16.9.13

Ainda Poulenc

Pedro Neves
O Teatro de São Carlos mostra, em curtos vídeos caseiros, excertos do concerto da passada Sexta-feira. A sala estava quase cheia, o que é sempre bom de ver. E óptimo foi ver a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos novamente muito bem dirigidos por Pedro Neves, que durante esta temporada visitará também a Orquestra Gulbenkian e a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música.
Os solistas estiveram a condizer. Tanto Sara Braga Simões no Gloria, como os pianistas Daniel Cunha e Paulo Oliveira, ambos pupilos de Sequeira Costa.





13.9.13

Poulenc na rentrée

Mais logo, o Teatro de São Carlos abre a temporada com três obras de Poulenc: Les Biches, Concerto para Dois Pianos em Ré Menor e Gloria. Canta Sara Braga Simões, tocam Paulo Oliveira e Daniel Cunha e Pedro Neves dirige.
O ensaio geral foi assim:


6.9.13

Parabéns, Elisabete!

Elisabete Matos comemora hoje mais um aniversário. Aqui fica o presente dela e para ela, que se encontra em Boston para mais uma celebração do bicentenário de Richard Wagner.

O presente é a gravação ao vivo dos Wesendonck-Lieder, interpretados por Elisabete Matos com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, sob a direcção de Milán Hórvath. Foi no dia 25 de Outubro de 2002 no Teatro Nacional de São Carlos.






5.9.13

Um convite de Jorge Rodrigues

TUDO A SAMBAR, DEPOIS DE TCHAIKOVSKY!

Paulo, creio que já me conheces bem, e saberás que não sou muito de grandes entusiasmos.
Tenho, no entanto, andado a passar estes últimos dias em grande alegria musical, pois deu-me para seguir as apresentações em Portugal da Orquestra Municipal de Campos - Mariuccia Iacovino, que foi fundada há 16 anos dentro dos moldes do “El Sistema” venezuelano, e que é hoje considerada o melhor exemplo de inclusão social através da música no Brasil. Basta dizer que mantém presentemente em actividade cerca de 1800 crianças dentro de um projecto intitulado “Orquestrando a Vida”, que inclui bandas, coros infantis e vários grupos orquestrais.
Esta Orquestra já se apresentou em importantes teatros da América do Sul e dos Estados Unidos da América (Carnegie Hall de Nova York), por vezes ao lado de intérpretes como Yo-Yo Ma, Lang Lang, Itzhak Perlman, que manifestaram enorme entusiasmo com o trabalho e a energia destes jovens provenientes de comunidades carentes. Em 2011 inaugurou as comemorações dos 102 anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro realizando, sob a direcção do maestro Gustavo Dudamel, um concerto em homenagem ao maestro José Antonio Abreu, fundador do “El Sistema” e da Orquestra Simon Bolívar na Venezuela.
Esta digressão a Portugal assinala a estreia da Orquestra Municipal de Campos - Mariuccia Iacovino na Europa. Os seus músicos, sempre dirigidos pelo Maestro Luís Maurício Carneiro, estrearam-se na Europa em Amarante no dia 31 de Agosto. Foram no dia seguinte para o Palácio de Mateus, em Vila Real, seguiram para Coimbra no dia 2, e depois para a Figueira da Foz, onde actuaram a 3.
Lisboa teve oportunidade de os ver e ouvir hoje, 4 de Setembro, no Conservatório Nacional de Lisboa. No dia 6 tocam no Rossio de Azeitão, às 21 e 30, e despedem-se em Lisboa e do nosso país na sala do Teatro Nacional de São Carlos no dia 7 de Setembro às 18 e 30.
O esquema é simples e eficaz. Os concertos iniciam-se sempre com duas obras do repertório chamado erudito. Os músicos entram com uma postura solene, de smoking eles, de vestido escuro elas, e tocam então os “clássicos”, que podem ir de Mozart a Tchaikovsky. Depois irrompe o Brasil profundo, com as suas danças, os seus ritmos, a sua contagiante energia.
Estive presente nos concertos de Amarante, da Casa de Mateus e do Conservatório Nacional de Lisboa. Asseguro-te que ninguém ficou indiferente. No fim todos dançávamos o samba.
E lá estarei de novo em São Carlos no dia 7.
É um espectáculo divertidíssimo, que alia a boa música à desbunda total. Gostaria de te ver por lá.
Deixo-te algumas imagens captadas na Casa de Mateus, para poderes assistir à loucura.

