O sempre generoso Joaquim actualizou o post e disponibilizou os enllaços para a descarga da gravação (áudio) d'A Valquíria do Met (o I acto já está aqui a cantar). A Morte de Siegmund (no final do II acto) foi assim:
16.5.11
2011/12 Live in HD Season
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| "Die Walküre" (cena final) |
No Sábado passado terminou a temporada de transmissões em directo do Met, com A Valquíria de Lepage, de que o Joaquim já deu conta. Em Lisboa, o grand finale terá lugar uma semana mais tarde, supõe-se que sem o atraso de cerca de quarenta e cinco minutos causado por uma caprichosa avaria no sistema informático da máquina.
Entretanto, o leitor Bosc d'Anjou teve a gentileza de nos informar sobre a próxima temporada Live in HD, ainda não anunciada pela Gulbenkian, mas que, tendo em conta o sucesso que esta tem tido, se espera ver incluída na programação de 2011/12.
Com a ressalva de algumas récitas poderem vir a ser transmitidas em diferido,
aqui vai para os leitores do Valkirio planearem desde já as suas vidas...
15/10/2011 Donizetti: Anna Bolena - Nova produção.29/10/2011 Mozart: Don Giovanni - Nova produção. Com Mariusz Kwiecien no papel do Don.5/11/2011 Wagner: Siegfried - Nova produção (Lepage).19/11/2011 Glass: Satyagraha.3/12/2011 Handel: Rodelinda (Renée Fleming no papel de R. mais Stephanie Blythe e Andreas Scholl).10/12/2011 Gounod: Faust - Nova produção já vista em Londres (com Jonas Kaufmann no papel de F.).21/1/2012 The Enchanted Island - Nova produção. Uma fantasia com música de Handel, Vivaldi, Rameau entre outros. O libreto é baseado em elementos da Tempestade e do Sonho de uma Noite de Verão de Shakespeare. David Daniels no papel de Prospero.11/2/2012 Wagner: Götterdämmerung - Nova produção, a malta do costume, James Levine.25/2/2012 Verdi: Ernani.7/4/2012 Massenet: Manon - Nova produção de Laurent Pelly, vinda da Royal Opera House.14/4/2012 Verdi: La Traviata. Natalie Dessay no papel de Violetta.Dos 11 espectáculos, 7 são novas produções. Felizmente ainda há alguns sectores que não ouviram falar de crise :-)
Bosc d'Anjou
Para mais detalhes, consulte a página do Met.
10.5.11
Noites de Verão
Há coisa de uma semana, Anne Sofie von Otter, que ontem aniversariou (parabéns, Anne Sofie!), cantou "Les Nuits d'Été" em Versalhes, com a Orchestre des Musiciens du Louvre e Marc Minkowski. A ouver.
2.5.11
Die Walküre at the Met - III - "A máquina"
O comentário que o leitor Bosc d'Anjou aqui deixou, e que muito agradeço, sugeriu-me algumas considerações em relação ao tema "encenadores".
Já li muitas críticas (e comentários em blogues) à nova produção d'A Valquíria. Algumas são positivas, outras antes pelo contrário. Como não a vi (e não poderei assistir à transmissão na Gulbenkian), pouco posso falar. Ouvi a récita de estreia em directo e fiquei muito bem impressionado com Jonas Kaufmann; Eva-Maria Westbroek estava doente mas creio que já estará bem e que será uma óptima Sieglinde, a avaliar pelo que conheço dela; Bryn Terfel deixou-me com emoções diversas; de Deborah Voigt não gostei; Stephanie Blythe e Hans-Peter König cumpriram muito bem. Note-se que me refiro a uma transmissão via rádio.
O problema das encenações modernas em geral, e desta em particular, é que muitas vezes não respeitam o libreto, a música e os cantores. O papel dos encenadores é fundamental, a menos que se assista a uma ópera em versão de concerto (que muitas vezes prefiro), para que dramaturgicamente tudo faça sentido. O cenário pode até estar vazio, desde que o encenador saiba como há-de trabalhar com os cantores de modo a que eles representem cenicamente os papéis que estão a cantar. Obrigá-los a desempenhar actividades circenses, como Padrissa fez em Valência, colocando o pobre Siegfried a cantar de pernas para o ar, parece-me pouco apropriado. Não acredito que um cantor se sinta confortável nessa posição. É aí que entra o bom senso, e por isso continuo a preferir sempre Patrice Chéreau, que valoriza acima de tudo o libreto e a música (ver o Anel de Bayreuth e o Tristão do Scala) e não os efeitos visuais de alta tecnologia, que são isso mesmo: efeitos visuais.
Assisti à transmissão d'O Ouro do Reno, que inaugurou a temporada Met Opera Live in HD na Gulbenkian, e apesar do impacto causado por algumas habilidades da máquina (as Filhas do Reno, a Descida a Nibelheim), decepcionou-me a falta de imaginação no aspecto dramático. Na maior parte dos casos, os cantores foram abandonados a cantar à frente do engenho, que pouco mais fazia que decorar o palco, e pareciam não saber muito bem o que fazer uns com os outros. Creio que se valorizou a cenografia em detrimento da encenação.
