9.7.07

Salão Nobre do Conservatório Nacional

O Suggia tem vindo a alertar para o estado de degradação a que chegou o Conservatório e, principalmente, o Salão Nobre. Se não se faz alguma coisa com urgência, cai.
Os medalhões que retratam personalidades como Garrett, ou Bomtempo, são de José Malhoa. E, no entanto, parece que ninguém se importa muito.
(Fotografias tiradas do Guilhermina Suggia)




7.7.07

Décima Sinfonia - Mahler

Gustav Mahler (7/7/1860-18/5/1911)


(ccaesar)
Bernstein dirige o Adagio da 10ª Sinfonia.

Avieiros - Alves Redol

Volto agora ao meu passeio na zona de Azambuja.
Os avieiros vieram da zona de Vieira de Leiria para o Ribatejo, nos finais do séc. XIX. Viviam da pesca e habitavam nos próprios barcos, antes de começarem a construir as suas casas sobre estacas. Existem ainda algumas povoações com estas construções palafíticas, entre as quais a aldeia da Palhota. Aqui, na Casa do Avieiro, encontra-se uma placa de homenagem a Alves Redol (1911-1969).
Redol ia para a Ribeira do Tejo ouvir as histórias dos pescadores e das varinas, viveu no Pinhão e conheceu a vida dos trabalhadores dos barcos rabelos, saíu com os pescadores da Nazaré. A partir destas experiências escreveu vários romances de índole neo-realista, dos quais destaco aqui Avieiros, de 1942.

(Este post é dedicado à Maria João.)


Raffaello - Lorenzo de' Medici



























Vendido!
Pela Christie's.

O negociante de arte nova-iorquino Ira Spanierman vendeu ontem à noite por 18,5 milhões de libras (cerca de 27,4 milhões de euros) um retrato de Lorenzo de' Medici, um valor 100 mil vezes superior ao preço de compra. O quadro tinha sido comprado em 1968 por apenas 325 dólares num leilão em Nova Iorque, quando os peritos não acreditavam que se tratasse de um Rafael.
(Notícia tirada do Público)

3.7.07

Tejo - Azambuja

Vala Real de Azambuja




















O Tejo




















No séc. XVIII, o Marquês de Pombal ordenou a abertura de valas na zona pantanosa de Azambuja, para drenar os campos e os tornar aráveis.
A Vala Real, ou Vala de Azambuja, chegou a ser navegável por fragatas e barcos-varinos, numa extensão de dezassete quilómetros. Aqui ainda se encontram barbos, carpas, enguias, fataças, entre outras espécies de peixes.

29.6.07

Temporada miserável

Quando Pinamonti veio para Lisboa como director artístico do Teatro de São Carlos, fiquei bastante entusiasmado, tal como a maioria dos melómanos que gostam deste teatro. Aos poucos, o entusiasmo foi esmorecendo, como escrevi aqui, porque as temporadas nunca subiram de nível, apesar de algumas produções interessantes. O Teatro de São Carlos continuou a não se parecer com um teatro de nível internacional, espelhando um miserabilismo português, mais cultural que económico.

Eis que é anunciada a nova temporada e continua a pobreza de programação. Para pior. Sendo a ópera um espectáculo de arte total, os cantores são sempre os grandes protagonistas ou, na minha opinião, deveriam ser. Sempre foi assim, até ao momento em que se passou a dar mais importância aos encenadores, nem que eles apresentem visões que deturpem completamente o significado da ópera. Muitas vezes, seria preferível assistir a uma boa versão de concerto, com cantores à altura dos papéis.

Vamos ter, então, "Rigoletto" e "Tosca", com onze récitas cada (muitas, como se faz lá fora), "Os Contos de Hoffmann" (mais dez récitas) e as outras obras são consideradas de pequeno público, logo, pouca coisa (consultar o programa). De "Siegfried" nem se fala. Talvez para a temporada seguinte, se não acabarem por interromper definitivamente o ciclo d’"O Anel do Nibelungo", o que não deixaria de ser vergonhoso, depois do alarido que se fez em torno da produção de Graham Vick.

E os cantores? Nos últimos anos, Dimitra Theodossiou tornou-se a diva do São Carlos. Ninguém a conhecia até vir substituir Angela Gheorgiu na "Traviata", mas o público e Pinamonti gostaram tanto que passou a vir cantar em todas as temporadas. Os aplausos foram estrondosos, nunca percebi bem a razão. Parece que a nova Direcção está a querer encontrar uma substituta: Chelsey Schill. Quem será ela? Vai ser a Gilda ("Rigoletto"), a Serpente (em "Das Märchen" de Emmanuel Nunes, estreia absoluta), Servilia ("A Clemência de Tito"), Olympia ("Os Contos de Hoffmann") e Rainha da Noite ("A Flauta Mágica" em versão sub-16). Se calhar, se não estivesse Elisabete Matos apalavrada, também cantaria ela a "Tosca".

28.6.07

Teatro de São Carlos - Nova temporada

Temporada?

(...)
A temporada lírica será inaugurada a 10 de Dezembro com a apresentação da ópera "Rigoletto", de Verdi, numa co-produção com a ópera de Bilbau.
(...)
Em Janeiro de 2008, o São Carlos vai apresentar em estreia absoluta "Das Märchen", a primeira ópera de Emmanuel Nunes, no que é considerado um dos acontecimentos da temporada.
(...)
Em Fevereiro, o teatro lírico volta a apresentar uma ópera de Mozart, "La Clemenza di Tito", que assinala a estreia do actual director do Teatro Municipal de Almada, Joaquim Benite, na encenação de uma ópera.
O tenor Herbert Lippert e a soprano Adriana Damato cantam pela primeira vez no São Carlos.
(...)
Em Abril, o São Carlos vai apresentar "Os Contos de Hoffmann", de Offenbach, numa nova produção encenada por Christian von Götz e com direcção musical de Gregor Buhl.
A ópera "Tosca", de Giacomo Puccini, com a soprano portuguesa Elisabete Matos no papel principal, encerra a temporada lírica, numa produção encenada pelo canadiano Robert Carsen.
(...)
A temporada sinfónica começa a 28 de Setembro com o concerto "Do barroco ao bel canto" que conta com a actuação da meio-soprano Vesselina Kasarova.
(...)

Embora não haja muito mais para saber, ler mais...
O programa da temporada já está no site do Teatro de São Carlos.

Museu Colecção Berardo

Museu Colecção Berardo poderá ser visitado gratuitamente até domingo.



























No exterior, duas obras de Joana Vasconcelos feitas com garrafas, representando castiçais.
(Foto da net)