Jorge Rodrigues

31.7.13

Do Anel de Bayreuth

Terminou há poucas horas a apresentação do primeiro ciclo do novo Anel de Bayreuth, o esperado Anel do Bicentenário, com aplausos estrondosos para o maestro Kirill Petrenko e a Orquestra do Festival e uma pateada monumental (mas monumental mesmo: durou longos minutos) para a equipa do engendrador Frank Castorf.
Sabe-se que o sonho húmido de Castorf, habituado a cortar e alterar os textos dos autores clássicos que encena na Volksbühne, em Berlim, era fazer o mesmo à obra de Richard Wagner, heresia que nem as tontas que o contrataram, as meias-irmãs Katharina Wagner e Eva Wagner-Pasquier (bisnetas do compositor), permitiram.

Fiquemos com uma pequena ideia do que foi este Anel: a cena final de "Siegfried", em que Brünnhilde é acordada pelo seu herói, canta loas ao Sol e à Luz, ambos descobrem o amor, e tudo isto se passa enquanto tomam um copo numa esplanada em Alexanderplatz. Talvez a ideia de Castorf fosse chocar o público (olha a novidade!), já que, resumindo as críticas que li e ouvi num debate após a transmissão de hoje (via Bayerischer Rundfunk), não conta uma história nova e limita-se a mostrar imagens disparatadas para entreter visualmente o espectador, descurando o trabalho com os cantores e a essência da obra, exactamente o oposto do que fazia Patrice Chéreau há quase quarenta anos.

Catherine Foster e Lance Ryan como Brünnhilde e Siegfried (© Bayreuther Festspiele/Enrico Nawrath)

O Intermezzo tem mais imagens: "Das Rheingold", "Die Walküre", "Siegfried", "Götterdämmerung".


29.7.13

O Lago dos Cisnes

Filipa de Castro (Odette) e Carlos Pinillos (Príncipe Siegfried)

Ontem, O Lago dos Cisnes fechou, e em grande, a edição deste ano do Festival Ao Largo. Naturalmente, a "casa" estava cheia. Mulheres que são cisnes e que têm asas em vez de braços, deslizando sobre as águas ao som da maravilhosa música de Tchaikovsky, e uma história romântica como só ela são os ingredientes que fazem do Lago o expoente máximo do bailado clássico.

A Companhia Nacional de Bailado deu-nos uma versão muito bela da história de Odette e Siegfried, incarnados por Filipa de Castro e Carlos Pinillas, ambos em estado de graça e empatia perfeita. Filipa de Castro teve momentos sublimes, a nível técnico e interpretativo, tanto como Princesa Odette como no papel da pérfida Odile. No final, os aplausos foram verdadeiramente estrondosos e, na minha opinião, muito bem merecidos. Não apenas para os solistas principais mas para toda a CNB, que nos apresentou um espectáculo de grande qualidade. Nota alta também para os figurinos de José António Tenente.

Dominic Whitbrook

Fotos de Bruno Simão / TNSC

16.7.13

Nos Bosques Profundamente Silenciosos das Montanhas Trácias

Alice Medeiros e João Villas-Boas

A partir de Monteverdi, Virgílio e Ovídio, Miguel Loureiro criou um espectáculo muito simples e muito belo dedicado ao mito de Orfeu, num pequeno espaço junto ao mercado da Ribeira, em que o intimismo e a proximidade dos actores jogam a favor da eficácia. Com parcos meios, a cenografia resume-se a uma parede onde se abrem cinco óculos, nos quais surgem os rostos dos cinco actores (Inês Nogueira, Alice Medeiros, Gonçalo Ferreira de Almeida, João Villas-Boas e Miguel Loureiro) que dão voz e expressão ao texto.

