de "Der fliegende Holländer" ("O Navio Fantasma"), também em Sevilha, e Elisabeth, de "Tannhäuser", em Barcelona. Para a próxima temporada está agendada a sua estreia no papel de Turandot, em Antuérpia, o que indica que Elisabete está cada vez mais dedicada aos papéis pesados de Wagner e Puccini, sendo o da princesa da China um dos maiores assassinos de sopranos de que há memória. Todos o sabem, ela seguramente também. Desejamos-lhe que vença a difícil provação.

In questa reggia, de "Turandot"

(berganzita)

Turandot:
In questa reggia, or son mill'anni e mille,
un grido disperato risonò.
E quel grido, traverso stirpe e stirpe
qui nell'anima mia si rifugiò!
Principessa Lou-Ling, ava dolce e serena
che regnavi nel tuo cupo silenzio
in gioia pura, e sfidasti inflessibile e sicura
l'aspro dominio, oggi rivivi in me!

Pure nel tempo che ciascun ricorda,
fu sgomento e terrore e rombo d'armi.
Il regno vinto! E Lou-Ling,
la mia ava, trascinata da un uomo come te,
come te straniero, là nella notte atroce
dove si spense la sua fresca voce!

O Principi, che a lunghe carovane
d'ogni parte del mondo qui venite
a gettar la vostra sorte,
io vendico su voi, su voi quella purezza,
quel grido e quella morte!
Mai nessun m'avrà!
L'orror di che l'uccise vivo nel cuor mi sta!
No, no! Mai nessun m'avrà!
Ah, rinasce in me l'orgoglio di tanta purità!
Straniero! Non tentar la fortuna!
Gli enigmi sono tre, la morte è una!

9.5.08

O senécio e as vizinhas



Senecio petasites

Tem origem no México e mora em Sintra, ao lado desta, em harmoniosa coabitação. Bem perto vive esta

Chaenomeles japonica (marmeleiro-do-Japão)

e mais esta

Fumaria capreolata (catarinas-queimadas)

e estas

Zantedeschia aethiopica (jarro) e Wisteria sinensis (glicínia)

3.5.08

Ivo Pogorelich

Ivo Pogorelich estará amanhã (4 de Maio) na Gulbenkian e no dia 6 de Maio na Casa da Música. O recital em Lisboa encontra-se esgotado mas ainda há alguns bilhetes disponíveis para o do Porto. Podemos escutar interpretações suas de Liszt, Bach e Chopin no seu espaço.

(O Grande Auditório de 2 de Maio também passa Pogorelich.)

27.4.08

Monstrinhos verdes

apreciam a frescura matinal dos ares do Guincho.


Armeria welwitschii (raiz-divina, um endemismo lusitano)

23.4.08

Narcisos gordinhos

Narcissus bulbocodium obesus
(Nativo da região centro e oeste de Portugal)


(jeffro887)

Falstaff:
Alice é mia!
Va, vecchio John, va, va per la tua via.
Questa tua vecchia carne
ancora spreme
Qualche dolcezza a te.
Tutte le donne ammutinate insieme
Si dannano per me!
Buon corpo di Sir John,
Ch'io nutro e sazio,
Va, ti ringrazio.

21.4.08

Petição pela Linha do Tua VIVA

Porque as árvores não sabem nadar e porque o vale do Tua tem encantos que podem perder-se para sempre se for construída uma barragem, também assinei esta petição.

20.4.08

Primaveras Livres

Hoje, Domingo, almoço num restaurante em Lisboa. Famílias. Um miúdo pega num guarda-chuva e começa a brincar como se ele fosse uma espingarda. Alguém diz que aquela brincadeira é feia, que não se deve dar tiros. A mãe contrapõe: "Deixa-o estar. É natural, então! Ele é rapaz." Ainda há mães assim.*

* (Aqui fica, para as mães que não conhecem Lluís Llach.)

Lluís Llach: "Abril 74"



Lluís Llach com Josep Carreras: "Abril 74"

(jasabet)

Abril 74

Companys, si sabeu on dorm la lluna blanca,
digueu-li que la vull
però no puc anar a estimar-la,
que encara hi ha combat.

Companys, si coneixeu el cau de la sirena,
allà enmig de la mar,
jo l'aniria a veure,
però encara hi ha combat.

I si un trist atzar m'atura i caic a terra,
porteu tots els meus cants
i un ram de flors vermelles
a qui tant he estimat,
si guanyem el combat.

Companys, si enyoreu (busqueu) les primaveres lliures,
amb vosaltres vull anar,
que per poder-les viure
jo me n'he fet soldat.

I si un trist atzar m'atura i caic a terra,
porteu tots els meus cants
i un ram de flors vermelles
a qui tant he estimat,
quan guanyem el combat.
Lluís Llach

Companheiros, se sabeis onde dorme a lua branca,
dizei-lhe que a quero
mas não posso ir amá-la,
porque ainda há combate.

Companheiros, se conheceis o canto da sereia,
lá no meio do mar,
eu iria vê-la,
mas ainda há combate.

E se um triste azar me atinge e caio por terra...
levai todos os meus cantos
e um ramo de flores vermelhas
a quem tanto amei,
se ganharmos o combate.

Companheiros, se procurais as primaveras livres,
convosco eu quero ir,
que para as poder viver
me fiz soldado.

E se um triste azar me atinge e caio por terra...
levai todos os meus cantos
e um ramo de flores vermelhas
a quem tanto amei,
quando ganharmos o combate.