24.6.13

Ao Largo 2013

A programação do Festival Ao Largo, este ano em versão económica, já está disponível. O essencial fica aqui, mas não dispensa a consulta do sítio oficial para mais detalhes.



28 e 29 de junho
Concerto Sinfónico às 21h30

Obras de Rugero Leoncavallo, Claude Debussy, Giuseppe Verdi, Richard Wagner, Gaetano Donizetti, Astor Piazzolla, Nino Rota e John Williams

Orquestra Sinfónica Portuguesa Bailarinos da EDAK — Escola de Dança Ana Kohler

5 e 6 de julho
O Carnaval dos Animais de Camille Saint-Saëns às 20h

Obras de Georges Bizet, Richard Wagner, Maurice Ravel, Aaron Copland, Richard Wagner, George Gershwin e Ernesto Lecuona às 22h

Ensemble de Metais e Percussão da Orquestra Sinfónica Portuguesa

12 e 13 de julho
Candide
Ópera em versão de concerto às 21h30


Música de Leonard Bernstein, Libreto de Hugh Wheeler baseado na obra de Voltaire
Textos: Richard Wilbur, Textos adicionais: Stephen Sondheim, John La Touce, Lillian Hellman, Dorothy Parker e Leonard Bernstein;
Orquestração: Leonard Bernstein e Hershy Kay, Continuidade musical e orquestrações adicionais: John Mauceri,
Texto da narração: Leonard Bernstein e John Wells, adaptados a partir da sátira de Voltaire e do livro de High Wheeler, Edição e textos adicionais: Erik Haagensen

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Orquestra Sinfónica Portuguesa

19 e 20 de julho
Concerto Coral-Sinfónico às 21h30

Obras de Richard Wagner e de Giuseppe Verdi

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Orquestra Sinfónica Portuguesa

26, 27, 28 de julho
às 22h

Companhia Nacional de Bailado

O Lago dos Cisnes


Coreografia Fernando Duarte
segundo Marius Petipa e Lev Ivanov

Música Piotr Ilitch Tchaikovski

Libreto original Vladimir Begitchev, Vasili Geltzer
Filme Edgar Pêra
Figurinos José António Tenente
Desenho de luz Nuno Meira

23.6.13

Tonio a anunciar


De São Carlos há uma notícia boa e uma má. Comecemos pela boa. Parabéns a Carlos Cardoso, que ontem venceu o International Rotary Opera Contest 2013. E votos renovados para uma carreira brilhante. A má (para nós, público) é que os compromissos de Carlos Cardoso em Milão não lhe permitirão participar na produção de "La Fille du Régiment". Actualmente, o sítio do TNSC informa que ainda não há Tonio.

21.6.13

Outono-Inverno 2013

© Pedro Cunha (Público)

Podia ser pior. Podiam ter decidido fechar o Teatro, mas, como diz João Paulo Santos, segundo o Público, é “perigoso” o raciocínio de que, perante a exiguidade do orçamento e a sua reflexão na programação, “melhor seria fechar”: “é um pensamento elitista” – poucos seriam aqueles, justificou, que poderiam deslocar-se ao estrangeiro para assistir àquilo que lhes proporciona o teatro de ópera português.

Enquanto não chegam notícias mais detalhadas do Teatro de São Carlos, adianta-se que haverá Ao Largo de 28 de Junho a 28 de Julho, com destaque para "Candide", de Bernstein, e para um concerto comemorativo dos bicentenários de Verdi e Wagner.

Em Outubro regressa "Il Cappello di Paglia de Firenze", de Nino Rota (encenação de Fernando Gomes e direcção musical de João Paulo Santos), e em Novembro estreia uma nova encenação de Mário Redondo de "La Fille du Régiment", de Donizetti, dirigida pelo maestro Rui Pinheiro.

Entretanto, a Glosas acrescenta (aqui) que a programação vai apostar em cantores portugueses, tais como Susana Gaspar, Cristiana Oliveira, Sara Braga Simões, Mário Alves, Cátia Moreso, Luís Rodrigues, Carlos Guilherme, Carlos Cardoso, Mário Redondo (que se estreará também como encenador), e muitos outros, e em maestros como Rui Pinheiro ou Pedro Neves.


(NOTA: É uma temporada low-cost, a condizer com a actual situação do país, mas consegue o enorme feito de pôr os artistas portugueses a trabalhar, de dá-los a ouvir ao público.)

