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8.2.14

Brokeback Mountain #2


Se quiser ver como é afinal a ópera dos pastores, a medici.tv já a tem disponível. Se lhe for pedido que se registe, não se assuste. É grátis.


29.1.14

Brokeback Mountain #1

Teve ontem estreia mundial em Madrid, no Teatro Real, a ópera Brokeback Mountain, de Charles Wuorinen, com libreto de Annie Proulx, autora da novela que deu origem ao filme de Ang Lee. Daniel Okulitch e Tom Randle são Ennis del Mar e Jack Twist.

O Arte Live Web já pensou em quem não pode ir num instante ali a Madrid e vai transmitir em directo a récita de 7 de Fevereiro às nossas 19h00. A Medici.tv também. É pôr na agenda.

Os críticos que já lá estiveram não são unânimes: The Guardian, The New York Times, El País, El Mundo.

Eis algumas imagens emprestadas pelo Teatro Real.







20.11.12

O Jovem Van Dyck

Auto-retrato, Van Dyck, ca. 1615 (© Gemäldegalerie der Akademie der bildenen Künste, Viena)

Ora bem. Se puder ir a Madrid antes de 3 de Março de 2013, deverá não perder a exposição El joven Van Dyck no Museu do Prado.





20.12.11

O Vinho da Festa de São Martinho

Até dá vontade de ir já a Madrid para ver o resultado ao vivo. Elisa Mora conta como decorreu o processo de restauro do quadro de Bruegel, o Velho. Um trabalho fascinante.

24.10.10

Vinho Novo

Faz muito bem o Prado. A história d'O Vinho da Festa de São Martinho, cujo Verão se quer quentinho, foi contada aqui pelo El País (de onde vieram as imagens). Pieter Bruegel, o Velho, pintou.


24.3.10

Pés de Molho no Retiro

No Parque del Retiro, em Madrid, ainda se conserva o Palácio de Cristal, construído em 1887 como estufa da Exposição das Filipinas e seguindo a corrente das construções em ferro e vidro dos jardins ingleses. A estrutura permite que se abram algumas janelas para ventilação e controlo da temperatura.
No seu interior, à volta de um pequeno lago com repuxos, cresciam várias espécies da flora filipina. Actualmente o Palácio de Cristal já não cumpre a função de estufa e é utilizado como sala de exposições.

Madrid - Palácio de Cristal

Madrid - Palácio de Cristal - Azulejos

Madrid - Palácio de Cristal - Cobertura

A fachada principal reflecte-se num lago rodeado de pinheiros, cedros, eucaliptos e plátanos, onde crescem vários ciprestes-dos-pântanos, Taxodium distichum, árvores que gostam de estar com os pés molhados e são parentes muito próximas do taxódio-de-Montezuma de Monserrate. Segundo alguns autores, a espécie a que pertence este taxódio-de-Montezuma, Taxodium mucronatum, é mesmo uma variedade de T. distichum. Nestas tricas familiares eu não me meto, mas lá que o primo de Monserrate também gosta de molhar os pés, lá isso, gosta.

Madrid - Palácio de Cristal

Madrid - Palácio de Cristal - Lago

Madrid - Palácio de Cristal - Lago

9.2.10

Jardim Vertical

No Paseo del Prado, a poucos passos dos três grandes museus de Madrid - Prado, Thyssen-Bornemisza e Reina Sofía - e do Real Jardín Botánico, encontramos a galeria de exposições CaixaForum. Uma antiga central eléctrica foi modificada pela dupla de arquitectos suíços Herzog & de Meuron e deu lugar a este curioso edifício.

jardim vertical-caixaforum2

O jardim vertical, ou parede vegetal, deve-se a Patrick Blanc, que já tinha sido mencionado aqui.

jardim vertical-caixaforum1

jardim vertical-caixaforum4

2.2.10

Vai Fermosa e Bem Segura

Depois de Nápoles (2003) e Sevilha (2008), foi Madrid que pôde ouver Elisabete Matos interpretando Senta. Recordo agora as palavras que Jorge Rodrigues escreveu aqui a propósito da sua Tosca em Lisboa, já que a História insiste na repetição:

(...)
Havia um senão, enorme, em toda esta felicidade – Elisabete Matos continuava a não cantar em São Carlos um papel a sério; isto é, um daqueles papeis maiores que são oferecidos às divas (poucas pessoas há que merecem este tratamento, mas Elisabete Matos merece-o! – porque divas são as deusas que nos transportam emocionalmente para outras esferas). Um daqueles papeis que pela sua complexidade vocal e dramática só podem ser efectivamente defendidos por quem tenha um material vocal excepcionalíssimo e um material emocional que se traduz em representação de arromba. Embora os cantasse regularmente em palcos como os do Scala, do San Carlo de Nápoles, do La Fenice, etc., etc., etc. (...) Estava a repetir-se aquela merdosa atitude que é comum no nosso país – quem sobressai pela qualidade, zás, é logo atacado. E, invariavelmente, por gente miserável. É que quando me deslocava a Espanha e falava, por exemplo, com o Director do Teatro Real, lá vinha ele com a mesma conversa – “Elisabeta es nuestra!”. Obviamente, eu ficava orgulhoso, mas não deixava de pensar no estuporado país que permitia isto – ainda bem, por outro lado, que Elisabete foi para um país onde as coisas se levam a sério.
(...)

Não dispondo de nenhum registo sonoro ou videográfico que nos mostre como a voz de Elisabete Matos encheu o Teatro Real nas recentes récitas de Madrid - bem o desejaria, pois tanto a sua voz como a personagem se apresentam agora com outra maturidade e segurança -, aqui deixo um excerto de uma gravação de "Der Fliegende Holländer" no Teatro di San Carlo (Nápoles, 2003), quando Elisabete cantava o papel pela primeira vez.



E, ainda, um pedacinho do II acto de "Tosca" no Teatro de São Carlos (2008):



Para terminar, veja-se também como Àlex Rigola encenou o coro dos marinheiros deste Navio Fantasma (aquando da estreia da produção, no Gran Teatre del Liceu, Barcelona, 2007).

O Mentiroso

Há quem diga que o cedro-do-Buçaco é duas vezes mentiroso mas ele mente muito mais. Mente com quantos dentes tem na boca. Cedro-de-Goa, outro nome pelo qual também responde, não é mais fiel à verdade que o mais comum entre nós, e o Cupressus lusitanica nem sequer é natural de terras lusas. Veio à boleia do México até aqui e terá apanhado o barco seguinte para Goa, quando mãos verdes ibéricas andavam a espalhar sementes. Consta que em 1630 já criava raízes na mata do Buçaco.

No Real Jardín Botánico de Madrid também há um exemplar.




23.1.09

Google Earth

Os detalhes do jardim são tão deliciosos que também não resisti (há mais aqui).


E o auto-retrato de Dürer?




Está tudo no Prado e no Google Earth, à nossa disposição.