26.4.12

A Arte de Gruberová

Mão amiga mostrou-me este documentário sobre a arte de Edita Gruberová. Um documentário que passa por momentos da preparação para a "Lucrezia Borgia" de Barcelona e que nos leva também ao início da sua carreira na Checoslováquia e em Viena. Para os amantes de bel canto.

21.4.12

Parece-nos óbvio



“[...] Too many directors arrive at the opera house these days knowing little or nothing about music. Most come from the spoken theater, focus only on the text and don’t understand how to give the music its space. It may seem obvious to you and me, but a brilliant theater director does not automatically translate into a brilliant opera director. If I am a crack racecar driver, that doesn’t qualify me to be an ace pilot as well.

I sometimes feel that directors devise all these elaborate concepts because they don’t trust the power of the music and are terrified of boring the audience. Opera is a truly magical art, but the magic originates primarily in the music that we singers work so hard to communicate.” 

Jonas Kaufmann in The New York Times

14.4.12

Visitas

(Foto de Alfredo Rocha © TNSC)
Ter Artur Pizarro em Lisboa para tocar num dia o Rach 3 e no dia seguinte o Rach 1 foi um luxo que mais uma vez provou que ele é um pianista de excepção. E sempre que cá vem, como se isso fosse possível, parece que toca melhor que da vez anterior.
No Teatro de São Carlos, com a Orquestra Gulbenkian e Pedro Neves, e na Gulbenkian, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e Martin André, foram duas noites de festa. Como que inspiradas por Pizarro, ambas as orquestras se mostraram em grande forma nestas suas visitas. Uma iniciativa que deveria repetir-se na próxima temporada, digo eu. Foi um gesto bonito que, tendo continuidade, poderá servir também para aproximar os públicos das duas casas.

Novidade, para mim, foi Pedro Neves, que realiza actualmente um doutoramento na Universidade de Évora sobre as sinfonias de Joly Braga Santos. O ainda jovem maestro e a Orquestra Gulbenkian interpretaram com grande segurança e convicção a Sinfonia nº 4 de Braga Santos, uma obra pouco ouvida nas nossas salas de concerto, como, aliás, todas as outras daquele que é um dos compositores portugueses mais importantes do século XX. Aqui, pela Orquestra Nacional da Irlanda, com a direcção de Álvaro Cassuto:

12.4.12

Per molts anys!

La Superba faz hoje 79 aninhos. Celebremos com alguns excertos do documentário Caballé - Beyond Music e terminemos com a Donna Elvira que cantou em Lisboa, ainda muito jovem, em 1960. Parabéns, Montse!






10.4.12

Coisas extraordinárias

Sem saber como, aterrei numa página do Youtube que contém a gravação do Concerto nº 2 de Beethoven repartido pelas mãos de Maria João Pires e de Martha Argerich. O que inicialmente me pareceu uma brincadeira de gosto duvidoso revelou-se, afinal, uma novidade (para mim) extraordinária. Pires e Argerich juntas?


(Todas as fotos © Festival Chopin and his Europe)

Foi no dia 30 de Agosto de 2010, em Varsóvia. Maria João tocou o primeiro andamento e Martha tocou o segundo e o terceiro, num piano de época, acompanhadas pela Orquestra do Século XVIII com o maestro Frans Brüggen.



E ainda... a Sonata de Mozart para piano a quatro mãos, KV 381.
As duas. Juntas.






6.4.12

4.4.12

Camélias em Nova Iorque

O nosso correspondente em Nova Iorque foi visitar os jardins verticais de Patrick Blanc na exposição de orquídeas do Jardim Botânico daquela cidade (The Orchid Show). Apesar da grande afluência de público, Bosc d'Anjou conseguiu não só captar algumas belas imagens para nos mostrar, como, ainda, fazer uma descoberta importantíssima para os amantes das camélias.

Temos o prazer de apresentar ao estimado público... a Turandot.

Camellia japonica "Turandot"
Naturalmente, dedicamo-la à Turandot.

1.4.12

António Rosado

Barcarola nº 1, de Vianna da Motta, por António Rosado 


A última noite de Março começou com a abertura de Noite de Maio, de Rimsky-Korsakov, mas logo se passou ao que interessava, que era António Rosado, que eu não ouvia há quase dois anos. Desta vez foi o Concerto nº 2 de Chopin, por sinal o primeiro do compositor, embora editado depois do segundo, o Concerto nº 1.

O nome de António Rosado não tem a projecção internacional, nem mesmo nacional, que têm outros pianistas portugueses, o que decerto explicará o facto de o Teatro de São Carlos não ter enchido. A Rosado não falta o talento, nem a técnica apurada, e o seu Chopin foi novamente deslumbrante e arrancou merecidíssimos aplausos. Notável a atenção do maestro letónio Gints Glinka, que dirigiu muito bem a Orquestra Sinfónica Portuguesa, tanto no concerto de Chopin como na Sinfonia nº 2 de Scriabin.

O ciclo Piano Romântico prossegue já no próximo dia 5 de Abril com Filipe Pinto-Ribeiro, que interpretará o Concerto nº 1 num programa dedicado a Tchaikovsky. Promete.

 Reportagem da SIC sobre António Rosado e os Estudos de Debussy (2002)