25.5.07

(513 Total Signatures)

Há pouco, era este o número de assinaturas na petição do Ritornello. Agradeço ao Dias com Árvores, que também a divulgou.

Kirsten Flagstad - Purcell





















Kirsten Flagstad canta o Lamento de Dido (de Dido and Aeneas).


Recitative
Thy hand, Belinda, darkness shades me,
On thy bosom let me rest,
More I would, but Death invades me;
Death is now a welcome guest.
Aria
When I am laid, am laid in earth, May my wrongs create
No trouble, no trouble in thy breast;
Remember me, but ah! forget my fate,
Remember me, remember me, but ah! forget my fate.

A New English Garden

Descobri esta reportagem no Green Man, onde podem ler mais sobre o Chelsea Flower Show.

24.5.07

Torres Novas





















Um muro inteiro estava coberto delas.
Parece ser um Philadelphus... ou falso-jasmim. Agradeço ao Paulo Araújo, do Dias com árvores, que o identificou. Ler e ver mais aqui.

23.5.07

Mahler - Anne Sofie von Otter

Excerto da Sinfonia nº 2 de Mahler, dirigida por Simon Rattle.

Urlicht (Luz Primordial)
O Röschen rot!
Der Mensch liegt in größter Not!
Der Mensch liegt in größter Pein!
Je lieber möcht ich im Himmel sein.
Da kam ich auf einen breiten Weg:
Da kam ein Engelein und wollt’ mich abweisen.
Ach nein! Ich ließ mich nicht abweisen!
Ich bin von Gott und will wieder zu Gott!
Der liebe Gott wird mir ein Lichtchen geben,
Wird leuchten mir bis in das ewig selig Leben!
Friedrich Gottlieb Klopstock

21.5.07

Vítor d'Andrade - Gulbenkian

Teatro
Perante fragmentos que nos são alheios, como controlar a ideia de posse? O resultado mais significativo da actividade fotográfica é dar-nos a sensação de que a nossa cabeça pode conter todo o mundo – como uma antologia de imagens. Dizem-nos: Aqui está a superfície. Agora pensem, ou antes, sintam, intuam o que está por detrás, como deve ser a realidade se esta é a sua aparência. Entre a realidade e a representação da realidade, encontra-se a consciência, espaço particular, íntimo e privado. Coleccionar fotografias é coleccionar o mundo. E é também construir mundos.

Encenação: Victor Hugo Pontes
A partir de textos da obra de Susan Sontag
Apoio à Dramaturgia: Madalena Alfaia
Fotografias e espaço cénico: João Paulo Serafim
Interpretação: Vítor d’Andrade

Nazaré - Metrosideros

Na Nazaré, um metrosídero ("madeira de ferro", devido à sua dureza) quase a abrir. Na Austrália e na Nova Zelândia, esta planta floresce no Natal, daí chamarem-lhe "Árvore de Natal".
Ver e ler, no Dias com Árvores.

19.5.07

Ritornello - Petição


PODEM ASSINAR AQUI A PETIÇÃO AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO SANTOS SILVA, A SOLICITAR O REGRESSO DO JORGE RODRIGUES COM O RITORNELLO E NO SEU FORMATO INICIAL DE DUAS HORAS.

18.5.07

Fischer-Dieskau - Schubert - Der Lindenbaum

A Tília

Hans Baluschek pintou (1870-1935)


















Dedico este "post" ao Jorge Rodrigues e ao Ritornello, que a Antena 2 resolveu retirar da programação.
Dietrich Fischer-Dieskau canta Der Lindenbaum, do ciclo de canções "Winterreise" (Viagem de Inverno), composto por Schubert a partir de poemas de Wilhelm Müller.
Como diz o Jorge Rodrigues, "apertem os cintos". O Ritornello era um dos melhores programas de divulgação de músicos e de músicas, ouvido todos os dias por muita gente durante o regresso a casa, entre as 6 e as 8 da tarde.



Der Lindenbaum

Am Brunnen vor dem Tore
Da steht ein Lindenbaum
Ich träumt in seinem Schatten
So manchen süßen Traum
Ich schnitt in seine Rinde
So manches liebe Wort
Es zog in Freud und Leide
Zu ihm mich immer fort

Ich musst auch heute wandern
Vorbei in tiefer Nacht
Da hab ich noch im Dunkeln
Die Augen zugemacht
Und seine Zweige rauschten
Als riefen sie mir zu
Komm her zu mir Geselle
Hier find'st du deine Ruh

Die kalten Winde bliesen
Mir grad ins Angesicht
Der Hut flog mir vom Kopfe
Ich wendete mich nicht
Nun bin ich manche Stunde
Entfernt von jenem Ort
Und immer hör ich's rauschen
Du fändest Ruhe dort


A Tília

Junto à fonte, perto do arco,
Encontra-se uma tília.
Sonhei, na sua sombra,
Um sonho doce.
No seu tronco,
Escrevi palavras de amor.
Alegre ou triste,
Sempre fui arrastado até ela.

