10.1.11

Notícias do Botânico

Atingidas as necessárias 4.000 assinaturas, a Plataforma em Defesa do Jardim Botânico informa que a "Petição em defesa da Missão do Jardim Botânico e da sua sustentabilidade ambiental, social e económica a longo prazo. Revisão imediata do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico, Edifícios da Politécnica e Zona Envolvente" (http://www.gopetition.com/petition/39771.html) será entregue presencialmente a Sua Excelência o Presidente da Assembleia da República, amanhã, dia 11 de Janeiro de 2011.

No acto da entrega estarão presentes representantes da Liga dos Amigos do Jardim Botânico, Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas, Quercus, Liga para a Protecção da Natureza, Fórum Cidadania Lx e Associação Lisboa Verde.

A PLATAFORMA EM DEFESA DO JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA

Associação Árvores de Portugal, APAP - Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas, Associação Lisboa Verde, Cidadãos pelo Capitólio, Fórum Cidadania Lx, GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico, Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, Liga dos Amigos do Jardim Botânico, OPRURB-Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana, Quercus-Núcleo de Lisboa, Liga para a Protecção da Natureza

(via Amor e Outros Desastres)

Capparis spinosa

8.1.11

6.1.11

Separar Águas

A Helena conta-nos uma história muito interessante e comovente a propósito de uma visita ao campo de concentração de Buchenwald.
Sobrevivente: "Ah, Wagner! Sabe, no campo de concentração havia altifalantes para os soldados darem as ordens aos prisioneiros. Uma vez, esqueceram-se de desligar o altifalante, e de repente ecoou por todo o campo a abertura do Navio Fantasma". Ah, que música genial!
Quando se aperceberam do que se estava a passar, correram a desligar o altifalante. Já foram tarde: eu estava feliz, porque tinha conseguido ouvir toda a abertura, tão inesperada naquele lugar. Na altura eu era muito novo, mas já me tinha começado a interessar por ópera, já apreciava Wagner.
(...)
Ide lá ler tudo.


Entretanto, o encenador da Tetralogia do bicentenário de Wagner em Bayreuth (2013) pode vir a ser Wim Wenders.

5.1.11

Mensagem de Elisabete Matos

À conversa com Jorge Rodrigues, Elisabete Matos deixou uma mensagem para os leitores do valkirio. Fresca como o pão quente.

                   

(Do Facebook de Elisabete Matos)

3.1.11

Breaking News


Deborah Voigt está doente (Thanks, La Cieca) e será substituída por Elisabete Matos na récita desta noite de "La Fanciulla del West". À uma da madrugada de Lisboa, ligue-se ao LIVE WEB STREAM e ouça a transmissão em directo.

22.12.10

L'amore è un'altra cosa


Mais logo, quando forem as oito da noite em Nova Iorque, sobe o pano do Met para a estreia de Elisabete Matos. Ela será Minnie, em "La Fanciulla del West", em dia de aniversário de Puccini.
Toi toi toi.

O Inverno

chegou ontem à noite. Foi a Akademie für Alte Musik Berlin que o trouxe.

21.12.10

Fidelio

Quase a estrear "Fidelio", com Jonas Kaufmann e Anja Kampe, em Munique. Quem quiser ouvir a transmissão em directo vá já para aqui.
Jonas Kaufmann como Florestan

20.12.10

Don Carlo na Gulbenkian

Fui para a Gulbenkian cheio de vontade de gostar e gostei. Bem sei que sou suspeito, que "Don Carlo" é a minha ópera preferida de Verdi; longa como convém, ao menos sai-se de barriguinha cheia. Mais ainda se a esplêndida orquestra do Met é dirigida por um jovem enérgico como Yannick Nézet-Séguin, de quem eu nunca antes tinha ouvido falar.
Yannick Nézet-Séguin
Agora, os técnicos de som responsáveis pelas transmissões em directo do Met deviam rever a questão das vozes. Se a voz desinteressante e incaracterística de Poplavskaya é pequena e a de Keenlyside talvez também não seja muito grande, já as de Alagna e de Smirnova são enormes e surgiram com um volume quase assustador por cima da orquestra. Dito isto, vamos ao que interessa, que já passou mais de uma semana.
Simon Keenlyside
O mais gratificante foi rever Roberto Alagna (Carlo) num dos papéis da sua vida e notar que recuperou a forma. Sem a frescura de há catorze anos, esteve glorioso nas cenas com Keenlyside (Rodrigo) mas não só. Disse o crítico a propósito da estreia: whenever he was joined by the baritone Simon Keenlyside, who sang Rodrigo, the Marquis of Posa and Carlo’s devoted friend, Mr. Alagna opened up in every way.
Keenlyside convenceu mais pelas suas excelentes capacidades cénicas que vocalmente. Esteve muito bem no primeiro dueto com Carlos e, no IV acto, excedeu-se na cena da morte.
Não encontro expressividade nem voz em Marina Poplavskaya (Elisabetta) que justifiquem o seu sucesso em Londres e Nova Iorque. No tempo em que vivemos, o da ditadura do visual, talvez a principal razão seja a sua figura ficar bem no ecrã. Eu prefiro uma cantora que tenha voz para o papel.
A personagem da Princesa de Eboli foi interpretada por Anna Smirnova, dona de uma voz impressionante mas pouco flexível e por vezes fora de tom e descontrolada, como no terceto com Carlos e Rodrigo - Trema per te.
O duelo dos baixos Ferruccio Furlanetto (Filipe II) e Eric Halfvarson (Grande Inquisidor) é um dos momentos-chave de "Don Carlo". Acontece imediatamente a seguir a Ella giammai m'amò, a grande ária do rei de Espanha. Não terá sido inesquecível, mas ambos cumpriram os respectivos papéis muito dignamente, embora de ambos já transpareça um certo cansaço vocal. Em 2008, em Londres, foi assim:


Termino com uma chamada de atenção para as opiniões da Io, da Gi, do Joaquim, do Blogger, do Dissoluto, do Plácido e do José. Umas mais parecidas com a minha, outras mais diferentes do que aqui se disse.