Pegando na conversa de há um mês, responde agora à chamada a Ophrys scolopax, avistada no mesmo dia lá pelas bandas de Bucelas. Quem no-la mostrou foi o Rafael.
O frio tem apertado, a chuva e o vento não os largam, a Primavera tarda, mas o desejo de florir é maior. Vi hoje um jacarandá em flor. Foram escassos segundos, que a Carris não se compadece com as vontades das árvores e o trânsito tem de fluir. Mas ele lá estava, numa transversal da avenida Fontes Pereira de Melo, bem perto do Saldanha.
O Baptista Bastos não me perguntou mas eu posso dizer-lhe onde é que estava há trinta e cinco anos. Fui à escola, lá na terrinha, como era meu hábito, e a professora mandou-nos para casa porque "isto está muito mau!" Lá fui e comecei a ver as imagens na televisão. Não percebi logo o que se passava, mas aos poucos foram-me explicando e eu achei que afinal "isto estava muito bom!" E agora vou comemorar, antes que se faça tarde.
SINTRA, ACERCA DE é um blogue que fala, naturalmente, de Sintra e é escrito por alguém que ama a vila, a serra e, calculo eu, o nevoeiro que por lá costuma pairar. Sem ele, Sintra não seria o que é.
Entre outras denúncias de maus tratos a árvores, o SINTRA, ACERCA DE acaba de nos mostrar a nudez dos muros de Seteais após as obras de restauro há muito merecidas. Consta que o interior está esplêndido - a Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva encarregou-se de grande parte da empreitada (várias peças de mobiliário foram levadas para as oficinas da fundação e foram também os seus técnicos que supervisionaram ou executaram o restauro das pinturas murais).
O que estou a ouvir na Antena 2 parece dar razão às más críticas que tenho lido sobre a "Agrippina". Não sei se terá sido boa ideia transmitir uma récita em directo. Isto é muito capaz de afastar potenciais espectadores que estejam indecisos.
Ontem de manhã na Antena2 o contra-tenor Manuel Brás da Costa dizia que o maestro NicholasKok, que iria dirigir a Agrippina no Teatro de S. Carlos, é um maestro habituado a música contemporânea que teve de se adaptar a uma ópera barroca.
Eu não entendo esta displicência com que nos tratam, permitindo-se andar a fazer experiências parvas deste jaez: já basta o seleccionador nacional de futebol não saber onde põe os jogadores no campo, mas a direcção do S. Carlos não tem ideia de quem vai buscar para tocar/cantar as obras com que nos brinda.
ChristophDammann pediu a Elisabete Matos que fizesse uma audição* para a maestrinaJuliaJones da qual dependeria a confirmação do convite feito por ele próprio à cantora para fazer a Salomé. Pelos vistos, não deve ter pedido audições nem a Kok nem aos cantores** que transformaram ontem a Agrippina num Haendel esquartejado, numA catástrofe, numa coisa que estou com medo de ouvir.
Não será tempo de alguém audicionar o senhor Dammann e subtraí-lo ao teatro?
*Uma Arbeitsprobe, contesta Dammann. A rosebyanyothernamewouldsmell as sweet, disse Shakespeare. ** Mais uma vez o Teatro substituiu a protagonista sem dar cavaco ao público: quem estava prevista era KristinaWahlin. Não faço ideia se ganhámos se perdemos com a troca.
mas o Esferas está cada vez melhor. Perguntava hoje o Jorge Rodrigues por que raio é que os italianos são tão maníacos da beleza absoluta do som. É que depois do magnífico dueto de amor de "O Baile de Máscaras", cantado em explosão por Birgit Nilsson e Carlo Bergonzi, ouvimos uma mazurka de Chopin a sair dos dedos de Michelangeli.