Também hoje lá passei,
Durante a noite,
E mesmo na escuridão
Cerraram-se-me os olhos.
Os seus ramos sussurravam,
Como se me chamassem:
Vem até mim, companheiro.
Aqui, encontras o teu sossego.

Os ventos sopravam,
Gelavam-me o rosto.
O meu chapéu voou
Mas eu não me voltei.
Já estou há algum tempo
Longe daquele lugar.
E ainda ouço um sussurro:
Lá encontrarias o teu sossego.

Newsletter - Macbeth - TNSC

Teatro Nacional de São Carlos
31. Maio 4. 6. 8. Junho às 20:00h | 2. Junho 2007 às 16:00h
M A C B E T H
Giuseppe Verdi
















A primeira ópera de Verdi inspirada pela obra literária shakespeareana, Macbeth, sobe ao palco do Teatro Nacional de São Carlos no próximo dia 31 de Maio, sob a direcção musical de Antonio Pirolli, que dirigiu justamente Otello, de Verdi, baseada na tragédia homónima de Shakespeare, na inauguração da Temporada de 2005.06.

A encenadora veneziana Elena Barbalich apresenta pela primeira vez no São Carlos um trabalho com a sua assinatura. A equipa criativa reúne os nomes de Tommaso Lagattolla na concepção da cenografia e dos figurinos, e Michele Vittoriano no desenho de luz.

Os Amigos de S. Carlos, em colaboração com o Teatro, apresentam uma conferência de entrada livre a propósito de Macbeth, às 18:30h do dia 23 de Maio, no Foyer. Com a participação de Alexandre Delgado. As Breves Palavras por Compositores de Hoje, que têm reunido cada vez mais interessados, têm lugar, como já vai sendo hábito, trinta minutos antes do início dos espectáculos. Com a participação de Nuno Corte-Real.













Johan Reuter encarna a personagem do rei sanguinário Macbeth.
Dimitra Theodossiou regressa ao palco do São Carlos para interpretar o papel de Lady Macbeth.
Fabio Sartori canta Macduff, um nobre escocês.
Giovanni Furlanetto interpreta o papel de Banco, general do exército do Rei Duncano.
(...)
E ainda: Carlos Guilherme, João de Oliveira, Sara Braga Simões...
(...)

15.5.07

Callas e Corelli

Para ouvir Callas e Corelli, ao vivo no Scala, em 1960, cantando Poliuto. Uma ópera menos célebre de Donizetti, mas que merece ser conhecida: Ah! fuggi da morte.

Retirado...


Ove m'inoltro... Di quai soave lagrime

Flores de vidro - Cascais

Nas casas-de-banho dos visitantes do Museu Condes de
Castro Guimarães, em Cascais, existem apliques em vidro
de Murano (não consegui confirmar, mas é tal e qual).
O que foi uma casa sumptuosa é agora um museu a visitar.

14.5.07

Amarelas - Alentejo

(1 e 2 são Cistaceae...)
1 - Halimium ou Helianthemum(?)
2 - Tuberaria guttata(?)
3 - Hypericum perforatum (ler no Dias com Árvores)

13.5.07

Joana Vasconcelos - Fátima

"Moto-Triciclo Piaggio e imagens fluorescentes de Nossa
Senhora de Fátima"
Tirado do site da Galeria 111.

11.5.07

Sesimbra

O castelo de Sesimbra está transformado num tapete de
malmequeres, salpicado por tufos de papoilas vermelhas
e brancas.

8.5.07

Jardins Garcia d'Orta

No Parque das Nações, em Lisboa, poderíamos ter um belíssimo jardim botânico. Encontramos lá variadíssimos exemplares de espécies exóticas, trazidos de Goa, do Brasil, da Madeira, da Austrália...
No entanto, existem lá plantas mortas que ninguém retira (várias bananeiras e inhame), algum lixo deixado por pessoas "descuidadas", e um jardim (que se quer botânico) deveria ter as plantas identificadas correctamente. O que acontece é que grande parte das árvores não tem tabuleta. À entrada de cada talhão, está um painel que indica vagamente as zonas onde se encontram determinadas árvores ou outras plantas, mas quem ainda não as conhecer chega ao local e fica um bocado perdido. Afinal onde é que está o vinhático? Este será o barbusano? O que vale é que as plantas não se importam muito com isso e lá vão exibindo as suas flores.

