3.7.07

Tejo - Azambuja

Vala Real de Azambuja




















O Tejo




















No séc. XVIII, o Marquês de Pombal ordenou a abertura de valas na zona pantanosa de Azambuja, para drenar os campos e os tornar aráveis.
A Vala Real, ou Vala de Azambuja, chegou a ser navegável por fragatas e barcos-varinos, numa extensão de dezassete quilómetros. Aqui ainda se encontram barbos, carpas, enguias, fataças, entre outras espécies de peixes.

29.6.07

Temporada miserável

Quando Pinamonti veio para Lisboa como director artístico do Teatro de São Carlos, fiquei bastante entusiasmado, tal como a maioria dos melómanos que gostam deste teatro. Aos poucos, o entusiasmo foi esmorecendo, como escrevi aqui, porque as temporadas nunca subiram de nível, apesar de algumas produções interessantes. O Teatro de São Carlos continuou a não se parecer com um teatro de nível internacional, espelhando um miserabilismo português, mais cultural que económico.

Eis que é anunciada a nova temporada e continua a pobreza de programação. Para pior. Sendo a ópera um espectáculo de arte total, os cantores são sempre os grandes protagonistas ou, na minha opinião, deveriam ser. Sempre foi assim, até ao momento em que se passou a dar mais importância aos encenadores, nem que eles apresentem visões que deturpem completamente o significado da ópera. Muitas vezes, seria preferível assistir a uma boa versão de concerto, com cantores à altura dos papéis.

Vamos ter, então, "Rigoletto" e "Tosca", com onze récitas cada (muitas, como se faz lá fora), "Os Contos de Hoffmann" (mais dez récitas) e as outras obras são consideradas de pequeno público, logo, pouca coisa (consultar o programa). De "Siegfried" nem se fala. Talvez para a temporada seguinte, se não acabarem por interromper definitivamente o ciclo d’"O Anel do Nibelungo", o que não deixaria de ser vergonhoso, depois do alarido que se fez em torno da produção de Graham Vick.

E os cantores? Nos últimos anos, Dimitra Theodossiou tornou-se a diva do São Carlos. Ninguém a conhecia até vir substituir Angela Gheorgiu na "Traviata", mas o público e Pinamonti gostaram tanto que passou a vir cantar em todas as temporadas. Os aplausos foram estrondosos, nunca percebi bem a razão. Parece que a nova Direcção está a querer encontrar uma substituta: Chelsey Schill. Quem será ela? Vai ser a Gilda ("Rigoletto"), a Serpente (em "Das Märchen" de Emmanuel Nunes, estreia absoluta), Servilia ("A Clemência de Tito"), Olympia ("Os Contos de Hoffmann") e Rainha da Noite ("A Flauta Mágica" em versão sub-16). Se calhar, se não estivesse Elisabete Matos apalavrada, também cantaria ela a "Tosca".

28.6.07

Teatro de São Carlos - Nova temporada

Temporada?

(...)
A temporada lírica será inaugurada a 10 de Dezembro com a apresentação da ópera "Rigoletto", de Verdi, numa co-produção com a ópera de Bilbau.
(...)
Em Janeiro de 2008, o São Carlos vai apresentar em estreia absoluta "Das Märchen", a primeira ópera de Emmanuel Nunes, no que é considerado um dos acontecimentos da temporada.
(...)
Em Fevereiro, o teatro lírico volta a apresentar uma ópera de Mozart, "La Clemenza di Tito", que assinala a estreia do actual director do Teatro Municipal de Almada, Joaquim Benite, na encenação de uma ópera.
O tenor Herbert Lippert e a soprano Adriana Damato cantam pela primeira vez no São Carlos.
(...)
Em Abril, o São Carlos vai apresentar "Os Contos de Hoffmann", de Offenbach, numa nova produção encenada por Christian von Götz e com direcção musical de Gregor Buhl.
A ópera "Tosca", de Giacomo Puccini, com a soprano portuguesa Elisabete Matos no papel principal, encerra a temporada lírica, numa produção encenada pelo canadiano Robert Carsen.
(...)
A temporada sinfónica começa a 28 de Setembro com o concerto "Do barroco ao bel canto" que conta com a actuação da meio-soprano Vesselina Kasarova.
(...)

Embora não haja muito mais para saber, ler mais...
O programa da temporada já está no site do Teatro de São Carlos.

Museu Colecção Berardo

Museu Colecção Berardo poderá ser visitado gratuitamente até domingo.



























No exterior, duas obras de Joana Vasconcelos feitas com garrafas, representando castiçais.
(Foto da net)

Schiermonnikoog





















(Foto gentilmente cedida pela minha amiga Thea)

Schiermonnikoog é uma ilha muito pequena no norte da Holanda, sem automóveis, muito sossegada...

27.6.07

Amnistia Internacional

Your Signature is More Powerful than you Think

"Award winning video from Amnesty International. Your signature is more powerful than you think. Winner of the Gold Lion at the Cannes Lions 2007"

26.6.07

Parque Eduardo VII

O Blog de Cheiros já mostrou o estado de abandono em que se encontra o Parque Eduardo VII. Hoje passei por lá e confirmei. O mato cresce, como se o campo tivesse vindo para a cidade, e vários tipos de flores dão cor a terrenos que parecem ter sido lavrados. Até aí, tudo bem; poderíamos vir a ter o tal prado florido...
Só que, enquanto estavam a ser retiradas as estruturas da Feira do Livro, ninguém parecia importar-se muito que restos de papéis e outros tipos de lixo se vão acumulando por todo o lado, principalmente fora da alameda central.

Cichorium intybus
(Agradeço a Maria Carvalho a identificação desta flor de chicória.)


23.6.07

Edith Piaf - La Foule

Je revois la ville en fête et en délire
Suffoquant sous le soleil et sous la joie
Et j'entends dans la musique les cris, les rires
Qui éclatent et rebondissent autour de moi
Et perdue parmi ces gens qui me bousculent
Étourdie, désemparée, je reste là
Quand soudain, je me retourne, il se recule,
Et la foule vient me jeter entre ses bras...

Emportés par la foule qui nous traîne
Nous entraîne
Écrasés l'un contre l'autre
Nous ne formons qu'un seul corps
Et le flot sans effort
Nous pousse, enchaînés l'un et l'autre
Et nous laisse tous deux
Épanouis, enivrés et heureux.

Entraînés par la foule qui s'élance
Et qui danse
Une folle farandole
Nos deux mains restent soudées
Et parfois soulevés
Nos deux corps enlacés s'envolent
Et retombent tous deux
Épanouis, enivrés et heureux...


(abe084)

Et la joie éclaboussée par son sourire
Me transperce et rejaillit au fond de moi
Mais soudain je pousse un cri parmi les rires
Quand la foule vient l'arracher d'entre mes bras...

Emportés par la foule qui nous traîne
Nous entraîne
Nous éloigne l'un de l'autre
Je lutte et je me débats
Mais le son de sa voix
S'étouffe dans les rires des autres
Et je crie de douleur, de fureur et de rage
Et je pleure...

Entraînée par la foule qui s'élance
Et qui danse
Une folle farandole
Je suis emportée au loin
Et je crispe mes poings, maudissant la foule qui me vole
L'homme qu'elle m'avait donné
Et que je n'ai jamais retrouvé...