25.5.09

Acerca de Sintra

O encanto da serra e o sofrimento que lhe causam.

Richard Wagner - 196 anos e 3 dias

O sempre atento Heitor nunca perde o Norte e dá-nos conta das efemérides mais importantes que se comemoram no mundo da música. Uma delas quase ficava por assinalar aqui, o que, tratando-se do centésimo nonagésimo sexto aniversário de Richard Wagner, seria uma falha grave. Celebre-se, embora com alguns dias de atraso (Wagner nasceu em Leipzig a 22 de Maio de 1883), a sua música. A Música, depois do acorde de Tristão, nunca mais foi igual.

15.5.09

Notícias


Entretanto, e para desanuviar, boas notícias para matar saudades. Tive conhecimento, através de comentários (1 e 2) deixados pela Bettips, que o Paulo Araújo (sim, do Dias com árvores) acabou de publicar mais um livro com crónicas arborescentes. Chama-se "A Árvore de Natal do Senhor Ministro".
[Indo a correr para comprar]

Afinal os jardins de Queluz ficaram encerrados ao público durante cerca de dois anos para quê?

Estava prometida a recuperação dos jardins do Palácio de Queluz e eles hoje reabrem ao público. Mas a julgar por este artigo, do qual transcrevo alguns excertos, e pelo que já se vislumbrava, a diferença entre o que estava e o que está não justificará dois anos de encerramento nem a campanha que propagandeava o restauro dos sistemas hidráulicos e de rega concebidos por Manuel da Maia no séc. XVIII.

Uma parte, ainda que diminuta, dos 16 hectares dos jardins foi limpa, alguns lagos e algumas estátuas de pedra e chumbo foram recuperados. Algumas árvores e umas quantas flores foram plantadas, nas áreas mais nobres, e a água corre, embora timidamente e sem pressão nas poucas fontes a que voltou a chegar. A cascata grande foi pintada e regressou à vida, as sebes de buxo foram talhadas nos percursos principais e os plátanos, cujas raízes davam cabo dos azulejos do canal, foram arrancados.

Por fazer está, todavia, muito daquilo que tinha sido prometido. Logo à entrada, percebe-se o falhanço daquela que era a mãe de todas as obras do jardim: a recuperação dos sistemas hidráulicos e de rega concebidos por Manuel da Maia no séc. XVIII. Mesmo nos lagos e fontes dos jardins superiores, contíguos à fachada traseira do palácio, os jogos de água não jogam, não jorram, limitam-se a correr, ou apenas a escorrer. Isto para já não dizer que nas instalações da Escola Portuguesa de Arte Equestre, nos limites da propriedade e depois de um investimento de 750 mil euros, a água morre nas condutas, e os cavalos são lavados a partir da rede da Câmara de Sintra.

Na verdade, grande parte dos caminhos está hoje barrada por redes de plástico verde, enquanto o "matagal", continua a reinar daí para lá. Passando o rio Jamor, e à excepção de um outro lago e respectivos conjuntos escultóricos, nada foi feito e os antigos e frondosos pomares de laranjeiras tornaram-se uma dor de alma morta de sede. Dolorosa é também a visão do celebrado canal dos azulejos, onde o Jamor se travestia em salão de festas aquáticas e coloridas nos verões reais de antigamente. Em vez da prometida recuperação, o que lá está é o que lá estava. Com a diferença de que no lugar dos azulejos caídos ou roubados foi posto reboco de cimento e, seguramente, foram feitos muitos e muito eruditos estudos sobre os mesmos.

(in Público)


13.5.09

Ópera do Castelo

A Companhia de Ópera do Castelo apresenta amanhã, 14 de Maio, o espectáculo "Memória dos Anjos" - recital cénico com cabaret, ópera e fado, para canto, piano e vídeo, com Catarina Molder e Nuno Barroso. A concepção e a direcção artística são de Catarina Molder e a encenação é de Jorge Rodrigues. Vai ser às 21h30, no claustro do Museu de São Roque (sujeito a confirmação devido às condições atmosféricas).
Este recital cénico não só cruza múltiplas áreas artísticas procurando novos formatos para o tradicional recital de canto e piano, como conjuga repertórios e linguagens musicais a priori tão opostas como a ópera, o cabaret e o fado. (...)

(OperadoCastelo)


E no dia 16 de Maio, às 15h00, no Castelo de São Jorge, terá lugar mais uma iniciativa da Ópera do Castelo: "Mosaicos Musicais".
Mais detalhes sobre os espectáculos, o projecto e a programação no site da companhia.

(Faça um clique sobre a imagem)

12.5.09

O fim do intermezzo





Estranhei a serenidade do Outono envolto em tons primaveris, numa tarde amena e soalheira à moda do Porto, ainda Abril batia à porta. Agora, as azáleas e os rododendros já não estão em flor e o tempo é de jacarandás.

Mas aquele Outono escondia, por trás da máscara da bonança, a forte ameaça de um longo intermezzo que tem mantido a Primavera refém dos seus caprichos. Queremo-la de volta, Outono. Liberta-a. Já. Hoje.

7.5.09

Parabéns, Nella Maissa

Nella Maissa retratada por Abel Manta (imagem daqui)

Italiana de nascimento e portuguesa por casamento, Nella Maissa comemora hoje 95 anos de idade. É obra. E a carreira que ela dedicou a compositores portugueses é obra não menos notável. É de salientar a gravação da obra integral para piano de João Domingos Bomtempo, em que a pianista foi acompanhada pela Orquestra Sinfónica de Nuremberga nos quatro concertos. Klauspeter Seibel dirigiu.

Primeiro andamento do Concerto nº 3 op. 7, Allegro Moderato:


Uma biografia de Nella Maissa.

6.5.09

Estufa Fria encerra para obras

A Estufa Fria, a necessitar de obras urgentes há décadas, está finalmente encerrada para que se proceda à recuperação das estruturas. Prevê-se que as obras tenham uma duração de pelo menos nove meses.
Ler a notícia no Público.


5.5.09

Jonas Kaufmann - Sehnsucht


Born in Munich, July 10, 1969, tenor Jonas Kaufmann has made sensational debuts in recent seasons in many of the world's leading opera houses... Temos tenor.

Em 1817, mais coisa menos coisa, Caspar David Friedrich pintou uma das obras mais representativas do romantismo alemão: "Der Wanderer über dem Nebelmeer" (O viajante sobre o mar de névoa, actualmente na Kunsthalle de Hamburgo).

(imagem daqui)

Esta obra serviu de base à capa do novo disco de Jonas Kaufmann, "Sehnsucht" (Saudade), a sair antes do fim de Maio. Como o título indica, trata-se de um disco com gravações de árias alemãs, de compositores do período romântico e pré-romântico, a saber: Mozart, Beethoven, Schubert e Wagner, com Claudio Abbado e a Mahler Chamber Orchestra.



Veja-se ainda este excerto de "La Traviata", que Kaufmann cantou em Paris com Christine Schäfer, visite-se o seu MySpace e ouça-se In fernem Land, de "Lohengrin".

(leonorafl)

1.5.09

Ophrys scolopax




Pegando na conversa de há um mês, responde agora à chamada a Ophrys scolopax, avistada no mesmo dia lá pelas bandas de Bucelas. Quem no-la mostrou foi o Rafael.