1 - Coralina, Erythrina caffra
2 - Calliandra
3 - Árvore de São Tomé, Bauhinia variegata
4 - Tumbérgia, Thunbergia grandiflora (Obrigado, Ver/Blog de Cheiros)
5 - Rosa rugosa scabrosa (Obrigado, Miguel, pela identificação e pelas informações adicionais que deixaste.)







Árvore com flores amarelas - 2

Descobri uma árvore muito parecida com a minha "das flores amarelas". Trata-se da Cananga odorata, ou Ylang ylang (flor das flores), também conhecida como "árvore-perfume". É cultivada para a extracção de um óleo utilizado na indústria dos perfumes e é originária da Indonésia, Madagáscar e ilhas do Pacífico. No entanto, as flores têm seis pétalas e a minha tem cinco. Pertence à família das Annonaceae.

Tosca - Vissi d'arte

Por Renata Tebaldi

Por Maria Callas

2.5.07

Árvore com flores amarelas

Esta árvore encontra-se junto à Vela Latina, perto da Torre de Belém.
Como não sei o que é, chamo-lhe "árvore com flores amarelas".

Agradeço a Maria Carvalho (Dias com Árvores) a identificação do himenosporo, ou jasmim australiano!!!
Hymenosporum flavum
(Pittosporaceae)



1.5.07

L'italiana in Algeri - Rossini





















Newsletter

Teatro Nacional de São Carlos
2. 3. 4. 5. 8. 9. 10. Maio às 20:00h; 6. Maio 2007 às 16:00h

Ausente há vinte anos das temporadas líricas do São Carlos, L'italiana in Algeri, ópera de enorme êxito de Gioachino Rossini aquando da sua estreia em Maio de 1813, regressa ao palco do Teatro numa produção do Festival d'Aix-en-Provence (no âmbito do qual a produção foi estreada no ano passado) em co-produção com o Grand Théâtre do Luxemburgo e o Teatro Nacional de São Carlos.
Donato Renzetti, depois de ter dirigido a Messa da Requiem no quase esgotado Grande Auditório do CCB a 30 de Março último, regressa agora ao fosso do São Carlos.
Toni Servillo, encenador e actor italiano, está de volta ao São Carlos onde já encenou novas produções de Boris Godunov (2001) e Ariadne auf Naxos (2003), para assinar a encenação desta ópera. Da equipa artística destaca-se Daniela Dal Cin na assinatura da cenografia, Ortensia De Francesco na assinatura dos figurinos e Pasquale Mari na concepção do desenho de luz.
Do elenco, destacam-se as duas interpretações dos papéis de Isabella por Kate Aldrich (a Rosina da última produção de Il barbiere di Siviglia em Fevereiro de 2006), e Barbara Di Castri; de Mustafà por Lorenzo Regazzo e Wojtek Gierlach; de Lindoro por John Osborn e David Alegret; e de Taddeo por Paolo Rumetz e José Julián Frontal. A jovem soprano Lara Martins (que participou na última produção de O Nariz) interpreta o papel de Elvira, mulher de Mustafà, Filippo Morace empresta a voz a Haly, capitão dos corsários, e Paula Morna Dória canta Zulma, a escrava confidente de Elvira. Destaque também para a Orquestra Sinfónica Portuguesa e Coro do Teatro Nacional de São Carlos.


Argumento

Acto I
Elvira confia à sua escrava Zulma que o marido já não a ama. Quando entra Mustafà, acompanhado por Haly, Elvira tenta falar-lhe, mas o Bei ordena-lhe que se retire. Para se ver livre dela, resolve dá-la em casamento ao seu escravo italiano, Lindoro, sem atender às razões de Haly a quem acaba por ordenar que lhe arranje uma italiana, daquelas que contrariam os seus apaixonados, farto como estava de mulheres dóceis. Lindoro, que recorda Isabella, a sua noiva que ficara em Itália, não se sente nada gratificado com a proposta de Mustafà e tenta esquivar-se, mas este, entre lisonjas e ameaças, obriga-o a segui-lo para admirar a mulher que decidira dar-lhe por esposa.

Entretanto, um navio italiano naufraga na costa e Haly, com os seus piratas, acorre para o pilhar e fazer prisioneiros. Entre estes encontram-se Isabella, vinda à procura de Lindoro, e Taddeo, seu companheiro de viagem, que ela, para salvar da morte, faz passar por seu tio. Haly anuncia à bela italiana que será apresentada ao Bei e que se tornará a rainha do seu harém. Taddeo fica horrorizado, mas Isabella assegura-lhe que com a sua astúcia feminina saberá enfrentar o terrível Mustafà.

