9.7.07

Salão Nobre do Conservatório Nacional

O Suggia tem vindo a alertar para o estado de degradação a que chegou o Conservatório e, principalmente, o Salão Nobre. Se não se faz alguma coisa com urgência, cai.
Os medalhões que retratam personalidades como Garrett, ou Bomtempo, são de José Malhoa. E, no entanto, parece que ninguém se importa muito.
(Fotografias tiradas do Guilhermina Suggia)




5 comentários:

  1. Uma vergonha! Quem está à frente do Conservatório deveria fazer toda a pressão junto dos Ministérios da Cultura ou da Educação ou da Câmara Municipal de Lisboa, para que tal situação seja reparada com urgência.
    Realmente, não há paciência para tanto desmazelo.

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  2. Não me parece que tenha havido falta de pressão (pelo menos nos últimos anos) junto de, pelo menos, o Ministério da Educação que tutela o Conservatório. Há mais de 60 anos que não há qualquer obra no Salão Nobre. Ao que penso saber esteve mesmo aberto um concurso público para a realização de obras. Mas o Ministério cancelou-o sem dar qualquer explicação.
    Parece que houve uma inspeção de técnicos e - pasme-se! - chegaram à conclusão de que havia escolas em pior estado. Não tenho dúvidas de que haverá. Mas não se mede tudo pela bitola da mediocridade. O Salão é uma OBRA DE ARTE.
    Em pior estado parece que só mesmo o ESTADO.
    Só a nossa força pode evitar a sua perda. Os senhores das contas não lhes interessa nem o Malhoa, nem a Música. São mediocres.
    Caimos de podres e ninguém se importa.

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  3. Às vezes tem que ser a sociedade civil a mobilizar-se e a conseguir fundos, pelos meus lados foi o que fizeram para conseguir fazer obras numa igreja. Para vergonha do estado, que não tem vergonha nenhuma (ai a má língua outra vez!)

    Quem sabe se houver um bocadito de barulho aqui e ali... (parece que em relação ao ritornello o barulho não serviu de nada, não foi?)

    Abraço

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  4. É, Jardineira. Em relação ao Ritornello, não há novidades... Só sei que o caso está nos tribunais, devido às questões de ordem laboral. A petição lá vai andando, mas não sei se levará a algum lado...
    Quanto ao Conservatório, com peditórios também não se vai muito longe. Ele precisa de obras de fundo e era necessário uma grande empresa para as subsidiar, uma vez que o Estado se demite das suas funções. O restauro dos seis órgãos da Basílica de Mafra, por exemplo, tem o apoio do mecenato do Barclays Bank.

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  5. O Ritornello não volta disse-mo o Jorge Rodrigues.Agora é ele que não está interessado!Assunto arrumado.
    Quanto ao salão do conservatório, já não é o perigo de desabamento da sala, é o próprio país que está em vias de desabar.

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