Eis que o Teatro de São Carlos já começou a desvendar alguns segredos:

IL CAPPELLO DI PAGLIA DI FIRENZE (Nino Rota)
7, 9, 11 e 13 de outubro

direção musical João Paulo Santos
encenação Fernando Gomes

Fadinard Mário João Alves
Nonancourt José Fardilha
Beauperthuis Luís Rodrigues
Emilio João Merino
Elena Lara Martins
Anaïde Dora Rodrigues
Baronessa de Champigny Maria Luísa de Freitas
Modista Ana Franco
Tio Vezinet Carlos Guilherme
Felice Marco Alves dos Santos
Achille de Rosalba João Sebastião
Um guarda José Lourenço

LA FILLE DU RÉGIMENT (Gaetano Donizetti)
4, 6, 8 e 10 de novembro

direção musical João Paulo Santos (?)
encenação Mário Redondo

Marie Cristiana Oliveira
Tonio Carlos Cardoso
Sulpice Luís Rodrigues
Marquesa de Berkenfield Paula Dória
Hortensius João Oliveira

20.6.13

Susana Gaspar

Susana Gaspar está no Cardiff Singer of the World, onde há poucas horas cantou assim:
                   

Agora é esperar que o júri decida. Toi toi toi.

ADENDA: O júri decidiu que Susana Gaspar não passaria à final. Ficam os votos de uma carreira cheia de sucessos.

Festival de Sintra 2013

O ano 2013 será repleto de efemérides e celebrações de alguns dos compositores mais marcantes da história da música e, como não podia deixar de ser, o Festival de Sintra também as assinalará: Giuseppe Verdi (1813-1901), Richard Wagner (1813-1883) ou Benjamin Britten (1913-1976) e ainda o pianista virtuoso e compositor oitocentista Charles-Valentin Alkan (1813-1888), contemporâneo de Chopin e de Liszt.

Tem início já no próximo Sábado, 22 de Junho, com o recital de Dora Rodrigues e João Paulo Santos, que interpretarão Romanças para canto e piano de Verdi e Canções francesas e Wesendonck-Lieder de Wagner.


Destaque também para o concerto final, a 12 de Julho, com a Orquestra Gulbenkian, a maestrina Joana Carneiro e o pianista Pedro Gomes, num programa com obras de Verdi, Britten e Wagner.


Para ficar a saber todos os detalhes do programa do Festival de Sintra 2013 consulte a brochura.

17.6.13

Auguri, Carlos Cardoso!

Concerto Final da Accademia Teatro alla Scala 2011/2013
Orquestra da Accademia Teatro alla Scala, sob a direcção do Maestro Francesco Angelico


9.6.13

Talant de bien faire

Amanhã, dia 10 de Junho, Elisabete Matos será condecorada com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

"A Ordem do Infante D. Henrique destina-se a distinguir quem houver prestado serviços relevantes a Portugal, no País e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores."
ADENDA: Álvaro Malta será também condecorado com o mesmo grau da Ordem do Infante D. Henrique.

2.6.13

O Stradivarius do Rei D. Luís por Irene Lima (adiado)

O VIOLONCELO STRADIVARIUS VAI VOLTAR A SAIR DA VITRINA!

O próximo concerto "Um Músico, Um Mecenas" é já no próximo Sábado, pelas 18h, e contará com dois músicos excepcionais e um instrumento histórico de valor incalculável: Irene Lima interpretará repertório dedicado ao rei D. Luís no violoncelo Stradivarius (1725), Tesouro Nacional que pertenceu ao monarca, e será acompanhada por João Paulo Santos no piano Bechstein (que foi propriedade do compositor Luís de Freitas Branco). O repertório foi escolhido a dedo para estes dois instrumentos! A não perder!

ADENDA: "Por motivo de saúde de um dos músicos, o concerto foi adiado, ainda sem nova data prevista."

(Via Museu da Música) 



30.5.13

Cenas da Floresta

Ouvindo Artur Pizarro pelo serão fora.