Talvez algumas coisas tenham mudado n'A Valquíria e na sala do Met o efeito é certamente diferente do que se vê no grande ecrã. Contudo, a minha dúvida sobre se terá valido a pena o investimento na máquina mantém-se. Consta que a máquina é ruidosa, que nem sempre funciona, numa das récitas uma valquíria caiu do cavalo, noutra foi o trono de Fricka que deu problemas e, na cena final, quando Wotan adormece Brünnhilde com um beijo e a rodeia de fogo mágico, uma das cenas mais belas da tetralogia, é uma figurante que surge disposta com a cabeça para baixo, deitada no topo da montanha (a máquina) envolta em chamas. O efeito visual não quebrará o encanto, sendo óbvio para o público que não foi de facto Bryn Terfel que deitou Deborah Voigt naquela posição? É uma pergunta que deixo a quem já viu A Valquíria.
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| Cavalgada das Valquírias (mais imagens) |
30.4.11
D'amor sull'ali rosee
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| Sondra Radvanovsky |
D'amor sull'ali rosee
Vanne, sospir dolente:
Del prigioniero misero
Conforta l'egra mente...
Com'aura di speranza
Aleggia in quella stanza:
Lo desta alle memorie,
Ai sogni dell'amor!
Ma deh! non dirgli, improvvido,
Le pene del mio cor!
A estreia de Leontyne Price no Met, em 1961:
Caballé em Orange, 1972:
28.4.11
Música e Biodiversidade
Está a decorrer o Terras Sem Sombra, festival de música sacra do Baixo Alentejo, com direcção artística de Paolo Pinamonti. María Bayo e Pierre Hantaï já por lá passaram, mas ainda sobram quatro concertos (programação), sendo o próximo em Castro Verde, no dia 30 de Abril.
O festival pretende chamar a atenção para a protecção do património natural alentejano (biodiversidade), contando para isso com a colaboração dos artistas e de entidades como, entre outras, o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, a Liga para a Protecção da Natureza e a Quercus.
27.4.11
Foyer Aberto
Oportunidade para ir mais logo ao Foyer Aberto, às 6 da tarde, ouvir música francesa. A entrada é gratuita e o programa é este:
CLAUDE DEBUSSY (1862 – 1918)
Sonata para violoncelo e piano, em Ré menor
Sonata para violoncelo e piano, em Ré menor
ERNEST CHAUSSON (1855 – 1899)
Concerto para violino, piano e quarteto de cordas, em Ré Maior, op.21
Concerto para violino, piano e quarteto de cordas, em Ré Maior, op.21
Violino Otto Pereira
Piano João Paulo Santos
Piano João Paulo Santos
QUARTETO VIANNA DA MOTTA
Violino António Figueiredo
Violino Witold Dziuba
Viola Céciliu Isfan
Violoncelo Irene Lima
Violino António Figueiredo
Violino Witold Dziuba
Viola Céciliu Isfan
Violoncelo Irene Lima
Ouçamos Irene Lima com João Paulo Santos, aqui num excerto da Sonata para Violoncelo e Piano (1913) de Luís de Freitas Branco. É o II andamento.
26.4.11
Árvore com flores amarelas
A Rosa foi revisitar uma árvore nossa amiga que está agora em flor ali para os lados da Torre de Belém. Não perca.
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| Hymenosporum flavum |
25.4.11
Die Walküre at the Met - II
Dando o devido desconto à qualidade do som, o Siegmund de Jonas Kaufmann na estreia soou assim:
Quem estiver interessado pode ler a crítica de Anthony Tommasini (The New York Times), que diz, entre outras coisas, isto:
But a problematic staging touch came at the opening of Act II. Here the planks jutted out to evoke the “wild rocky place” that Wagner calls for. Wotan, the bass-baritone Bryn Terfel, came bounding onto the beams, now horizontal, which were alive with images of rocky terrain. Then his rambunctious daughter Brünnhilde, the soprano Deborah Voigt, appeared. As Ms. Voigt started to climb the planks that evoke the hillside, she lost her footing and slid to the floor.
(...)
The problem here was not just that in this crucial dramatic moment, with Ms. Voigt about to sing the first line of her first Brünnhilde, Mr. Lepage saddled her with a precarious stage maneuver. The problem was that for the rest of the scene, whenever Wotan or Brünnhilde walked atop the set, the beams wobbled and creaked. At times Mr. Terfel, a big, strong man, had to extend his arms to balance himself. No imagery is worth having to endure the sounds of creaking gears and looks of nervousness on the faces of singers.
Pergunto: O Senhor Lepage concebeu a máquina (the machine - assim é conhecida a estrutura cénica de quarenta e cinco toneladas e não sei quantos milhões de dólares) para cantores líricos ou para equilibristas do Cirque du Soleil?
Pode ouvir aqui a entrada de Brünnhilde (Deborah Voigt com Bryn Terfel).
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| "Die Walküre" at the Met |
Esta foto foi enviada por um simpático leitor que a fez acompanhar do seguinte texto:
Caro Valkirio,Ofereço esta foto para o que puder servir... grato pelo prazer de ler o seu blog.Bosc d'Anjou
Caro Bosc d'Anjou, grato fico eu. Pela foto, que acabou de ter serventia, e por o ter a si como leitor.
22.4.11
Die Walküre at the Met - I
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| Deborah Voigt |
O Met já nos mostrou um pouco do que vai ser A Valquíria de Robert Lepage, a estrear logo à noite e com transmissão em directo no live stream. Quem for à Gulbenkian no dia 21 de Maio poderá assistir em diferido a uma das récitas.
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