O Bei informa Lindoro que um navio veneziano vai partir e que se o jovem deseja voltar à pátria, se apresse a levar Elvira. À notícia que lhe traz Haly que entre os prisioneiros do navio naufragado se encontra uma formosíssima italiana, Mustafà apressa-se para ir recebê-la dignamente, enquanto Lindoro procura convencer Elvira a esquecer o marido ingrato e a segui-lo para Itália.

Isabella é apresentada a Mustafà, que de imediato se apaixona; ela finge corresponder a fim de tirar vantagens da situação. Entram Lindoro e Elvira, para se despedirem do Bei: o encontro imprevisto faz inflamar ainda mais o coração dos dois jovens. Mas Isabella não perde a cabeça e, ao saber por Mustafà que a sua ex-mulher e o seu escravo vão partir para Itália, finge indignação. Exige ao Bei que fique com Elvira e que ponha o escravo Lindoro ao seu serviço. Mustafà, fascinado por Isabella, cede à sua vontade.

Acto II
Elvira, Zulma, Haly e um grupo de eunucos comentam a condescendência de Mustafà e a esperteza de Isabella, que poderá ser útil à causa de Elvira. Mustafà, entrando a seguir, afirma que saberá conquistar a bela italiana, excitando a sua ambição. A sós, Isabella e Lindoro, que já sossegou a sua amada quanto às suas intenções, arquitectam um plano de fuga. Saem os dois. Entra Mustafà que decide atribuir a Taddeo, que julga tio de Isabella, o título de Kaimakan; em troca, este deverá ajudá-lo a conquistar Isabella. Tadeo, obrigado a escolher entre a tortura da empalação e a humilhação de fazer de alcoviteiro, aceita o cargo.

Isabella veste-se à turca. Conversando com Elvira, ensina-lhe a maneira mais conveniente para conservar um marido. Mustafà ordena a Lindoro que chame Isabella e a Taddeo que lhe faça companhia e se retire assim que ele fizer sinal, espirrando. Isabella entra, murmurando palavras ternas a Mustafà, que espirra várias vezes; Taddeo finge não ouvir. Isabella, divertida com a situação, manda servir o café em três chávenas, uma das quais para Elvira. Mustafà mostra-se aborrecido com a presença de Elvira, mas Isabella recorda-lhe a sua promessa de ser gentil com a esposa. Obrigado a condescender para não irritar a bela italiana, o Bei começa a suspeitar que está a ser alvo de troça.

Lindoro e Taddeo (que não descobriu ainda que Lindoro é o noivo de Isabella) asseguram a Mustafà que Isabella está apaixonadíssima por ele e que o quer nomear o seu «Pappataci» («Come e cala»). Os dois explicam-lhe que se trata de um título muito considerado em Itália reservado aos conquistadores irresistíveis: um verdadeiro «Pappataci» deve pensar somente em comer, beber, dormir e divertir-se.

Isabella, que obteve do Bei os escravos italianos para preparar a cerimónia, disfarça alguns de «Pappataci». Encarrega outros de se manterem no barco prontos para fugir. Inicia-se a cerimónia. Mustafà, vestido de «Pappataci», promete observar o regulamento da ordem: não ver, não ouvir e não se intrometer, comer e gozar apenas. Isabella e Lindoro põem-no à prova trocando frases amorosas e ele, obedecendo, continua a comer sem reagir. Quando o navio acosta ao palácio, Lindoro, Isabella e os escravos italianos entram nele, enquanto Taddeo apercebendo-se por fim que Lindoro é, afinal, o noivo de Isabella, procura alertar Mustafà. Mas Mustafà mantém-se fiel ao juramento dos «Pappataci». Entre a tortura de ser empalado e a humilhação, Taddeo escolhe a humilhação e embarca.

Acorrem entretanto Elvira, Zulmira e Haly com os eunucos completamente embriagados, aos quais Mustafà, dando-se conta de que foi mistificado, ordena que prendam os fugitivos, que se afastam já no barco. «Mulheres italianas nunca mais!», afirma Mustafá. Pedindo perdão, volta para junto da sua dócil Elvira.

Óbidos, outra vez

1 - Glicínia com uma idade respeitável
2 - Abutilon megapotamicum
3 - Robinia pseudacacia
4 - Impatiens (prima da alegria-da-casa; obrigado, Isabel)
5 - Chelidonium majus (obrigado, Jardineira)