Inês Nogueira

Luísa Brandão e Luís Castanheira cantam alguns trechos da favola in musica "Orfeo", de Monteverdi, acompanhados à espineta por João Aleixo.

Luís Castanheira, João Aleixo e Inês Nogueira

Nos bosques profundamente silenciosos das montanhas trácias,
Orfeu, ao tanger a sua lira melodiosa, arrastava as árvores,
Conduzia os animais selvagens da floresta.

Para ver e ouvir até 31 de Julho, na Rua da Ribeira Nova, 44. Com cuidado. Com prazer.


Informações (FB)
Reservas: 968 510 914 / 962 566 961

4.7.13

Claro que não, Dra. Canavilhas

Com o país a descambar e o governo preso por linhas de alinhavar, Jorge Barreto Xavier tenta segurar algumas pontas. Interpelado por Gabriela Canavilhas, que lhe terá perguntado se não seria melhor dar ao teatro "a dignidade de passar por este período de portas fechadas", respondeu peremptório, segundo o Público, "Não, não é melhor fechar o Teatro de São Carlos." 

Ainda segundo o Público, a nomeação do novo director artístico será resolvida "em breve", muito provavelmente até ao final de Julho. Estaremos cá para ver.

O artigo fala também, entre outros assuntos, do projecto para esta lindíssima Casa das Artes, no Porto, do arquitecto Souto de Moura, que se encontra fechada há anos à espera que alguém decida o que fazer com ela.

© Paulo Pimenta (Público)

24.6.13

Ao Largo 2013

A programação do Festival Ao Largo, este ano em versão económica, já está disponível. O essencial fica aqui, mas não dispensa a consulta do sítio oficial para mais detalhes.



28 e 29 de junho
Concerto Sinfónico às 21h30

Obras de Rugero Leoncavallo, Claude Debussy, Giuseppe Verdi, Richard Wagner, Gaetano Donizetti, Astor Piazzolla, Nino Rota e John Williams

Orquestra Sinfónica Portuguesa Bailarinos da EDAK — Escola de Dança Ana Kohler

5 e 6 de julho
O Carnaval dos Animais de Camille Saint-Saëns às 20h

Obras de Georges Bizet, Richard Wagner, Maurice Ravel, Aaron Copland, Richard Wagner, George Gershwin e Ernesto Lecuona às 22h

Ensemble de Metais e Percussão da Orquestra Sinfónica Portuguesa

12 e 13 de julho
Candide
Ópera em versão de concerto às 21h30


Música de Leonard Bernstein, Libreto de Hugh Wheeler baseado na obra de Voltaire
Textos: Richard Wilbur, Textos adicionais: Stephen Sondheim, John La Touce, Lillian Hellman, Dorothy Parker e Leonard Bernstein;
Orquestração: Leonard Bernstein e Hershy Kay, Continuidade musical e orquestrações adicionais: John Mauceri,
Texto da narração: Leonard Bernstein e John Wells, adaptados a partir da sátira de Voltaire e do livro de High Wheeler, Edição e textos adicionais: Erik Haagensen

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Orquestra Sinfónica Portuguesa

19 e 20 de julho
Concerto Coral-Sinfónico às 21h30

Obras de Richard Wagner e de Giuseppe Verdi

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Orquestra Sinfónica Portuguesa

26, 27, 28 de julho
às 22h

Companhia Nacional de Bailado

O Lago dos Cisnes


Coreografia Fernando Duarte
segundo Marius Petipa e Lev Ivanov

Música Piotr Ilitch Tchaikovski

Libreto original Vladimir Begitchev, Vasili Geltzer
Filme Edgar Pêra
Figurinos José António Tenente
Desenho de luz Nuno Meira

23.6.13

Tonio a anunciar


De São Carlos há uma notícia boa e uma má. Comecemos pela boa. Parabéns a Carlos Cardoso, que ontem venceu o International Rotary Opera Contest 2013. E votos renovados para uma carreira brilhante. A má (para nós, público) é que os compromissos de Carlos Cardoso em Milão não lhe permitirão participar na produção de "La Fille du Régiment". Actualmente, o sítio do TNSC informa que ainda não há Tonio.