Crónicas do Rio, por Jorge Rodrigues

MARK ROTHKO (ANTÓNIO FAGUNDES) EM CENA

© Ivan Abujamra (daqui)

Numa - sempre rápida demais - estada na cidade maravilhosa, fui informado pelo meu amigo José de Ataíde de que estava em cena no Teatro Ginástico Português, agora denominado Teatro SESC Ginástico, a peça Vermelho, de John Logan, representada por António Fagundes. Claro que a presença deste actor no elenco me deu logo vontade de ir ver.
Bem como, confesso, a curiosidade de poder visitar um teatro cuja existência se deve a um clube urbano - a Real Sociedade “Clube Ginástico Português” - que surgiu por iniciativa de dois irmãos imigrantes portugueses (João José Ferreira da Costa e António José Ferreira da Costa) e que foi simbolicamente fundado a 31 de Outubro de 1868, dia do aniversário do rei D. Luís I. Este clube nasceu com o objectivo de "dinamizar as atividades esportivas, artísticas, culturais e sociais, promovendo a integração da Comunidade Luso-Brasileira" e tornou-se tão importante que teve a sua sede visitada pelo Imperador, D. Pedro II.
Actualmente o GCP sedia-se na Av. Graça Aranha, bem no centro do Rio de Janeiro, num edifício art-déco inaugurado em 1938 - edifício que, muita atenção, albergou a primeira piscina elevada da América do Sul!
O Teatro Ginástico Português, com entrada pelo piso térreo, foi inaugurado a 4 de Novembro de 1938 com a obra Iaiá Boneca, de Ernani Fornari. Durante a sua história acolheu os grandes nomes do teatro e da música brasileiros, bem como inúmeros artistas portugueses. A sala foi reformada pelo SESC em 2002 e reabriu com o nome Teatro SESC Ginástico. SESC é sigla de Serviço Social do Comércio.
O teatro acolhe agora, como eu já disse, a peça Vermelho de John Logan, onde estão frente a frente, como únicos actores, António Fagundes e o seu filho Bruno Fagundes, cerca de quarenta anos mais novo. A acção decorre no estúdio de Mark Rothko e centra-se no ano de 1958, durante parte do qual o pintor trabalhou numa série de imensos painéis para decorar o conhecido restaurante “Four Seasons” de Nova Iorque. Rothko acabou, como se sabe, por rejeitar a importantíssima encomenda, mas o que mais interessa neste trabalho é a dialéctica que se instala logo desde o início entre o consagrado artista e o seu jovem assistente Ken, aspirante a pintor, e com ideais muito próprios de uma outra geração. A encenação, dinâmica e imaginativa, é de Jorge Takla.
John Logan, nascido em 1961, é um conhecido e conceituado dramaturgo e guionista de cinema, teatro e televisão norte-americano. O seu trabalho mais visível tem sido no cinema (escreveu os guiões de Gladiator, The Aviator, Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street, Hugo, Skyfall, entre outros), embora fosse já um dramaturgo de sucesso quando enveredou por esta actividade. Em 2009 Logan regressou aos palcos precisamente com esta peça (Red, no original) sobre o pintor Mark Rothko, que se estreou em Londres nesse mesmo ano.
A peça, no Rio de Janeiro, apresentou em palco o pai, António Fagundes (actor conhecidíssimo pelo público português, na televisão, sobretudo, mas também nos palcos), ao lado do filho Bruno Fagundes. Isto proporcionaria leituras suculentas, duelos excitantíssimos, despiques apetecíveis (os confrontos possíveis a vários níveis: Actor Consagrado / Actor Principiante; Pintor Consagrado / Pintor Aprendiz; Pai / Filho) que não me interessa aqui esmiuçar. O que interessa é que foi uma grande noite de teatro, com sala esgotada, onde uma vez mais se provou que basta “acender-se” um actor em palco para haver teatro.
O que interessa fazer também ressaltar, uma vez mais, é que, em minha opinião, e ao nível da representação, algum do melhor teatro em língua portuguesa continua a praticar-se no Brasil.
No final da peça, António e Bruno Fagundes anunciaram ao público que estariam disponíveis para trocarem algumas impressões depois de rapidamente se desmaquilharem. Foi extremamente interessante este contacto directo, e didáctico, pois ambos os actores tentaram, de uma maneira exemplar, isto é sem qualquer traço de soberba intelectual, situar a obra e a importância de Mark Rothko.
Foi bom, e foi também bom ver um artista corajoso virar-se para o público e dizer: "Vocês queixaram-se tanto pelo preço dos bilhetes que neste momento estão companhias a não poder trabalhar no Brasil! O teatro é um espectáculo caro, e mesmo com casas consecutivamente cheias como esta, não poderíamos pagar os custos de produção desta peça, se ela não fosse apoiada. Dão-se 750 Reais para ir ver os grandes espectáculos de wrestling, que esgotam, e há queixas por se pagar 35 Reais para ver teatro!"
Ninguém ralhou, rosnou, ou tossiu. No fim só houve aplausos. Muitos.

Jorge Rodrigues